17 março, 2008

Cultivo intensivo ameaça sustentabilidade

Ministério da Agricultura aprovou corte de 613 azinheiras em Serpa para plantar olival Fonte: Público, 13.03.2008, Carlos Dias

"O plantio intensivo e superintensivo de olival está a ameaçar recursos naturais no Sul do país, nomeadamente na região alentejana, ..." "Esta é uma estratégia de desenvolvimento rural insustentável, a médio e longo prazo e, por essa razão, inaceitável, grave e ilegal, especialmente quando estão em causa valores naturais protegidos, designadamente aqueles que estão incluídos dentro da Rede Natura 2000", realçam as associação ambientalistas, acrescentando que a olivicultura intensiva está a provocar profundas alterações e mobilizações do solo, causando forte erosão, como já se verifica em Espanha". Fonte: Público, 14.03.2008, Carlos Dias

Para ler mais, clicar aqui Público

04 março, 2008

Ética e exploração animal

A luta contra a exploração animal é uma das mais difíceis de travar, ainda hoje!

Documentário sobre ética e exploração animal.

CUIDADO: a evitar por pessoas mais sensíveis!

Contém algumas filmagens obtidas por câmaras ocultas e revela situações de utilização cruel dos animais para exploração com fins económicos e científicos.

Para ver clicar aqui: DOCUMENTÁRIO

Para mais informações clicar aqui:

IMDB
Veg-TV.INFO

Descarga directa do documentário para o disco - clicar aqui:

Por ficheiro .avi (Legendas em português)

02 março, 2008

«The Economic and Security Implications of Global Warming


Author: Scott G.Borgerson, International Affairs Fellow

March/April 2008
Foreign Affairs


Thanks to global warming, the Arctic icecap is rapidly melting, opening up access to massive natural resources and creating shipping shortcuts that could save billions of dollars a year. But there are currently no clear rules governing this economically and strategically vital region. Unless Washington leads the way toward a multilateral diplomatic solution, the Arctic could descend into armed conflict.

View article at Foreign Affairs »

23 fevereiro, 2008

Greenpeace com um escritório virtual em Portugal

Foi ontem lançado em Portugal um “escritório virtual” e um portal em português da associação ambientalista (Greenpeace Portugal), em resposta aos pedidos e inscrições de 7000 portugueses que pediam a presença constante desta no país. A primeira campanha vai ser em defesa dos oceanos.

O portal incluí páginas sobre a instituição, informação nacional e internacional, vídeos e imagens, mailing list, newsletter, ciber acções e um espaço reservado à imprensa. A associação ambientalista já está presente em 41 países.

Ver notícia completa em noticias.rtp.pt

Fonte: RTP

20 fevereiro, 2008

Seminário Técnico " Uso Eficiente da Água Para Consumidores Colectivos"

A Almargem, com a colaboração da Águas do Algarve S.A. estão a organizar um seminário técnico denominado “Uso Eficiente da Água para Consumidores Colectivos”. Este evento realizar-se-á no dia 27 de Fevereiro de 2008 na Universidade do Algarve (Anfiteatro do Complexo Pedagógico do Campus da Penha). A 1ª circular com o programa encontra-se disponível no link abaixo.

Ver Folheto (PDF)

(Para mais informações contactar através dos e-mail: fvazquez(arroba)almargem.org e cgodinho(arroba)almargem.org)

Fonte: Almargem - Associação de Defesa do Património Cultural e Ambiental do Algarve

12 fevereiro, 2008

DUAS EM UMA

A primeira…
"Governo retira da REN parte da Comporta"
“O Conselho de Ministros aprovou uma nova proposta de delimitação da Reserva Ecológica Nacional (REN) na Herdade da Comporta, que se estende por 12.500 hectares dos concelhos de Alcácer do Sal e Grândola. Neste imenso território, próximo da costa atlântica, o Grupo Espírito Santo pode, a partir de agora, construir o seu megaempreendimento turístico que vai ocupar uma área de 744 hectares nos dois municípios alentejanos.” Fonte: Público (06.02.2008)

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A segunda…
"Governo propõe delimitação da REN pelas autarquias para clarificação do sistema"
"A proposta de revisão que o Governo tem em cima da mesa transfere para as autarquias as propostas de delimitação da REN, que são enviadas para as CCDR. Estas estruturas da administração reúnem depois numa só mesa entidades como o Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade ou o Instituto da Água, no que se chama uma conferência de serviços, e dá o seu parecer. Mas este parecer da CCDR tem de ser dado no prazo de 45 dias, caso contrário, segundo o projecto de diploma, dá-se o deferimento tácito da decisão, fazendo valer a proposta do município.” Fonte: Lusa, Público (11.02.2008)

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30 janeiro, 2008

Apresentação pública do SIDDAMB 2

No próximo dia 8 de Fevereiro (sexta-feira), a partir das 15 horas e 30 minutos, terá lugar no Auditório da Agência Portuguesa do Ambiente a apresentação pública do SIDDAMB 2.

O Sistema de Informação Documental sobre o Direito do Ambiente (SIDDAMB) ao alcance de todos na Internet é um instrumento de acesso à informação em matéria de ambiente e de promoção do direito de cidadania neste domínio.

Porém, o SIDDAMB em exploração assenta em tecnologias de informação obsoletas, razão pela qual a Agência Portuguesa do Ambiente se empenhou na criação de um novo Sistema de Informação adaptado aos mais modernos e actuais mecanismos de informação ao cidadão.

Fonte: Agência Portuguesa do Ambiente

29 janeiro, 2008

Activismos

Activismos - reflexões partilhadas com amigos e não só *

A aproximação ao poder de decisão acaba por deformar quem inicialmente quer transformar. Com a aproximação ao poder, a motivação para a transformação vai dando lugar à cedência face às regras do sistema, e essas regras não visam mudanças, mas antes manter uma grande inércia, manter uma estrutura. Ou seja, quer individualmente quer colectivamente, a necessidade de actuar dentro do sistema, implica alguma cedência ao sistema e, na gestão das cedências que se fazem há como que uma tendência para procurar cada vez actuar mais, mas também perder o carácter combativo. Fazem-se mais coisas, mas cada uma delas se torna menos transformadora. O que de início são poucas acções com grande carácter transformador, passa a dar lugar com o tempo, a muitas acções com pouco carácter transformador.

Isto é visível não só nos partidos mas também nas instituições, fundações, ongs, associações, redes, plataformas, movimentos,...

Os compromissos que se estabelecem para fazer avançar decisões criam amarras em quem os faz. Ou seja, se foram as pessoas com poder no sistema que fizeram avançar decisões, para continuar a actuar, uma estrutura fica de alguma forma dependente das vontades e interesses onde se apoiaram essas decisões. Compromissos são necessários, mas eles visam exactamente actuar dentro de determinadas fronteiras (p.ex. proteger uma dada área natural, mas não aumentá-la entrando em conflito com interesses de construção) e uma vez tentando ultrapassar essas fronteiras... esses mesmos compromissos deixam de funcionar. Mesmo mudando os actores com quem se estabelece compromissos, não significa conquistar novas exigências para os compromissos... se estes estiverem subordinados a interesses acima dos valores ambientais.

O factor crescimento cria as suas amarras internamente e externamente. Com o seu crescimento as estruturas hierarquizam-se. Se por um lado essa é uma estratégia de coesão necessária à união dentro de uma estrutura, por outro lado esse torna-se o drama de crescimento para qualquer estrutura porque implica uma perda de horizontalidade nas decisões.

Os activismos acabam então sempre por sofrer com esta dinâmica. Se por um lado os movimentos espontâneos mostram uma força incrível na mobilização inicial, quando estes se tentam organizar perdem força… e perdem força porque se têm que subsidiar, focalizar, hierarquizar. E como manter a coesão e continuidade de uma estrutura com potencial de crescimento…?

Nos partidos o processo faz-se criando uma máquina de pessoas que no fundo é o partido. Se a sua vida é dada ao partido, o partido também lhes dá a sua existência. É a máquina que faz o partido manter-se e que também comanda os destinos do partido. As bases de um partido fazem-no andar mas na direcção em que a máquina quer e decide. As bases não são fixas, substituem-se com o tempo. A máquina tende a manter-se o mais coesa possível. Mas se por um lado esta máquina é a alma do partido, por outro acaba por isolar com o tempo o partido da sociedade civil, das pessoas que não dedicam a sua vida ao partido apenas... porque deixa de se projectar no carácter difuso das vidas comuns. Com o tempo os partidos tornam-se ou estruturas que mirram (pela elevada coesão que se criou nessa máquina e por deixarem de se reflectir na sociedade), ou se não mirram… tornam-se estruturas com elevada luta de poder interno. NOTA: com isto não se contesta a utilidade da acção dos partidos nos activismos, mas apenas se procura tocar e apenas superficialmente, nas dificuldades inerentes à sua própria génese e actuação. Não é aqui contestada a eficácia das estratégias de conquista e/ou transformação do poder por parte dos partidos e parte-se do pressuposto de que elas têm um papel nos activismos.

Nas estruturas como ongs e associações, o processo de crescimento é em geral menos coeso (embora varie muito entre estruturas e há também as que se mantêm coesas à força e portanto, pequenas)... mas nas que se deixam alargar, o crescimento torna-as reféns de um outro problema: quem sustenta a estrutura. Se por um lado ganham força ao crescerem, com o tempo esse crescimento implica uma maior necessidade de alimentar a dimensão da estrutura (sustentar os recursos humanos que aguentam a estrutura e dar continuidade aos projectos iniciados). O mesmo drama de sempre. Como financiar e manter a estrutura criada entretanto? Fundos comunitários, fundos nacionais, mecenato? Dificilmente se bate “em quem nos dá de comer”! Estas estruturas passam a constituir elementos de retórica mas sem grande consequência na sua acção. Ou por estarem prisioneiros do poder instalado para fundos, ou por estarem reféns de mecenas (p.ex. empresas que danificam o ambiente, e que para o poderem continuar a fazer até subsidiam ongs, com programas de recuperação da fauna, ou educação ambiental... para aliviarem os danos colaterais da sua actividade). Claro que podemos assumir que as empresas têm obrigação de subsidiar medidas minimizadoras e compensatórias pelos danos provocados no ambiente... mas queremos mesmo minimizar a degradação do ambiente... ou queremos evitá-la precisamente? Então o ideal seria a sociedade civil conseguir alimentar estas estruturas para deixá-las o mais livres possíveis de fundos europeus ou nacionais (pois são geridos pelo poder político) ou mecenas (empresas com interesses que colidem muitas vezes com o ambiente). Ou seja, a estratégia melhor a meu ver é dispersar ao máximo o financiamento destas estruturas, fragmentando as fontes de financiamento. E o mais fragmentado possível de imaginar... é esta vir sim de indivíduos e não de outras estruturas. A importância da participação da sociedade civil, através de contribuições individuais, no financiamento das estruturas que defendem efectivamente causas ambientais deve ser cada vez mais promovida, para apoio a estas estruturas. Urge uma construção e educação para novas formas de sustentabilidade destas estruturas (NOTA: com isto não se contesta o papel destas estruturas nos activismos, mas procura-se tocar em soluções que as libertem mais na sua actuação).

* estas reflexões surgiram de conversas com amigos, mas podem de alguma forma melhorar a reflexão conjunta se partilhadas com mais pessoas.