31 dezembro, 2005

Qual foi o acontecimento do ano?


Como já vem sendo tradição n’ Os Ambientalistas, chegado o final do ano, lançamos um repto aos nossos leitores: Qual foi, em termos ambientais, o acontecimento do ano?
Deixem aqui as vossas opiniões e fica a promessa de, no final do ano, fazermos um post dedicado ao tema mais votado.
Saudações ambientalistas

27 dezembro, 2005

ETAR alimentada por eólica reduz emissões de CO2 em 96 %

A cidade de Kakegawa (Japão central) e a Japan Sewage Works Agency venceram os 14º Water Treatment System Awards na categoria de uso eficiente de sistemas de águas residuais, um prémio anual atribuído pelo Ministério do Terreno, Infraestruturas e Transportes japonês.

Esta vitória foi anunciada já no final de Agosto deste ano, tendo o ministério valorizado bastante a redução dos impactes ambientais e os custos de manutenção da estação de tratamento daquela cidade, através da introdução de um sistema eólico de geração energética.

Quando foram planeadas as melhorias à estação de purificação de Osuga, a cidade de Kakegawa e a Japan Sewage Works Agency decidiram introduzir um sistema de energia eólica, uma vez que a estação localiza-se em frente ao mar de Enshu, onde fortes ventos sopram todo o ano. Esta opção foi seleccionada após uma análise dos ventos e uma avaliação de impacte ambiental terem apontado que as instalações cumpriam os critérios para a introdução da eólica, e tornou-se o primeiro projecto dessa natureza a ser financiado pelo Ministério.

Assim, a maioria da electricidade consumida na ETAR pode ser obtida pela força do vento, reduzindo as emissões de dióxido de carbono (CO2) em cerca de 96 % comparando com a electricidade convencionalmente comercializada. Além dos benefícios de combate ao aquecimento global, espera-se uma poupança energética com redução significativa dos custos de operação.

A cidade de Kakegawa estabeleceu o seu próprio Plano de Acção para o Aquecimento Global em Março de 2001, sendo este projecto um exemplo dos vários esforços que têm sido dispendidos.

Fonte: Japan for Sustainability

23 dezembro, 2005

Utilização sustentável dos recursos naturais


A Comissão Europeia propôs, no dia 21 de Dezembro, uma nova abordagem que visa uma utilização mais sustentável dos recursos naturais.

O objectivo é reduzir os impactos ambientais associados à utilização dos recursos na Europa e à escala mundial, numa economia em crescimento: as alterações climáticas como consequência da utilização dos combustíveis fósseis e uma sobreexploração da água potável, dos solos e de certas unidades populacionais de peixe.

Trata-se de uma das sete estratégias «temáticas» previstas no âmbito do sexto programa comunitário de acção em matéria de ambiente (2002-2012) e intimamente associada à estratégia temática em matéria de resíduos, que foi igualmente adoptada no mesmo dia.

Segundo a estratégia aprovada, os seus objectivos são os seguintes:

* Mais valor – criar mais valor com menos recursos (aumentar a produtividade dos recursos);

* Menos impacto – reduzir o impacto ambiental global dos recursos utilizados (aumento da ecoeficiência);

* Melhores alternativas – se não for possível uma utilização mais ecológica, substituição dos recursos utilizados actualmente por alternativas melhores.

De acordo com a Comissão, estes objectivos devem ser alcançados durante todo o ciclo de vida de utilização dos recursos, evitando que os impactos ambientais sejam transferidos de uma fase para outra ou de um país para outro. Uma vez que os resíduos constituem a fase final do ciclo de vida dos recursos, a estratégia relativa aos recursos produzirá informações importantes para a estratégia temática relativa à prevenção e reciclagem de resíduos, apoiando-a na redução de resíduos.

A estratégia propõe uma série de medidas específicas, para um horizonte de 25 anos, que incluem:

* Um centro de dados, gerido pela Comissão Europeia, que reúna todos os conhecimentos disponíveis sobre recursos naturais e informe os decisores;

* Um painel internacional, a criar em cooperação com o Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUA), que formule pareceres científicos independentes sobre os aspectos mundiais da utilização dos recursos;

* Definição de medidas e programas nacionais pelos Estados-Membros, sob a orientação de um fórum de alto nível composto por representantes da Comissão, dos Estados-Membros e de outras partes interessadas;

* Análise dos impactos ambientais da utilização de recursos nos planos de acção do sector económico que a Comissão tenciona desenvolver no contexto da sua estratégia de crescimento e emprego;

* Desenvolvimento, até 2008, de indicadores que permitam monitorizar e analisar periodicamente os progressos realizados para alcançar o objectivo da estratégia.

As cinco restantes estratégias temáticas que a Comissão está a desenvolver abrangem a poluição atmosférica (apresentada em 21 de Setembro de 2005) e o ambiente marinho (24 de Outubro de 2005), bem como os solos, os pesticidas e o ambiente urbano.

O texto integral da estratégia

22 dezembro, 2005

Barragem do Baixo Sabor

O Instituto de Conservação da Natureza (ICN) deu parecer negativo à barragem no Baixo Sabor e o mesmo defendeu o actual ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, quando em Junho de 2004 era deputado na oposição.

Em Outubro a Comissão Europeia decidiu abrir um processo de infracção contra a decisão do governo português de autorizar o projecto de construção da barragem do Baixo Sabor.

Essa decisão foi comunicada ao ministro dos Negócios Estrangeiros, Diogo Freitas do Amaral, em carta de 12 de Outubro da autoria do comissário europeu do Ambiente, Stavros Dimas.

Bruxelas concluía que Lisboa, ao autorizar um projecto de barragem que implica "efeitos (ambientais) negativos significativos (), mau grado a existência de soluções alternativas (), faltou às obrigações que lhe incumbem".

Na carta, de que a Agência Lusa obteve uma cópia, o executivo comunitário deu dois meses, a partir daquela data, para o Governo português explicar as razões que levaram à aprovação do projecto.

Em resposta a esta carta, o Governo português contestou o processo de infracção interposto pela Comissão Europeia argumentando que o projecto tem um interesse estratégico vital e cumpre a legislação.

A Direcção-Geral de Geologia e Energia deu hoje "luz verde" para que a EDP possa construir duas novas barragens em Portugal, na Foz do Tua e no Baixo Sabor.

Fonte: Agência Lusa


Mais Informação:

Plataforma Sabor Livre

20 dezembro, 2005

A morte do artista

O título deste post pode parecer algo desadequado, mas o facto é que o lince ibérico (Lynx pardinus) assumiu nos últimos anos um papel de destaque (quase artístico) no domínio da conservação da natureza, pela sua classificação de "carnívoro mais ameaçado da Europa e o felídeo mais ameaçado do mundo"!.



Em Portugal os especialistas falam já da não ocorrência de linces ibéricos, sendo que actualmente pensa-se que só ocorra em territórios espanhóis, apesar de surgir ainda listado nas transposições da Directiva Habitats como espécie prioritária.

Acontece que recentemente foi atropelado mais um lince-ibérico na auto-estrada em direcção a Huelva. Na notícia avançada pelo PÚBLICO, são referidos cerca de uma centena de linces como restantes no ambiente natural. Podem ser 150 ou, nas estimativas mais optimistas, quase 200, se se contarem as crias.

Os actuais locais de ocorrência, avançados pelo biólogo Nicolas Guzman (coordenador da Estratégia Nacional para a Conservação do Lince Ibérico em Espanha), são Andujar, na serra Morena, a norte de Sevilha, onde persiste a maior população, com cerca de 60 linces (apenas 20 fêmeas reprodutoras), e no Parque Nacional de Doñana, com pouco mais de 30 exemplares (6 a 8 fêmeas reprodutoras).

Infelizmente, este é o 11º lince vítima de atropelamento até à data, do total estimado de cerca de 100 linces existentes à face da Terra.

Nesta página da Naturlink podem encontrar informações detalhadas sobre o Lynx pardinus

Por falar em transportes...

Um dos temas na ordem do dia é sem dúvida o dos transportes, se atentarem inclusive ao post anterior. Em relação a este importante sector, um movimento de lisboetas propôs na passada semana a adopção pela Carris de um sistema de distribuição das carreiras em malha. Nesse sistema determinados autocarros circulam em linhas de latitude e outros em linhas de longitude, ou seja, para o utente se deslocar de um ponto para outro, efectua no máximo um transbordo. Este esquema de circulação, anunciado pelo Fórum Cidadania Lisboa, permitiria esperar por um autocarro três vezes menos tempo do que actualmente.

A dimensão dos veículos seria também ajustada a este modelo, sendo que os transportes de maior capacidade circulariam nos eixos mais importantes, e nas vias intermédias seriam utilizados veículos mais pequenos destinados a servir utentes dentro de bairros e transportá-los até à "malha" principal.

Fonte: PÚBLICO

19 dezembro, 2005

Seminário “Serviços de Interesse Geral e Política Ambiental

Realizou-se no passado dia 15 de Dezembro, na sala 2 da CULTURGEST, um seminário organizado pela APOCEEP (Associação Portuguesa do Centro Europeu das Empresas com Participação Pública e/ou de Interesse Económico Geral) subordinado ao tema “Serviços de Interesse Geral e Política Ambiental”.

O seminário dividiu-se em 3 painéis, um dedicado a “Energia e Ambiente”, o segundo denominado “Transporte e Ambiente”, e o último “Água e Ambiente”. A sessão de abertura contou com a presença do Ministro do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional, o Prof. Doutor Francisco Nunes Correia que elegeu a Água como principal tema da sua intervenção, uma vez que é o único Serviço de Interesse Geral (relativamente a energia e transportes) que o seu Ministério tutela por inteiro.

Na sua intervenção o Ministro apontou como 3 principais problemas na gestão da água:
“Capilaridade” – o facto de os sistemas em baixa sofrerem de um grande atraso (10 – 20 % do que já deveria estar feito) face ao que já se conseguiu para os sistemas em alta. Como forma de solucionar esse problema, Nunes Correia apontou a estruturação regional dos sistemas em baixa.
“Cobrabilidade” – as questões dos pagamentos, os fluxos financeiros não estão a correr bem, o que inviabiliza a sustentabilidade financeira do sector.
“Equidade” – o facto de se imputar à tarifa coloca uma questão: por exemplo, custa mais levar água de qualidade a Bragança do que a Lisboa. Uma possível solução pode passar pela criação de um fundo nacional (ou seja, no exemplo referido, o utilizador em Lisboa paga um pouco mais do que devia para contribuir para esse fundo nacional de forma a assegurar a equidade regional de preços).

Nesta intervenção o Ministro anunciou ainda que relativamente à transposição da Directiva – Quadro da Água, os documentos legais relativos ao regime económico e financeiro (taxa de recursos hídricos) e aos títulos de utilização de recursos hídricos encontram-se em estado adiantado de elaboração.

Foi também anunciado que relativamente ao Plano Estratégico de Abastecimento e de Saneamento de Águas Residuais (PEASAR), que termina em 2006, foi feito um ponto da situação por um grupo de trabalho que deverá apresentar até final deste ano o PEASAR II.

O objectivo do Painel 1 – Energia e ambiente foi discutir o cumprimento dos compromissos de Kyoto em Portugal, no horizonte 2005-2007 e no pós 2007, bem como a contribuição das energias renováveis. Foi apresentado pelo Eng. Neves de Carvalho (EDP) o importante contributo do sector energético português na redução das emissões de Gases com Efeito de Estufa (GEE), ficando também como ponto positivo o desenvolvimento de esforços para actuar sobre a procura energética em vez de focar apenas a oferta, prática importante mas pouco efectivada até à data nos diversos sectores.

O Painel 2 – Transporte e Ambiente dedicou-se à mobilidade sustentável, onde se pôde tomar conhecimento dos contributos da CP, da REFER e da Carris nesse domínio. Dessas intervenções destacou-se um cálculo interessante que a Dra. Maria João Calado Lopes (CP) apresentou, precisamente um balanço ambiental: com o número de clientes transportados pela CP em 2004 obtiveram-se 84,5 milhões de euros em ganhos ambientais. Relativamente à Carris foi anunciada a renovação da frota com veículos que obedecem às mais modernas normas europeias (EURO 4).

Da parte da tarde, o Painel 3 – Água e ambiente, dividiu-se em duas partes. A primeira, subordinada ao tema “Que modelo de gestão para o sector da água e saneamento”, prometia alguma discussão acesa, bastando olhar aos debates das eleições presidenciais, em que a polémica da privatização do sector da água está na ordem do dia. E de facto as intervenções não foram apenas expositivas, acabando por ter também uma componente ideológica.

Foi possível então assistir a posições distintas, a primeira pertencente ao Eng. Pedro Serra (Água de Portugal, SGPS, SA), mais defensora da privatização, com o argumento de que um serviço público pode ser prestado por uma entidade privada; a segunda do Eng. Nuno Vitorino (Associação Água Pública) que apresentou a posição da associação que representa e que, como o nome indica, vê a água como um direito de todos e não puramente como um bem económico, defendendo por isso uma forte regulação / responsabilidade estatal do sector. Por último, o Eng. João Bau apresentou como “contraponto às soluções de cartilha neoliberal” uma nova dinâmica assente no reconhecimento do “direito à água”, condição necessária à garantia do direito à vida, como sendo uma responsabilidade colectiva (e portanto apoiando-se na gestão pública).

Na segunda parte deste painel, focou-se a Directiva – Quadro da Água nomeadamente as suas consequências em termos da participação pública como aspecto inovador no novo regime jurídico da água, bem como a sua relação com a Directiva 2004/35/CE (Responsabilidade por danos ambientais).

Quioto II nasce em Montreal

Emissões de gases de efeito de estufa no mundoA próxima fase do protocolo de Quioto, que obrigará ao reforço dos compromissos de redução de emissões após 2012, foi recentemente aprovada na Conferência da ONU para as Alterações Climáticas, que decorreu em Montreal (Canadá).

A luz verde a esta proposta fez nascer "Quioto II", como começa a ser conhecido, e foi dada pelo plenário dos países aderentes ao protocolo.

As negociações decorreram a dois níveis: por um lado com os Estados Unidos, para que Washington aderisse à proposta de decisão sobre o «diálogo para uma acção de cooperação no longo prazo no combate as alterações climáticas», o que veio a acontecer (embora inicialmente existissem reticências por parte da Casa Branca), e, por outro, entre delegações dos países que ratificaram o protocolo para aprovar a proposta que dá arranque ao processo para a próxima fase de Quioto.

A Rússia foi o principal país a levantar objecções, impondo alterações de última hora que obrigaram a intensas conversações.

O texto relativo à cooperação internacional, que foi elaborado com muita cautela pelos negociadores, é muito genérico, determinando um compromisso de «diálogo» que abrange, assim, a totalidade dos 180 países signatários da Convenção Quadro da ONU para as alterações climáticas.

Foi aprovado o quadro regulamentar do Protocolo de Quioto (conhecido pelo "manual de regras") referente aos Acordos de Maraquexe.

Para além disso, foram feitos ajustamentos no regime do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, previsto pelo Protocolo, assim como nas áreas-chave do plano de adaptação e da transferência de tecnologia.

Foram também assumidos compromissos de redução para o período pós-2012, ano em que expira o actual Protocolo de Quioto e alargar a base de cooperação internacional para o combate às alterações climáticas (procurou-se a aproximação da Casa Branca ao Protocolo de Quioto que a administração Bush recusou ratificar, em Março de 2001).

Adaptado de: PortugalDiário

14 dezembro, 2005

CP Valour

Sobre a situação do «CP Valour» encalhado na ilha do Faial - Açores, o Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores tem uma excelente página dedicada a esta pré-catástrofe ambiental. A página inclui simulações da dispersão do combustível libertado pelo navio e informações várias recolhidas desde o dia em que encalhou (10 de Dezembro).

06 dezembro, 2005

A Floresta e o Litoral: conferências sobre ambiente e território

Parque Natural da ArrábidaVai-se realizar no próximo 17 de Dezembro, das 11 às 19h, na Biblioteca-Museu República e Resistência (Espaço Cidade Universitária), o colóquio "A Floresta e o Litoral", enquadrado nas Conferências sobre Ambiente e Território.

Esta conversa surge justificada pela seguinte constatação:

"...nas últimas décadas, o forte crescimento das actividades humanas desenvolveu-se em paralelo com um processo, extensivo e intensivo, de ocupação do território, que teve como consequências o desequilíbrio, a fragilização e mesmo a destruição irreversível de alguns sectores daquele. Pretende-se que as conferências se debrucem sobre este processo, das origens à sua insustentabilidade, sobre as consequências ambientais e humanas, bem como sobre propostas de alternativas."

O colóquio vai contar com a presença de vários especialistas nas áreas de Ambiente, Ordenamento do Território, Gestão Costeira, Gestão Florestal, Ciências Sociais e em outras áreas relevantes para o estudo e resolução dos problemas identificados.

05 dezembro, 2005

Primeiras demolições arrancam entre 20 e 25 no Sotavento Algarvio

As primeiras demolições na zona do Sotavento algarvio vão arrancar na semana entre 20 e 25 de Dezembro, apurou o jornal Água&Ambiente junto do Ministério do Ambiente. Depois do titular da pasta, Francisco Nunes Correia, ter adiantado ao jornal que a medida arrancaria no dia 13 deste mês, houve uma mudança de planos devido à apresentação do projecto para o TGV – comboio de alta velocidade - que se perspectiva para essa data.

Em entrevista ao Água&Ambiente, o ministro adianta que aquela situação «está a ser definida em conjunto com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve e o Parque Natural da Ria Formosa. Estas demolições impõem-se, são urgentes mas servem também para mostrar que estamos a falar a sério quando falamos de demolições. De tal maneira que vamos criar uma equipa de missão para coordenar este tipo de missões dada a sua complexidade técnica e jurídica».

O ordenamento do território é de resto uma das prioridades do Governo «para 2006 e nos anos seguintes e será seguramente para o próximo ciclo de fundos comunitários. Há um grupo de trabalho coordenado pelo Professor Veloso Gomes, da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, que nos deverá entregar as linhas mestras da estratégia até ao final do ano. Entretanto temos em vista em 2006 fazer já intervenções prioritárias. Apesar de vivermos um período de grande contenção financeira está prevista no Orçamento de Estado para 2006 uma verba da ordem dos 33 milhões de euros para intervenções prioritárias no litoral», frisa o ministro do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional.

Fazendo um balanço muito positivo do Programa Polis, no próximo Quadro Comunitário de Apoio é intenção do Executivo «expandir esta experiência na convicção de que as cidades e a sua valorização são uma componente essencial da competitividade do País e da qualidade de vida dos cidadãos». Nesse sentido o Governo socialista pensa ter, no próximo ciclo de fundos comunitários entre 2007 e 2013, uma nova versão do Polis alargada e aprofundada. Nunes Correia lembra ainda que encontrou o Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território (PNPOT) «numa situação muito crítica», mas que, neste momento, o trabalho realizado está à beira de ir a Conselho de Ministros numa versão para discussão pública, discussão esta que deverá acontecer em Fevereiro ou Março de 2006.

Se, por exemplo, a questão das demolições não é um tema pacífico, o mesmo acontece com a co-incineração. Neste domínio, «em finais de 2006 [esta] poderá ser uma realidade», adianta o responsável, que frisa que não há outra solução «porque os Centros Integrados de Recuperação, Valorização e Eliminação de Resíduos Perigosos (Cirver) não podem tecnicamente tratar 100 por cento dos RIP [resíduos industriais perigosos]». E acrescenta: «O que recusamos é a atitude irresponsável de co-incinerá-los no estrangeiros ou exportá-los para aterros».

Quanto aos CIRVER, foi concluído o concurso público lançado pelo governo anterior, sendo que os dois consórcios seleccionados – Ecodeal e SISAV - estão a elaborar os projectos e, em breve, entrarão na fase do estudo de impacte ambiental. Tudo aponta, segundo Nunes Correia, para que estas unidades «estejam tecnicamente em condições de funcionar em 2007».

fonte - AmbienteOnline

04 dezembro, 2005

Que cidades são estas? *

Cidades«O encontro fortuito com o "outro" é a pedra de toque da cidade democrática (1). A apropriação tecnocrática do meio urbano através de um pandemónio de sinalética, progressiva fragmentação pelas infra-estruturas rodoviárias e ocupação selvática pelo automóvel, põe em causa o pouco espaço cívico que nos resta. Uma das formas mais simples de medir a saúde de uma democracia numa sociedade é através da dimensão dos seus passeios.

A qualidade dos espaços de encontro em sítio público permite a verdadeira interacção entre gerações, classes sociais e comunidades. Sem eles o cidadão isola-se, deixa de se sentir parte da “coisa pública” e deixa de participar em “causas comuns” (2). Sem eles a cidade torna-se mais pobre e a democracia vítima de arbitrariedades que gradualmente dirigem o espaço público para o uso da máquina e não das pessoas. È a morte do “Homem Público” demonstrada todas as eleições pelo aumento da abstenção e a progressiva, mas inexorável erosão da esfera pública, empurrando-nos para a ética do “salve-se quem puder”. Nos subúrbios da área metropolitana em que quase todas as viagens são realizadas em automóvel e o peão mal consegue atravessar as ruas, é difícil conseguir que os condóminos desçam dos seus andares para participar nas poucas reuniões que ainda se realizam.

Segundo o famoso estudo realizado por Appelyard (3) nas ruas de São Francisco, o número de interacções sociais numa rua está directamente relacionado pelo número dos automóveis que por lá passam. Dizendo de outra forma, a nossa solidão aumenta com o número de automóveis à nossa porta. Os peões são os “glóbulos vermelhos” da cidade, caso deixem de percorrer e irrigar uma rua ela entra em dificuldades, degradando-se, tornando-se insegura, gangrenando e finalmente morrendo. Sem peões a rua perde o seu carácter simbólico de “partilha” - um território que os cidadãos sentem que lhe pertence e têm orgulho e responsabilidades. Sem peões os residentes tendem a tratar menos da rua, das suas árvores e flores. A velocidade dos automóveis afugenta os peões, sem peões a velocidade dos automóveis aumenta. A rua sem “olhos” torna-se insegura, prosseguindo assim o seu círculo de morte: quanto menos peões há, menos peões haverá.»

(1) Richard Sennett, The Conscience of the Eye - The Design and Social Life of Cities, Alfred A. Knopf, New York, 1991.
(2) Jürgen Habermas, The Structural Transformation of the Public Sphere, MIT Press, Cambridge, MA, 1991.
(3) Appleyard, D. Liveable Streets. Berkeley: Univ. of California Press, 1981.


* Um excerto do trabalho "Os peões, os passeios e as “causas comuns”" de Mário J. Alves - mariojalves(arroba)gmail.com

A mobilidade e as crianças *

«Temos construído as nossas cidades a pensar mais no automóvel que nas crianças. As crianças não têm a possibilidade de ter carta de condução. Esta verdade evidente parece esquecida no desenho das nossas cidades. Como dizia Enrique Peñalosa num discurso ao Banco Mundial, vivemos numa sociedade que sabe perfeitamente qual é o melhor ambiente para um gorila ou uma baleia mas tem dificuldades em construir um melhor ambiente para criar uma criança feliz.

A autonomia e a possibilidade que uma criança tem de explorar o mundo que a rodeia são elementos fundamentais para o seu desenvolvimento físico e psíquico. Com o compreensível desejo de as proteger, estamos a criar uma geração inteira que se movimenta de garagem em garagem – a já chamada “back-seat generation”. Do seu banco traseiro e ávida de “aprender o mundo” a criança conhece melhor as marcas dos automóveis que os nomes das árvores. Saltar muros, roubar fruta, tocar às campainhas e fugir são todas as actividades que se perderam nas últimas décadas. No entanto, se perguntarmos a uma classe de crianças de que forma gostariam mais de vir para a escola a resposta é sempre de bicicleta ou a pé. Nos últimos anos as crianças estão em risco de crescer isoladas do mundo e dos amigos. A protecção dos pais é compreensível: Portugal tem recordes verdadeiramente trágicos de mortes na estrada para qualquer grupo etário, mas são principalmente os mais jovens que são vítimas dos condutores.

A tragédia é tanto maior porque as estatísticas demonstram que quanto mais protegermos as crianças na sua exposição à cidade e ao tráfego, sem a gradual experiência e aprendizagem do perigo, mais probabilidades elas têm de morrerem durante a adolescência.»

* Um excerto do trabalho "Os peões, os passeios e as “causas comuns”" de Mário J. Alves - mariojalves(arroba)gmail.com

01 dezembro, 2005

Alterações da ocupação do solo em Portugal Continental 1985-2000

Capa do LivroEsta é uma Publicação do Instituto do Ambiente do trabalho “alterações da ocupação do solo em Portugal continental 1985-2000”, baseado no Corine Land Cover e elaborado por Mário Caetano, Hugo Carrão e Marco Paínho.

Pela primeira vez no nosso País, através de imagens de satélite, foram desenvolvidas duas cartografias com as mesmas características, que mostram, caracterizam e permitem comparar o perfil geográfico de Portugal continental em dois momentos: 1985 e 2000.

O Estudo debruça-se sobre as alterações da ocupação do solo em Portugal continental entre aqueles dois momentos, e foi fruto do esforço e dedicação do Professor Mário Caetano e do Doutorando Hugo Carrão, do Laboratório de Investigação de Detecção Remota do IGP, com a prestimosa colaboração do Professor Marco Paínho, do Instituto Superior de Estatística e Gestão de Informação da Universidade Nova de Lisboa.

“Este estudo é para ser lido por quem olha com interesse a paisagem do seu País. Aqui, vai descobrir um chamativo romance a cores, em que a cartografia são retratos, as legendas são histórias, o entrecho essa dinâmica de ocupação que durante 15 anos altera o impacte de políticas – ou a sua ausência.”

Fonte: IGP


Consulte também:

Projecto Corine Land Cover 2000 (pdf)

30 novembro, 2005

Novidades para os SIG* em Portugal

Realizou-se no passado dia 28 de Novembro em Faro uma conferência subordinada ao tema "O SIG na CCDR Algarve", com vista a mostrar o trabalho desenvolvido pelo núcleo de SIG da respectiva Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional.

Nessa conferência esteve presente o presidente do IGEO, que anunciou novidades importantes:
- uma delas foi que os ortofotomapas resultantes do vôo realizado em Julho de 2005, que cobriu todo o Algarve, estarão disponíveis em meados de Março, a um preço considerado razoável (foram referidos valores na ordem dos 13 000 € para todo o Algarve);

- a segunda foi a criação de uma estrutura nacional (o MIG - Metadados de Informação Geográfica) onde, em resultado de um Decreto-Lei a ser ultimado, será obrigatória a colocação (ou uploading) de toda a informação geográfica produzida pelas entidades públicas (os privados poderão fazê-lo voluntariamente, sem obrigatoriedade).

Vamos ter assim uma estrutura nacional onde toda a informação geográfica existente (produzida por entidades públicas) estará disponível, o que sem dúvida são boas notícias para quem trabalha na área ou necessita pontualmente desse tipo de informação.

Também já foi realizada uma Acção de Formação para que os técnicos possam proceder ao carregamento da informação no MIG. Existe uma norma (ISO 19115) que estabelece as regras para o fazer.

SIG* - Sistemas de Informação Geográfica

Alterações climáticas no topo dos desafios ambientais

Alterações ClimáticasO relatório «Ambiente Europeu – Situação e Perspectivas 2005» da Agência Europeia de Ambiente (AEA) refere que se têm registado «progressos pouco animadores, que deverão ser incentivados para evitar a deterioração das condições ambientais» em Portugal.

O estudo, que foi esta terça-feira apresentado em Bruxelas, diz que a Europa está a sofrer as piores alterações climáticas dos últimos 5.000 anos, resultado das emissões de gases poluentes.

O relatório afirma também que a legislação europeia no domínio do ambiente tem produzido resultados positivos. Conseguimos despoluir as nossas águas e a nossa atmosfera, eliminámos gradualmente algumas substâncias que destroem a camada de ozono e duplicámos as taxas de reciclagem de resíduos. Temos também veículos menos poluentes. Sem as profundas melhorias proporcionadas pelos conversores catalíticos ao longo dos últimos vinte anos, os níveis de algumas emissões seriam dez vezes superiores aos que se registam actualmente. No entanto, segundo o relatório, estas medidas demoraram entre dez a vinte anos a produzir resultados visíveis.

Em relação a Portugal, a AEA dá conta de existirem áreas «onde é necessário prestar especial atenção» devido às emissões atmosféricas, sobretudo devido às emissões de «percursores de ozono, as quais, tendo em conta a posição meridional do país, poderão ter impacte substancial na saúde pública e nos ecossistemas».

Portugal está longe de cumprir os objectivos ambientais a nível de tratamento de resíduos sólidos, sobretudo na compostagem (processo biológico de reciclagem de matéria orgânica) e na recolha selectiva de lixo.

A Agência Europeia de Ambiente adverte que Portugal tem de fazer progressos no que respeita à utilização eficiente da água e na agricultura biológica, um sector com grande espaço de manobra no país, mas onde se tem investido pouco.


Consulte também:

Relatório: Ambiente Europeu – Situação e Perspectivas 2005

Sumário executivo

Perfil nacional

Desempenho ambiental


Fontes: Portugal Diário e AEA

29 novembro, 2005

Seminário “O Perímetro de Rega do Alqueva - Impactos na Agricultura Portuguesa”

AlquevaA componente agrícola do empreendimento do Alqueva é, sem qualquer dúvida, a maior obra de irrigação colectiva jamais realizada em Portugal. Num momento de particular importância, devido à preparação do próximo período de programação do Quadro Comunitário de Apoio, afigura-se de extrema relevância o debate em redor de um empreendimento que, inegavelmente, terá um papel influente na definição das opções estratégicas para a agricultura em Portugal, ao que acresce o facto de se vislumbrar a crescente importância do recurso água.

Considerando importante apresentar e ver debatida esta temática, o Conselho Regional do Colégio de Engenharia Agronómica levará a cabo, hoje, pelas 18h00, um seminário subordinado ao tema “O Perímetro de Rega do Alqueva – Impactos na Agricultura Portuguesa”. Esta acção, que decorrerá no auditório da Ordem dos Engenheiros, em Lisboa, contará com a presença da Senhora Eng.ª Margarida Maria Silva Teixeira, Coordenadora do Grupo de Projecto Alqueva Agrícola (GPAa).

A entrada é livre, participem!

Fonte: Portal do Engenheiro

28 novembro, 2005

O projecto Olimpíadas do Ambiente

Este é um importante projecto de educação e sensibilização ambiental 100% nacional que decorre nas escolas do ensino básico e secundário desde 1994.

É uma inicitiva da Quercus e da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa (ESB-UCP) e tornou-se já num dos mais ambiciosos e importantes projectos deste género que decorre a nível nacional, abrangendo um cada vez maior número de jovens em idade escolar (mais de 300 mil participantes).

Na prática consiste num concurso de problemas e questões sobre sete temas-chave relacionados com o ambiente: conservação da natureza; recursos naturais; poluição; estilos de vida; ameaças globais; política ambiental e realidade portuguesa.

Inscrições até 31 de Dezembro!

Consulte o folheto das XI Olimpíadas do Ambiente 2005/2006.

Mais informações

27 novembro, 2005

Fotógrafos da Natureza

Cegonha PretaTermina amanhã a exposição internacional "Fotógrafos da Natureza", patente no Museu Nacional de História Natural, em Lisboa.

A exposição tem origem num concurso de fotografia organizado pelo Museu de História Natural de Londres e pela revista BBC Wildlife Magazine, que reúne anualmente os melhores fotógrafos da Natureza. As suas fotografias são reveladas ao mundo inteiro através de várias exposições em todos os continentes que são visitadas anualmente por milhões de pessoas.

Os protagonistas desta exposição são os mesmos de sempre: animais, plantas e o planeta Terra. Reconhecê-los-emos, com certeza, ainda assim continuarão a ter histórias, momentos e instantes inéditos para revelar.

Não percam a última oportunidade de a ir visitar!

CarbonoZero compensa emissões de gases de efeito de estufa

A E.Value, empresa de consultoria e desenvolvimento especializada na economia do carbono, lançou recentemente no mercado português a CarbonoZero.

Desenvolvido em colaboração com a Associação dos Produtores Florestais (Aflops), este projecto assenta na quantificação das emissões de gases com efeito de estufa, expressas em CO2 (dióxido de carbono) equivalente, associadas às actividades de indivíduos e empresas, e na respectiva compensação através de co-financiamento de projectos que sequestrem (floresta) ou evitem (tecnologia) emissões em quantidade equivalente.

O interessado começa por responder a um inventário personalizado, ou no caso de indivíduos são disponibilizados calculadores online, de modo a quantificar as emissões. De imediato são feitas recomendações, pelo sistema, no sentido do interessado reduzir essas mesmas emissões, quer ao nível da eficiência energética, quer ao nível da alteração de comportamentos. Como forma de compensar estas emissões, é feita a quantificação do volume de carbono a sequestrar, que poderá ser feita (por exemplo) numa nova floresta ou na gestão florestal sustentável.

Adaptado de AmbienteOnline

25 novembro, 2005

Contagem decrescente

Dia 29 aparenta ser um dia importante em termos de ambiente, pelo menos a julgar pelo site da Agência Europeia de Ambiente. Esse é o dia em que será lançado o documento "The European Environment - State and Outlook 2005", que actualizará toda a informação ambiental da Europa.

A informação ainda é escassa mas tem direito a um anúncio pomposo, convido-vos a visitar o site. Esperamos então daqui a tempos comentar esse documento importante para o ambiente europeu.

23 novembro, 2005

Ministro do Ambiente quer nova lei para a costa portuguesa

Costa da Vagueira-MiraO ministro do Ambiente defendeu hoje uma nova lei para a costa portuguesa que reúna toda a legislação e sirva de cobertura às iniciativas do Governo para repor a legalidade na ocupação do litoral.

«Estamos a montar um sistema para restabelecer a autoridade do Estado no domínio público marítimo. Seria desejável fazer uma «lei de costas» para servir de chapéu às iniciativas do Governo», afirmou Francisco Nunes Correia num seminário sobre gestão integrada de zonas costeiras.

O governante considerou que «a lassidão do Estado levou a situações escandalosas» e que existe um problema generalizado de construções ilegais na costa portuguesa.

O ministro pretende criar já em Janeiro um gabinete que funcionará na dependência do secretário de Estado do Ordenamento do Território «para servir como retaguarda para as intervenções no terreno».

Ver notícia completa no Diário Digital

20 novembro, 2005

Escassez de água

Seca de 2005Aguardei deliberadamente por esta altura (neste fim de semana chove a cântaros no país inteiro) para que os nossos leitores sejam levados a refletir, em "época de fartura" sobre a escassez de água que vamos inevitávelmente enfrentar nas próximas décadas, sem a envolvência e o alarmismo provocado pelo espectro da seca extrema.

O aumento do aquecimento global já está a ter repercursões observáveis pelo mundo inteiro. Sendo este um fenómeno global, não nos podemos esquecer que vamos sofrer com os seus efeitos e que temos a responsabilidade de tudo fazer ao nosso alcance para o evitar.


Efeito global (um exemplo):

Segundo um estudo elaborado por peritos do Instituto de Oceanografia Scripps da Universidade da Califórnia e da Universidade de Washington, o aquecimento do planeta vai causar escassez de água nas próximas décadas em alguns territórios do globo, por afectar o fornecimento a partir dos glaciares e reservas de neve.

Esse aquecimento, provocado pela emissão de gases de efeito de estufa - sobretudo pelos países industrializados -, irá alterar o ritmo natural do degelo e antecipar a queda de chuvas, com efeitos na capacidade das represas e no abastecimento em determinadas épocas do ano, afirmam os autores do estudo.

A ameaça é "clara" em zonas de risco como a bacia do Reno, cujo caudal poderá ser afectado, e zonas da China, Canadá e Peru, onde os glaciares sofreram uma redução de 25 por cento nas últimas três décadas.

Os cientistas concluíram que o efeito de estufa terá "consequências significativas" nas regiões mais dependentes do gelo e da neve, e perturbará eventualmente o abastecimento de água. "Se a camada de neve se derreter mais cedo, e se os países não tiverem a capacidade de reter toda a água, haverá falta de água no Verão", explica Tim Barnett, do Instituto Scripps.

A neve irá acumular-se menos no Inverno e irá fundir-se menos na Primavera, o que obrigará a rever as infra-estruturas de reserva de água, já que as represas não poderão conter o ciclo anual de neve e chuva. "Ao mudar o ciclo natural dos rios, o maior caudal ocorrerá na primavera e será difícil mantê-lo até ao verão", sublinha Barnett.

A mudança no ciclo fluvial e marítimo afectaria o transporte marítimo, a protecção contra inundações, a produção de energia hidro-eléctrica e o turismo, advertem os peritos.


Por cá:

Filipe Duarte Santos, Presidente do Concelho Científico da Comissão Nacional para as Alterações Climáticas, referiu recentemente que as observações científicas mostram que se acentuou nas últimas décadas um padrão de grande variabilidade em termos de precipitações na Península Ibérica, assim como uma tendência para o aumento da temperatura. «Isto significa que a floresta portuguesa terá de se adaptar às novas condições climatéricas, sob pena de se agravar cada vez mais o fenómeno dos incêndios florestais».

O cientista considera que as grandes áreas florestais de monocultura deverão desaparecer, sendo de prever que o montado alentejano tenderá a migrar cada vez mais para norte. Defende aínda que é «essencial controlar a produção de gases de efeito de estufa» para que possa ser atingida a meta estabelecida pelo Conselho Europeu de Março de 2004, de garantir que a temperatura média não suba mais de dois graus acima dos níveis pré-industriais. «Para isso é necessário reduzir as emissões de Gases de Efeito de Estufa em 15 por cento até 2050» afirmou.

O cientista considera que as populações se devem adaptar às mudanças, minimizando-as sem perder indíces de conforto, através de pequenos gestos na área da poupança de energia como, por exemplo, optar por lâmapadas de baixo consumo. «Estes gestos podem parecer pouco mas se puderem ser multiplicados pelos seis mil milhões de habitantes da terra, então já não serão tão pequenos.»

Em Janeiro de 2005 o especialista já tinha referido também (enquanto coordenador do projecto SIAM que:

"Há medidas urgentes de adaptação que têm de começar a ser tomadas", dando como exemplo a agricultura, onde é preciso começar a informar as populações sobre "os perigos que aí vêm" e como tentar contorná-los.

Por outro lado, "essas medidas devem começar a ser planeadas para o litoral, onde a erosão será agravada pelas alterações do clima, para a agricultura, florestas, saúde humana e recursos hídricos".


Consulte também:

Relatórios quinzenais de acompanhamento da seca - INAG para além da análise da situação hidrometeorológica do país, estão aqui inventariados os efeitos da seca no país e as medidas encetadas para a sua resolução (pela sua leitura poderá constatar que até há bem pouco tempo atrás - meados de Outubro -, o país enfrentava a situação de seca em práticamente em todo o território continental).

Climate Change in Portugal: Scenarios, Impacts, and Adaptation Measures - Projecto SIAM

Programa de Acção Nacional de Combate à Desertificação (2006 será o Ano Internacional dos Desertos e Desertificação)

17 novembro, 2005

Palestra: Clima e Ambiente

Clima - Média MensalO clima tem variado profundamente ao longo da história da Terra devido a causas naturais. Recentemente, devido à emissão de gases com efeito de estufa para a atmosfera, em especial o CO2 proveniente sobretudo da combustão dos combustíveis fósseis - carvão, petróleo e gás natural - e da desflorestação, a humanidade tem alterado a concentração desses gases na atmosfera.

Quais as consequências desta alteração na composição da atmosfera? Quais as consequências para o clima, em particular para o clima de Portugal? Quais os principais impactos das alterações climáticas nos diversos sectores sócio-económicos? Como controlar as alterações climáticas? Qual a relação entre as alterações climáticas e o desafio energético no século XXI? Procurar-se-á dar resposta a estas questões tanto na vertente da mitigação, ou seja, na redução das emissões de gases com efeito de estufa, como na vertente de adaptação às alterações climáticas.

Vai decorrer hoje, uma palestra sobre esta temática, no anfiteatro 12A da Faculdade de Engenharia da Universidade Católica Portuguesa, Campus de Sintra (junto ao Taguspark).

Para informações sobre como lá chegar, consulte a página da Faculdade, ou contacte o organizador (Paulo Teixeira - Tel: 21 426 98 15).

16 novembro, 2005

16 de Novembro 2005 - Dia Nacional e Mundial do Mar.


Comemorou-se hoje o Dia Nacional e Mundial do Mar, efeméride que não podia deixar de ser mencionada n'os Ambientalistas, tal como não foi esquecida um pouco por todo o país, Continente e ilhas.

Numa acção coordenada pelo Ministério da Defesa Nacional, este dia foi comemorado, um pouco por toda a parte, das mais variadas formas com actividades desde ciclos de palestras, exposições, visitas ou provas desportivas, prolongando-se mesmo por mais uns dias em todo o território nacional.

Neste dia, em 1994, entrou em vigor a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM) que estabeleceu um novo quadro jurídico para o direito do mar. Ao ratificar a CNUDM, a 14 de Outubro de 1997, Portugal assumiu responsabilidades numa das áreas marítimas mais extensas da Europa, e a maior da União Europeia, com uma dimensão 18 vezes superior ao território nacional institucionalizando o dia de 16 de Novembro como o Dia Nacional do Mar, sendo que em 2005 as comemorações são subordinadas ao tema “Pescas e Comunidades Ribeirinhas”.

Sugestão:: Se o tempo ajudar, que tal uma ida à Fortaleza de Sagres ou à Torre de Belém porque dia 17 a entrada é gratuita.


Artigo relacionado:

Mar português continua ameaçado - Naturlink

Planos Regionais de Ordenamento Florestal em consulta

O Ministério da Agricultura Desenvolvimento Rural e das Pescas vai dar início ao processo de consulta pública sobre os Planos Regionais de Ordenamento Florestal (PROF). Criados em 1996 pela Lei de Bases da Política Florestal, estes planos são instrumentos de gestão territorial de âmbito nacional, a aplicar em 21 regiões de Portugal continental e nas regiões autónomas da Madeira e dos Açores.

Além de outras funções, os PROF «estabelecem as normas de intervenção a que obedecem a ocupação e utilização dos espaços florestais e promovem a sustentabilidade dos bens e serviços produzidos nestes espaços, definindo zonas de intervenção prioritária para os diversos agentes públicos e privados», de acordo com uma nota da tutela.

O PROF Dão-Lafões será o primeiro a entrar em consulta publica e abrange os concelhos de Aguiar da Beira, Carregal do Sal, Castro Daire, Mangualde, Mortágua, Nelas, Oliveira de Frades, Penalva do Castelo, Santa Comba Dão, São Pedro do Sul, Sátão, Tondela, Vila Nova de Paiva, Viseu e Vouzela.

Fonte:ambienteOnline

14 novembro, 2005

As energias do presente e do futuro

As energias do presente e do futuroA Sociedade Portuguesa de Física, no âmbito das comemorações nacionais do Ano Mundial da Física, promove a realização de uma conferência subordinada ao tema "As energias do presente e do futuro"

Esta conferência tem como objectivos principais:

. Discutir as políticas energéticas do presente e do futuro;

. Divulgar as actividades de Informação e Divulgação realizadas em Portugal na área da Energia;

. Realçar o papel da Física no progresso científico e tecnológico da área das energias, com ênfase especial na procura de soluções para a produção de energia para o futuro.

Localização do evento

Programa

Pode-se inscrever aqui.

A comissão organizadora deste evento também promove a realização de Seminários em Escolas, Câmaras Municipais e Colectividades Culturais, a pedido dos interessados.

Estes seminários realizam-se no período compreendido entre 1 de Novembro de 2005 e 31 de Maio de 2006 e têm a duração de 50 minutos mais 10 minutos para discussão.

Participe!

06 novembro, 2005

Preservação do Ambiente: fonte de empregos para o século XXI

A economia ambientalmente sustentável já criou até agora aproximadamente 14 milhões de empregos em todo o mundo, com a perspectiva de outros tantos no XXI, informa um estudo do WWI-Worldwatch Institute, uma organização de pesquisa em Washington, EUA.

Muitas novas oportunidades de criação de empregos estão a surgir, desde a reciclagem e reutilização de sub-produtos até a maior eficiência energética e de materiais e o desenvolvimento de fontes renováveis de energia. A energia eólica já está a gerar empregos em ritmo acelerado, inclusivé para as funções de meteorologistas eólicos, engenheiros estruturais, metalúrgicos, mecãnicos e informáticos.

"Os empregos estarão mais ameaçados onde os padrões ambientais são baixos e onde falta agilidade para inovações em prol de tecnologias mais limpas”, declarou Michael Renner, autor de Working for the Environment: A Growing Source of Jobs. "A nossa pesquisa revela um potencial imenso para criação de empregos fora das indústrias extractivas, empregos que não dependem do processamento gigantesco de matérias primas numa única direcção, e da transformação de recursos naturais em montanhas de lixo. O desafio para a sociedade é proporcionar uma transição justa para os trabalhadores que perderão seus empregos nos sectores de combustíveis fósseis e da extracção mineira."

Adaptado de WWI Worldwatch Institute (clique para ver o artigo completo).

Consulte também:

Energias renováveis dão trabalho - Os Ambientalistas (Outubro de 2005)

03 novembro, 2005

Ministro do Ambiente reafirma que Águas de Portugal não será privatizada



O ministro do Ambiente, Nunes Correia, reafirmou ontem na Assembleia da República que a "holding" Águas de Portugal (AdP) não vai ser privatizada, mas admitiu a abertura das empresas de águas e resíduos a capitais privados.

Francisco Nunes Correia respondia num debate sobre o Orçamento de Estado para 2006 às dúvidas suscitadas pelo deputado comunista Miguel Tiago.

"Muitos aterros de resíduos industriais banais são já explorados por privados", exemplificou.

O ministro não pormenorizou, contudo, qual o modelo empresarial que vai ser adoptado para a AdP, frisando que "o rumo não vai ser definido antes de serem conhecidos os resultados do Plano Estratégico de Abastecimento de Água e de Saneamento de Águas Residuais (PEAASAR)".

O cumprimento das metas do PEAASAR (90 por cento da população coberta por drenagem e tratamento de esgotos e 95 por cento abastecida por água potável até 2006) está a ser avaliado e está a ser preparado um novo documento para aproveitar o próximo ciclo de fundos comunitários (2007-2013).

Nunes Correia garantiu ainda que a Lei da Água, aprovada em Setembro, não abre caminho à privatização. "Enquanto eu for ministro não haverá praias privadas em Portugal, mas isso não significa contrariar o espírito das concessões", sublinhou o governante, acrescentando que "os contratos de concessão garantem que os poderes públicos prevalecem".

ICN passará a entidade pública empresarial

O sector privado pode assumir também um papel importante na reestruturação do Instituto de Conservação da Natureza (ICN), que deverá assumir a forma de entidade pública empresarial.
Nunes Correia não poupou críticas aos seus antecessores, sublinhando que, "a título excepcional", foram atribuídos mais de três milhões de euros ao instituto para "tapar um passivo que vinha dos governos anteriores".

O titular da pasta do Ambiente explicou também aos deputados que a verba inscrita para serviços de consultoria neste instituto se destina a apoiar a produção dos Planos de Ordenamento das Áreas Protegidas já que "o ICN não tem condições para desenvolver esses planos apenas com os seus recursos internos".

O secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades, João Ferrão, refutou críticas sobre a "ausência de um impulso reformista" quanto à política de cidades e salientou que vão ser lançados Planos Regionais de Ordenamento do Território para todo o país já em 2006.
Por outro lado, os Planos Directores Municipais de segunda geração vão ter um "guião orientador" que atribui um papel fundamental à Agenda 21 Local.

"Queremos que se torne uma rotina no bom sentido", afirmou João Ferrão.

A Agenda 21 Local é um processo participativo que visa a preparação e implementação de um plano estratégico de longo prazo dirigido às prioridades locais para o desenvolvimento sustentável, mas apenas cinco por cento dos municípios portugueses aderiram a este procedimento.
O programa Polis é outro documento que vai ser reformulado para aproveitar o próximo ciclo de fundos comunitários. Segundo o ministro Nunes Correia, o Polis 21 terá três componentes: intervenção intra-urbana com destaque para os espaços públicos e bairros críticos; melhoria da relação entre cidade e a sua envolvente; e política de cidades como nós de rede.
fonte: Ecosfera - Publico.pt, 2 de Novembro

02 novembro, 2005

Alterações climáticas vão afectar sobretudo a bacia mediterrânea

A bacia mediterrânea e as regiões alpinas serão, no continente europeu, as zonas mais afectadas por um aquecimento climático no século XXI, indica um relatório internacional publicado pela revista "Science". As temperaturas vão subir, a queda de neve dos Alpes vai alterar-se e a seca e os incêndios florestais vão tornar-se mais frequentes.

Segundo o estudo: "De todas as regiões europeias, a bacia mediterrânea parece ser a mais vulnerável a um aquecimento global do clima", em que "as consequências serão além das inevitáveis secas e incêndios florestais a deslocação para norte de variedades tradicionais de árvores e perda de terrenos agrícolas", acrescentam, com a agravante das grandes quantidades de água dispendidas em regas e no turismo.


O aquecimento climático irá também modificar a cobertura de neve nos Alpes. Segundo este estudo, a neve cairá nas próximas décadas mais frequentemente a partir de altitudes de 1500 a 1700 metros, quando actualmente neva a partir de 1300 metros.

O estudo, que abrange 15 países da União Europeia, a Suíça e a Noruega, prevê um aumento das temperaturas médias entre 2,1 e 4,4 graus Celsius até 2080.Para minimizar o impacto dos gases com efeito de estufa, a União Europeia defende a aplicação do Protocolo de Quioto sobre a redução dessas emissões poluentes.

Sendo o Algarve e o Alentejo regiões muito semelhantes a nível ecossistémico, condições climáticas e modo de vida Mediterrânicos estima-se uma semelhança muito grande no que diz respeito a causas a curto prazo nas alterações climáticas no Sul português.

E agora pergunto eu: É apenas com o cumprimento das metas de Quioto que vamos chegar à sustentabilidade climática?

Fonte: PÚBLICO

30 outubro, 2005

Dois anos de "Os Ambientalistas"

2 anosFaz precisamente hoje dois anos que começou esta aventura.

Queremos agradecer a todos os que têm contribuido para o engrandecimento desta iniciativa, tanto pela a escrita de artigos, como pela pesquisa de informação, ou através dos comentários aos posts que aqui temos deixado.

Especialmente a (nicks):

talinha
crosas (CONFAGRI - Ambiente)
Luis Miguel
Pedro
joaosoares (Bioterra)

Felizmente conseguiu-se, ao fim de dois anos, consolidar um grupo de 4 intervenientes mais activos, que possibilitam que o blogue seja mais apelativo e mais rico em informação. Estes são a "alma" d'Os Ambientalistas:

Polietileno
neomorf
jpqueiros
tiago

Esperamos que esta iniciativa venha a ajudar tanto aqueles que são profissionais, ou estudantes relacionados com a área do Ambiente, como o ocasional internauta que pesquise por informação, de cariz ambiental, que não encontra facilmente nos meios de comunicação convencionais.

Contamos com a vossa colaboração, com as vossas dúvidas, sugestões e críticas.

Ajudem-nos a melhorar, participem!

29 outubro, 2005

Ecodrome visita Faro e São Brás de Alportel

Projecto EcodromeEntre 6 de Outubro e 20 de Novembro, vários locais da região vão acolher as exposições ligadas ao projecto Ecodrome - Cultura de Ambiente, com uma programação que "privilegia a ligação entre a arte contemporânea e o ambiente", organizado em parceria pela Blindnote, Sociedade dos Artistas de Faro e a Almargem e integrando-se no calendário de Faro Capital Nacional da Cultura 2005.

"Um dos principais objectivos do projecto Ecodrome é o de permitir um maior contacto da população com uma realidade mais cosmopolita e inovadora. Através do aprofundamento da relação entre a arte e o ambiente, o projecto procura, antes de mais, promover intervenções que suscitem uma relação com as comunidades locais e ampliem os seus públicos interessados na arte contemporânea", refere a organização.

Em colaboração próxima com o núcleo programador da área das Artes Plásticas de Faro 2005, o conjunto de actividades agendadas cruzará espaços de debate com exposições de pintura, fotografia e desenho digital em espaço público.

Vêr a notícia completa no Região Sul

26 outubro, 2005

Primeira pilha de combustível a hidrogénio portuguesa no mercado.

HW 125 é o nome da primeira pilha de combustível a hidrogénio, concebida e produzida em Portugal a entrar no mercado mundial no final do mês de Setembro.

A pilha foi desenvolvida pela empresa SRE-Soluções Racionais de Energia, em parceria com o INEGI e outras entidades. Esta pilha de combustível a hidrogénio com uma potência de 100W e subordinada ao lema “Fiabilidade – Operacionalidade – Flexibilidade” foi colocada no mercado mundial depois de três anos de investigação tecnológica, que contou com o contributo do INEGI e INETI. “Estes pilares que assenta a personalidade desta nova fonte de energia, com um desempenho marcado pela eficiência técnica e económica”, refere um dos responsáveis da SRE.

Com várias aplicações, como back up para falhas de energia, potenciadora de maior autonomia em UPS’s e fonte de iluminação de emergência, a HW 125 visa segmentos de mercado que abrangem actividades e áreas económicas tão diversas como os das telecomunicações, vídeo vigilância, náutica de recreio ou caravanismo, refere o INEGI em comunicado.

Fonte: Profundezas... adaptado de ciencia.pt


Consulte também:

Tablete de hidrogénio como combustível para automóveis - Os Ambientalistas (Setembro de 2005)

Primeira mota a hidrogénio - Os Ambientalistas (Junho de 2005)

Primeiros veículos a hidrogénio à venda em 2012 - Os Ambientalistas (Abril de 2005)

Células de combustível domésticas - Os Ambientalistas (Janeiro de 2004)

25 outubro, 2005

Já que falamos de renováveis...

O uso de biomassa para produzir energia (bioenergia) permite uma redução das emissões de Gases com Efeito de Estufa (GEEs) e cumprir as metas europeias de energia renovável. Contudo, a produção de biomassa pode criar pressões ambientais adicionais, tais como sobre a biodiversidade, solo e recursos hídricos.

A Agência Europeia do Ambiente (AEA) está actualmente a avaliar que quantidade de biomassa pode ser utilizada para a produção de energia sem causar tais pressões adicionais. Está assim a ser avaliado o potencial primário bioenergético ambientalmente compatível na Europa para 2010, 2020, e 2030. O resultado deste trabalho vai servir de base a debates políticos sobre o Plano de Acção de Biomassa e objectivos propostos para as energias renováveis após 2010.

Os resultados preliminares sugerem que existe potencial de biomassa suficiente na Europa dos 25 para suportar metas ambiciosas de energias renováveis de forma ambientalmente responsável.

Atingir ganhos máximos e minimizar a ameaça potencial da produção de bioenergia requer um planeamento cuidado desde o nível da UE ao local. Os aspectos socio-económicos ou uma avaliação das políticas e medidas necessárias para mobilizar este potencial necessitam ainda de estudos mais aprofundados, bem como as questões logísticas e de custos.

Alguns co-benefícios deste tipo de fonte energética:

- Uma diminuição substancial das emissões de gases de estufa;
- Redução do risco de incêndio através da gestão florestal e remoção de resíduos;
- A introdução de novos sistemas de produção de biomassa podem combinar elevadas produções com pouco input de fertilizantes e pesticidas.


Fonte:

EEA Briefing 2 2005: How much biomass can Europe use without harming the environment?

24 outubro, 2005

Mercado de energia solar português atrai alemães

O mercado das energias alternativas é um dos sectores que se apresenta bastante atractivo para os empresários estrangeiros. É a conclusão retirada do Simpósio das energias Solares, realizado ontem na Câmara de Comércio e Indústria Luso-Alemã (CCILA), em Lisboa.

Entre os investidores interessados em Portugal estão os alemães, cujo país se tem vindo a distinguir pelo uso das energias renováveis, indústria que rendeu 1,5 mil milhões de euros e empregou mais de 20 mil pessoas.

De acordo com o estudo "Energia Solar e Biomassa em Portugal" da CCILA, Portugal tem 2300 horas de sol por ano, o que o torna o terceiro país da União Europeia com mais potencial para a produção de energia solar.

Fonte: Metro


Descarregue aqui as apresentações feitas no Simpósio:

Renewable Energies - The German experience (PDF 5,03 MB)

Solar Térmico na Alemanha: Situação - Tecnologias - Perspectivas (PDF 3,1 MB)

O Desafio de uma Instalação Fotovoltaica de MW (PDF 19,2 MB)

Desenvolvimento e Perspectivas da Energia Solar Térmica em Portugal (PDF 935KB)


Artigo relacionado:

Energias renováveis dão trabalho - Os Ambientalistas (Outubro de 2005)

23 outubro, 2005

Amazónia - pior seca dos últimos 40 anos

O volume de águas diminuiu em 80% em algumas regiõesAlguns estados da Amazónia estão a enfrentar a pior seca dos últimos 40 anos, que está a reduzir o caudal dos rios para níveis tão dramáticos que os peixes morrem aos milhares por falta de oxigenação.

Várias populações ficaram isoladas, já que os cursos de água, principais vias de comunicação, diminuíram muito. A sobrevivência da principal fonte de proteína e riqueza das comunidades ribeirinhas – o peixe – está a mobilizar as autoridades e as populações, que se desdobram em esforços para tentar retirar os animais das zonas onde ficaram encurralados, lançando-os em águas mais profundas.

E agora surge o alerta para a sobrevivência de algumas das espécies mais emblemáticas da região: o peixe-boi - o único mamífero aquático herbívoro - e o piracuru, o maior peixe dos rios amazónicos e que está em extinção. As duas espécies vêm-se assim encurraladas em lagos e braços de rio isolados pela descida das águas.

E o pior é que as previsões não ajudam. Os cientistas brasileiros dizem que a região amazónica poderá apresentar temperaturas acima da média histórica nos próximos três meses e chuva abaixo da média nos estados do Amazonas e do Acre no mesmo período.

Fonte: Público

Veja também:

A Amazônia vai secar?

Amazon rainforest suffers worst drought in decades

Seca na Amazônia: o futuro já chegou?

19 outubro, 2005

Ambiente com corte de 13,3 por cento na despesa do Orçamento de Estado

O Ministério do Ambiente terá menos 13,3 por cento para gastar em relação a 2005, de acordo com a proposta de Orçamento de Estado para 2006 anteontem entregue pelo Governo ao Parlamento. Este é um dos ministérios que passa a ter uma das verbas mais baixas: 599 milhões de euros.
A execução do Programa Polis é uma das principais prioridades na afectação de recursos, sendo que os maiores cortes afectam o Instituto Nacional de Habitação (-41,3 por cento), o Fundo de Remodelação do Chiado (-68,5 por cento) e o Instituto de Conservação da Natureza (ICN), que vê novamente reduzido o seu orçamento (- 5,9 por cento). Uma situação «grave», comentou o presidente da Quercus, Hélder Spínola, que lembrou ao Ambienteonline que o «instituto tem vindo a sofrer cortes nos últimos anos, o que dificulta a sua capacidade para cumprir objectivos».
Entre as medias consideradas positivas pelo ambientalista está a fixação em 10 por cento da taxa de componente ambiental que será incluída no novo cálculo do Imposto Automóvel (IA) e que entrará em vigor a partir de 1 de Julho do próximo ano. Hélder Spínola criticou, contudo, o facto de este não contemplar uma proposta da Quercus que penalizaria os veículos a gasóleo consoante estes usassem ou não filtro de partículas.
Por outro lado, «mais uma vez o Orçamento de Estado não prevê uma taxa de carbono sobre combustíveis no sector rodoviário, prevista no Plano Nacional para as Alterações Climáticas [PNAC]», lamenta.
De qualquer modo, lembra o presidente daquela associação, positivo é também o facto de o documento referir a necessidade de fomentar os biocombustíveis, de incentivar o abate de veículos em fim de vida e a transferência de seis milhões de euros para o Fundo Português de Carbono. Um valor que, no entanto, fica «aquém, pois estimamos que sejam necessários 1500 milhões de euros para conseguir assegurar o cumprimento do Protocolo de Quioto».
O sector dos transportes é o mais beneficiado no plano de investimentos do Estado (PIDDAC) para 2006, envolvendo um montante de despesa de 1,9 mil milhões de euros, isto é, 41 por cento da despesa global, fixada em 4,8 mil milhões.

17 outubro, 2005

Energias renováveis dão trabalho

Deixo aqui este artigo interessante sobre o desenvolvimento das energias renováveis e a possibilidade de geração de empregos verdes.

As energias renováveis estão a dar um novo alento ao mercado de trabalho, em Portugal, na área do ambiente. Até agora, os chamados «empregos verdes» representavam menos de 1% do total de postos de trabalho gerados anualmente no nosso país, um valor que triplica nas nações mais desenvolvidas. Mas a apetência dos investidores portugueses conjugada com o incentivo governamental imposto pela Directiva Comunitária que obriga a um aumento dos actuais 16% de produção nacional de electricidade por fontes renováveis para 39% até 2010, estão a criar boas perspectivas para quem se formou ou ainda se está a especializar na área ambiental.

Veja aqui para consulta completa do artigo.

Outras informações sobre emprego em Ambiente.

Imposto Automóvel vai integrar factor ambiental e tipo de combustível

Já vai com alguns dias de atraso, mas não queria deixar de referir esta notícia n’Os Ambientalistas dada a sua importância.


"O cálculo do Imposto Automóvel (IA) vai ser diferenciado em função do combustível usado e dos seus danos para a saúde e ambiente, segundo uma resolução do Conselho de Ministros publicada em Diário da República no passado dia 12.

A partir de 1 de Julho de 2006, os veículos ligeiros de passageiros vão deixar de ser tributados só com base na cilindrada, passando a fórmula de cálculo a integrar um factor ambiental.

A componente da taxa do IA baseada na cilindrada será progressivamente reduzida a favor da componente ambiental que irá beneficiar os automóveis menos poluentes.

O factor ambiental do IA vai ser diferenciado em função do combustível, tendo em conta os danos ambientais e os malefícios para a saúde pública resultantes do consumo dos diferentes tipos de combustível.

As novas taxas serão fixadas de forma a compensar o impacto negativo da medida nas receitas do IA e no imposto sobre os produtos petrolíferos, em resultado do esperado desvio da procura para veículos mais eficientes, geradores de menores receitas.

A reforma do modelo da tributação dos automóveis prende-se com o Programa Nacional para as Alterações Climáticas, que prevê o aumento da eficiência energética do parque automóvel pela reforma da tributação, entre outras medidas.

O sector dos transportes em Portugal representava, em 2003, cerca de 24 por cento do total de gases com efeito de estufa, responsáveis pelo aquecimento global do planeta e pelas alterações climáticas, e as emissões deste sector cresceram 95 por cento entre 1990 e 2003."

Fonte: Ecosfera – Público.pt, 12-10-2005

14 outubro, 2005

EurOcean – o portal do Centro Europeu de informação sobre Ciência e Tecnologia do Mar


Foi ontem apresentado em Lisboa o site do EurOcean, um centro europeu dedicado às ciências e tecnologias do mar, criado há quatro anos. A apresentação deste portal, ainda em renovações, decorreu em momento oportuno, no TOPS 2005 - Cimeira para as Políticas dos Oceanos, organizada todos os anos pelo Fórum Global para os Oceanos, Costas e Ilhas (EUA).

O centro compila informação dispersa e disponibiliza-a, de forma gratuita. O geólogo marinho Laurent d’Ozouville, director do EurOcean, apresentou este projecto conjunto entre Portugal e França como o exemplo europeu de mecanismos para fomentar as políticas nacionais e regionais para os oceanos.

Exemplo de informação única, que antes estava dispersa, é o inventário de todos os navios de investigação da Europa e de todos os robôs operados remotamente, algo nunca feito. Outro exemplo é a lista de todos os projectos financiados pela Comissão Europeia (CE), porque essa informação andava espalhada entre as direcções-gerais de Investigação, Pescas e Transportes.

Contando com uma figura de peso portuguesa - o oceanógrafo Mário Ruivo, presidente do Conselho Executivo - o EurOcean destina-se a todos, desde investigadores e estudantes até decisores políticos ou a quem queira saber um pouco mais sobre as ciências do mar.

Desde a criação do EurOcean, aderiram a Bélgica, Irlanda, Noruega e Polónia e a Roménia está para entrar. Ser membro significa pagar dez mil euros por ano, em dinheiro ou horas de trabalho, e tomar conta de parte do trabalho, mas também ter acesso privilegiado a informação e contribuir para harmonizar a recolha de dados.

Os membros podem pedir a colaboração de várias instituições, que validam dados ou os disponibilizam. Por isso, se o acesso ao site, disponível desde 2003, é gratuito, também o EurOcean não paga pela informação.

O site, que recebe em média 200 visitas diárias, é composto pelas habituais secções de notícias, eventos, documentos, links e FAQ’s. Existem também áreas de informação nacional, europeia, regiões marítimas, ou indicadores, entre outras. Para quem quiser colaborar com o EurOcean ou receber periodicamente informação deste centro, basta que se registe logo na página inicial.

Mais um passo em direcção à sociedade da informação!

Fonte: PÚBLICO

10 outubro, 2005

Oceanário de Lisboa vence Prémio Europeu do EMAS

A Comissão Europeia (DG Ambiente), no sentido de distinguir e premiar a aplicação mais inovadora do EMAS (Sistema Comunitário de Ecogestão e Auditoria), criou os EMAS Awards 2005, que permitiu a cada Estado-membro nomear uma organização registada, nas categorias de microempresa, pequena e média empresa e grande empresa, sendo apenas atribuído um prémio por categoria.

O Instituto do Ambiente, na qualidade de Organismo Competente do Regulamento EMAS em Portugal, decidiu nomear o Oceanário de Lisboa ao prémio em questão, na categoria de pequena e média empresa, dado tratar-se da aplicação do Sistema numa organização única, intimamente ligada à conservação dos Oceanos, com uma forte vertente educacional e pedagógica, e que tem demonstrado uma contínua melhoria do seu desempenho ambiental.

O Prémio, agora atribuído ao Oceanário, distingue o esforço desta organização portuguesa e serve de incentivo a que outras organizações nacionais assumam compromissos de melhoria ambiental.

Fonte: Instituto do Ambiente


Para mais informações consulte:

EMAS Helpdesk

Página da conferência.

08 outubro, 2005

LifeStraw, invenção do século?



Venho-lhes falar de um produto verdadeiramente vencedor. Trata-se do LifeStraw, vencedor do concurso de design INDEX, que tem como principio não apenas o design pela sua beleza, mas pela sua fucionalidade e capacidade de melhoria da qualidade de vida.

Este gadjet produzido por uma empresa de texteis dinamarquesa especializada em mosquiteiros insecticidas consiste numa palinha portátil de 25 cm e com menos de 100 g que é nada mais que um completo kit de purificação de água dirigido principalmente a países em vias de desenvolvimento sendo que a energia dispendida é a do próprio utilizador.

Com as doenças causadas por bactérias como a salmonella, e. coli, cólera ou tifóide no topo das causas de mortalidade mundial, esta invenção capaz de garantir qualidade de água ao seu utilizador por cerca de 1 ano vem dar uma esperança a milhões de pessoas.

A LifeStraw é equipada com um sistema de três estágios de filtração de partículas removendo até 15 microns. O sistema de filtragem consiste numa resina baseada em iodina e carbono activado granular. Quando a água é sugada, passa por filtros texteis ultra finos de modo a filtrar pó e sdimentos, assim como aglomerações de bacteria. No centro do tubo, vários meios incluindo iodina, vão matar e conter o restante das bactérias, vírus e parasitas assim como melhorar o sabor da água.

O seu principal objectivo, matar bactérias é feito, segundo testes laboratoriais, numa ordem de log 7 - log 8, isto é, percentagens de mortalidade bacteriana na ordem de 99.99999, melhor que muitas redes de abastecimento em países desenvolvidos.

Estima-se que esta ideia genial possa custar menos de 2 €, fornecendo mais de 700 litros de água potável ao utilizador. Se chegar a ser comercializada vai passar a constar com toda a certeza em qualquer kit de ajuda humanitária.

Comentem!

07 outubro, 2005

Seminário CONFAGRI - 14 Outubro

Vai realizar-se o Seminário “O Sector Agro-Rural português e as novas oportunidades que se deparam ao seu desenvolvimento”, no quadro do novo Fundo Agrícola de Desenvolvimento Rural (FEADER) a aplicar no período 2007/2013.

Este vai realizar-se no Europarque, em Santa Maria da Feira e aborda as diferentes vertentes de intervenção do FEADER, em que participarão, como oradores, técnicos especializados, a que se seguirão debates e também de três conferências a serem proferidas pelo Ex-Ministro da Economia – Engº Braga da Cruz, pelo Ex-Ministro da Agricultura – Dr. Arlindo Cunha e pela actual Directora do Gabinete de Planeamento do Ministério da Agricultura – Dra. Rita Horta . O Ministro da Agricultura – Dr. Jaime Silva participará na Sessão de encerramento.

As inscrições decorrerão até 12 de Outubro e o custo por participante é de 30€ (trinta euros), incluindo almoço, coffee breaks e pasta com documentação.

Mais informações sobre este Seminário (incluindo o programa)


Consulte também:

Proposta de Regulamento do Conselho Europeu relativa ao apoio ao desenvolvimento rural pelo FEADER - COM(2004) - (Inglês)

06 outubro, 2005

Ciclo de Palestras - O Mar

Existe um ciclo de palestras no Algarve que se dedica inteiramente a discutir o Mar. Este ciclo tem vindo a realizar-se com a cooperação do Ministério da Cultura e do Centro Ciência Viva do Algarve.

A próxima palestra realiza-se Sexta-feira, 07 de Outubro de 2005 às 21:30 e terá como tema "Extraterrestres, Intraterrestres e a Última Fronteira".

Desta vez o local escolhido foi o Auditório do Campus de Portimão da Universidade do Algarve.


Veja também:

Nota Biográfica sobre o orador - Professor Fernando Barriga (PDF)

Resumo da Palestra (PDF)

03 outubro, 2005

Diário Económico

Não cumprir Quioto pode custar até dois mil milhões...

A Quercus efectuou um conjunto de cálculos (devidamente apresentados, explicados e resumidos neste comunicado de imprensa), que permitem afirmar que Portugal deverá ter um custo em aquisição de direitos de emissão junto de outros países da ordem dos 1,5 a 2,0 mil milhões de euros entre os anos de 2008 e 2012 para conseguir assegurar o cumprimento do Protocolo de Quioto relativo às emissões de gases de efeito de estufa.

Fonte: Quercus


Consulte também:

Comércio Europeu de Licenças de Emissão

Instalações abrangidas pelo Comércio Europeu de Licenças de Emissão

02 outubro, 2005

Eólicas - Mas que impactes ambientais??

Face à inevitabilidade da implementação de soluções alternativas de produção energética, enquanto país quase exclusivamente dependente da energia fóssil, Portugal tem dado uma maior ênfase a esta vertente, que se traduziu maioritariamente na criação de parques eólicos.

Em virtude da grande quantidade de parques a implementar, tem surgido alguma controvérsia em torno dos reais impactes provocados pela sua implementação, nomeadamente no que diz respeito à interferência nas rotas migratórias e fases reprodutivas de aves.

O livro "A Energia Eólica e o Ambiente: Guia de Orientação para a Avaliação Ambiental" editado pelo Instituto do Ambiente esclarece muitas das dúvidas existentes em torno deste tema.

O livro dá um panorama geral da implementação de parques eólicos no país e é um bom meio para dar a conhecer as várias fases do processo de implementação (projecto, obra, exploração) e os seus impactes, por descritores ambientais.

Boas Leituras!


A Energia Eólica e o Ambiente: Guia de Orientação para a Avaliação Ambiental - Ficheiro zip

01 outubro, 2005

Lei da água aprovada no Parlamento

A ausência de participação pública no debate em torno do documento motivou uma declaração conjunta de nove organizações, que foi anteontem apresentada, reclamando a suspensão do processo legislativo (mais de 15.000 assinaturas contra o documento já chegaram ao parlamento).

A posição da LPN é de que a proposta apresentada compromete a aplicação dos princípios da Directiva-quadro da água e não garante o cumprimento dos objectivos ambientais estabelecidos, devendo para tal ser revista, tendo em conta critérios de equidade social e protecção dos ecossistemas.

A Associação Água Pública entende que a lei "viola o primeiro considerando da directiva", segundo o qual "a água não é um produto comercial".

A Quercus entende que também é preciso "mais tempo e mais oportunidades para a sociedade civil poder debater o documento e dar os seus contributos" e que a lei deve consagrar a água como "um direito e uma necessidade básica do homem".

Mas nem todas as vozes são críticas.

A presidente da Associação Portuguesa de Recursos Hídricos (APRH), Teresa Leitão, elogiou a iniciativa governamental por conseguir "juntar num único documento um conjunto de legislação que estava dispersa" e "acabar com o incumprimento ao nível da transposição da Directiva Quadro da Água" que deveria ter acontecido até Dezembro de 2003.

A criação das cinco Administrações de Região Hidrográfica (ARH) é uma das novidades que merece nota positiva.

Também o presidente da Associação Portuguesa de Distribuição e Drenagem de Água (APDA), Carlos Martins, considera positiva a transposição da directiva e a gestão dos recursos hídricos por bacia, mas nota que existem alguns aspectos "preocupantes" por se desconhecer "qual o seu contexto", nomeadamente os que dizem respeito às questões financeiras e às taxas sobre o uso da água para os diferentes utilizadores.

Fonte: Agronotícias


Mais informação sobre a lei da água:

Da Importância da Nova Lei da Água

Lei da água votada sob protesto

29 setembro, 2005

Dióxido de Carbono pode ser armazenado, diz ONU


A Captura e o armazenamento de CO2 produzido por centrais de energia ou fábricas antes da sua entrada na atmosfera poderá desempenhar um papel extremamente importante na minimização das alterações climáticas, segundo um estudo divulgado esta semana pelo Painel Intergovernamental para as alterações Climáticas (IPCC) um grupo de especialistas directamente ligado a agências das Nações Unidas nomeadamente o Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEP) e a Organização Meteorológica Mundial (WMO)

Segundo Klaus Toepfer, director executivo da UNEP, este novo relatório demonstra que a captura e armazenamento do Dióxido de Carbono poderá ser um complemento importante às soluções primordiais para o problema (eficiência energética e a utilização de fontes de energia mais limpas).

Segundo os estudos divulgados no relatório, a captura e armazenamento do CO2 em formações geológicas significaria uma percentagem de 15 a 55 por cento de todas as reduções de emissões necessárias para estabilizar as concentrações dos gases de efeito estufa na atmosfera até 2100.

No que diz respeito à tecnologia, já há muitos componentes desenvolvidos para o processo de armazenamento e captura da substância, incluindo várias aplicações que injectam o gás enas tais formações geológicas. Apesar destas boas notícias, o processo está dependente mais uma vez do poder político e da sua boa vontade para poder haver a aplicação destas políticas, ou não haverá incentivo para o uso destas tecnolgias


As reacções do Greenpeace e da WWF não se fizeram esperar, considerando que esta tecnologia ainda comporta riscos, embora reconheçam a necessidade de combater as alterações climáticas.

Documentos a consultar

Veja a Notícia Completa

Sumário do relatório para Decisores - A não perder

28 setembro, 2005

Ambiente - Conversas de fim de tarde para amanhã

Em Lisboa:

A LPN organiza e promove desde 2003 um ciclo de debates ao fim da tarde das quintas-feiras (17-19 horas), abordando um conjunto de questões ambientais de relevância, actualidade e preocupação, desta vez o tema é Biodiversidade/Conservação de espécies ameaçadas.

O local é a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, no auditório 3.2.14.

Estão todos convidados (a entrada é gratuita mediante inscrição prévia para o Tel.: 21 778 00 97 e Correio electrónico: lpn.natureza@lpn.pt).

Em Faro:

O Cafe Oceano é uma ideia dos alunos de Oceanografia da Faculdade de Ciências do Mar e do Ambiente da Universidade do Algarve e da Prof. Cristina Veiga Pires para debater assuntos relacionados com o oceano.

O tema sugerido para o próximo Café Oceano foi "Isostasia vs Eustasia: Será que o nivel do mar está a subir em todo o planeta?".

A tertúlia/debate realizar-se-á no pátio da Biblioteca Municipal de Faro, das 17 ás 18:30.

Participem!