17 agosto, 2007

Energúmenos!

É por causa destes idiotas/bestas/energúmenos que muitas das causas ambientalistas - bem como os próprios ambientalistas - são mal vistos mundo fora.

Em nome individual, repudio veementemente este tipo de acção.



Movimento ambientalista ceifa num acto simbólico

Activistas destroem um hectare de milho transgénico em Silves

Associação Almargem demarca-se de destruição de plantação

08 agosto, 2007

Ambiente, área de paradigmas. O primeiro paradigma.

Se por um lado a defesa do ambiente aparece incorporada num discurso quase sempre de urgência, por outro, o ambiente é também a área onde na acção, as expectativas mais cedo se desvanecem.

Ambiente, área de paradigmas.

O primeiro paradigma. A aparente inadaptabilidade entre medidas pró-ambientais e medidas socio-económicas não é obra deste século. Ganha no entanto uma nova incontornabilidade.

A procura de um ritmo de crescimento assumido como necessário e não questionável na economia global reforça hoje este paradigma. Agentes económicos e decisores políticos justificam assim a aprovação de projectos que violam até normativas europeias, não fossem estas mesmas passíveis de serem ultrapassadas pelos desígnios da nação.

Começando pelo exemplo mais recente, a aprovação dos projectos de “interesse nacional”, os PINs, que invadem áreas naturais classificadas, com regimes especiais de protecção, nomeadamente áreas abrangidas pela Rede Natura 2000. A criação directa de postos de trabalho associados a alguns destes projectos tornam-nos alvo de esperança por parte das populações que habitando em áreas protegidas viram os seus interesses completamente protelados ou esquecidos por mais de 2 décadas.

De facto é fácil verificar que o conflito entre a protecção do ambiente e as melhorias sociais é em geral uma falsa questão pois só se autolegitima na precariedade. Exemplos do passado assim o demonstram.

Vários projectos de espírito empreendedor foram implementados em regiões pobres com vista à criação de emprego no passado longínquo e também recente. O distrito de Setúbal é o exemplo que melhor concilia o historial de indústrias poluentes com o loteamento recente do seu litoral. Mas a criação de novos postos de trabalho não será garante de um futuro melhor se for apoiada na fragilidade das populações gerando portanto apenas trabalho precário. Tal como a implementação das indústrias foi feita sem a garantia de contrapartidas de desenvolvimento a longo prazo, também agora os complexos turísticos demonstram um comportamento predatório não oferecendo garantias futuras às populações locais. Foi fácil e rápida a desmantelação de algumas das indústrias onde trabalharam avós e pais, que hoje se movem para outras zonas do mundo deixando a população novamente sem emprego e já então com uma pesada herança de problemas de saúde devido à elevada concentração de poluentes no Ambiente. Agora os netos podem usufruir de uma nova vaga de empreendedores. Juntem-se aos complexos turísticos os outros casos de PINs que dizem respeito ao sector industrial e cite-se o exemplo da mega-aquacultura para Mira, um projecto rejeitado por Espanha e aceite em Portugal.

Na América do Norte percorreram-se décadas até que o cidadão comum pudesse levar a tribunal casos de destruição ambiental. Na Europa o cidadão ainda pouco vale individualmente, mas quando apoiado em organizações consegue fazer alguma pressão no sentido de denunciar crimes ambientais. Na Ásia, na América do Sul e em África os atropelos ao ambiente somam-se e confundem-se dramaticamente com as violações a direitos humanos, como no caso da deslocalização forçada de comunidades ou mesmo a sua aniquilação, ultrapassando as piores expectativas.

Mas se neste “conflito” entre ambiente e desenvolvimento, o primeiro é o perdedor compulsivo e isso é justificado como fruto de um fraco poder de negociação por parte de países muito pobres, tal argumentação não pode ser utilizada para países dentro de um espaço geo-político como a Europa. Tendo Portugal sido alvo de programas para o desenvolvimento durante duas décadas como o Programa Leader, ao qual se somaram projectos como os Interreg e Life, e estando agora o país sob legislação mais exigente do ponto de vista ambiental, não se entende facilmente como se continuam a promover modelos de desenvolvimento com enormes custos ambientais, como é o caso da profícua invenção dos PINs que vem agora legitimar a abusiva ocupação da orla costeira.

Se o que hoje nos parece um balão de oxigénio, irá muito possivelmente sucumbir, senão no estouro da globalização, então mais à frente...

Saramago lembrou-se de que o Universo não guardará memória de nós, para depois dizer acreditar num amaldiçoado caminho. Não será esse mesmo o sentido das palavras e da existência? Sem qualquer pretensão, consequência... escrever para apagar, ereger sabendo largar… não deixar de interagir… combater o nosso vazio e a etológica indiferença.


Informação Útil:

06 agosto, 2007

Programa dos Tectos de Emissão Nacionais publicado hoje

O Programa dos Tectos de Emissão Nacionais (PTEN) foi hoje publicado em Diário da República através da Resolução do Conselho de Ministros n.º 103/2007. Em Portugal, a Directiva n.º 2001/81/CE foi transposta pelo Decreto -Lei n.º 193/2003, de 22 de Agosto. Essa Directiva refere-se ao estabelecimento de tectos de emissão nacionais de determinados poluentes atmosféricos, estipulou os tectos máximos de emissão a atingir até 2010 para o dióxido de enxofre (SO2), óxidos de azoto (NOx ), compostos orgânicos voláteis não metânicos (COVNM) e amónia (NH3), tendo ainda estabelecido a obrigação de desenvolver um programa nacional para a redução das emissões desses poluentes.

Os trabalhos conducentes à elaboração do Programa para os Tectos de Emissão Nacionais (PTEN) tiveram início em 2002 e incluíram a caracterização do cenário de referência que considerou o conjunto de políticas e medidas já adoptadas ou previstas até ao ano alvo (2010),
decorrentes quer de políticas estritamente nacionais, quer comunitárias, a projecção de emissões em 2010 e a identificação da necessidade de redução das emissões dos compostos orgânicos voláteis.

É assim agora divulgado o relatório síntese do PTEN, que integra a avaliação do potencial de redução de emissões de determinados poluentes atmosféricos resultante da execução dos instrumentos de política ambiental em vigor no período até 2010.

27 junho, 2007

Conversas de fim de tarde



Conversas de fim de tarde é uma iniciativa que resulta da parceria entre a Fundação Serralves e a Liga para a Protecção da Natureza.


A próxima conversa irá decorrer a 28 de Junho na sala da Lareira da Fundação Serralves (Porto), entre as 17 e as 19:30. Os motivos para participar são muitos, a julgar pelos oradores presentes.


Subordinada à temática Gestão e Ordenamento do Litoral - Desafios e Possibilidades, a sessão contará com Fernando Veloso Gomes, da FEUP e responsável nacional pela estratégia de gestão integrada do litoral, e Lurdes Soares, promotora da interessante iniciativa de monitorização voluntária do litoral Coastwatch da responsabilidade do GEOTA. Carlos Sousa Reis da FCUL será o moderador deste debate.


A entrada é gratuita e requer apenas uma inscrição prévia através do telefone 22 61 56 587 ou do e-mail c.almeida@serralves.pt.
Por aqui o pedido é sempre o mesmo: participem!

26 junho, 2007

Tertúlia: Bicicleta é transporte! Como potenciar o uso deste veículo em Lisboa?

A Plataforma para a Promoção do Uso da Bicicleta, irá realizar, no dia 28 de Junho, uma Tertúlia para discutir aspectos relacionados com a utilização de bicicleta na cidade de Lisboa.

Programa da Tertúlia:

Um grupo de utilizadores de bicicleta em Lisboa junta-se, convidando todos os potenciais utilizadores deste meio de trasporte rápido, eficiente e amigo do ambiente, entre eles os vários candidatos à Câmara Municipal de Lisboa, para falar da sua experiência enquanto utilizadores da bicicleta na cidade de Lisboa, explicar quais são as suas necessidades para que seja ainda mais seguro e agradável andar de bicicleta em Lisboa, e discutir propostas para melhorar as condições de circulação de bicicletas.

Os pontos a serem abordados são estes:

- Visionamento de um pequeno video sobre uma cidade grande, sujeita a intervenções a favor da bicicleta (Paris);
- Pequena resenha sobre as propostas dos vários candidatos;
- Apresentação de propostas: Trajecto Farol, Acalmia em bairros residenciais;
- Discussão aberta.

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Local: Crew Hassan, R. Portas de Sto. Antão, 159, 1º
Hora: 18.30
Dia: 28 de Junho
Duração: 1h30m
Contacto: bici_portugal@yahoo.com, tel. 916511449
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Lembra-se ainda que no dia dia seguinte, 29 de Junho, decorrerá a já habitual Massa Crítica, uma bicicletada pelas ruas de Lisboa, com um carácter informal mas de reivindicação do espaço público para a bicicleta, assim como de outros modos de transporte sustentáveis.

Este encontro tem ínicio as 18h, na última sexta feira de cada mês, no Marquês de Pombal para quem participa em Lisboa e na Praça dos Leões, para quem participa no Porto.

12 junho, 2007

Poupar energia...à luz das velas!

Para celebrar o solstício de Verão com uma acção ambiental, propomos o 2007 Candle Night Summer Solstice. Este "evento" vai decorrer de 22 a 24 de Junho, das 8 às 10 da noite.

A organização convida a que façam algo de especial...
Leiam um livro com o vosso filho à luz das velas.
Disfrutem de um jantar calmo com alguém especial.

Esta noite pode significar muitas coisas para diferentes pessoas. Pode significar um período para poupar energia, para pensar na paz, para pensar nas pessoas que habitam lá longe e partilham o nosso planeta, etc...

Não deixa de ser uma óptima iniciativa para diminuir a nossa factura energética global de forma original. Convém também dizer que esta é uma iniciativa japonesa, mas o site está também disponível em inglês.

Para mais informações sobre a Candle Night cliquem aqui

17 maio, 2007

Participem no World Conservation Forum!

O "World Conservation Congress" decorrerá de 5 a 14 de Outubro de 2008 na Catalunha, sendo organizado pela União Mundial para a Conservação.

Entre os dias 6 e 10 haverá um grande Fórum de discussão dos mais relevantes assuntos que dizem respeito à temática ambiental e de desenvolvimento sustentável e às suas soluções, o "World Conservation Forum". Este Fórum espera alcançar acordos, partilhar soluções e criar novas parcerias para um mundo diverso e sustentável.


Baseando-se na longa história da IUCN de juntar diversos agentes interessados (stakeholders) e oferecer liderança científica, o Fórum irá aproximar diferentes sectores de todo o mundo para partilhar conhecimentos e experiências, desenvolver soluções inovadoras e inspiradoras e fazer compromissos para auxiliar o avanço conjunto no caminho em direcção à sustentabilidade.


Nesta fase, os membros desta União, mas também o "público" em geral (as comunidades científicas e industriais nacionais e também as populações e as pessoas individuais com interesse na temática) são convidados a submeter ideias para o debate e para eventos a ser conduzidos durante o Fórum. Poderão mesmo participar na organização desses eventos.
Neste sentido, apela-se a um envolvimento também português neste debate e nos assuntos que serão abordados.


Cliquem aqui para saberem como participar!

10 maio, 2007

"Estudo diz que nuclear não é eficaz contra alterações climáticas"

« Um estudo elaborado por um grupo internacional de especialistas, encomendado pela Greenpeace International e que acaba de ser divulgado, conclui que a energia nuclear não é uma opção economicamente viável face ao aquecimento global. Além de cara e pouco competitiva, a instalação de uma unidade será demasiado demorada para contribuir efectivamente para a redução do efeito de estufa, aponta o documento. (...) »

Ler artigo completo aqui

Fonte: Portal Ambiente Online



“The Economics of Nuclear Power”. pdf

08 maio, 2007

Bento XVI defende desenvolvimento sustentável

Aqui fica uma notícia publicada na SIC Online:

Numa mensagem à Pontifícia Academia de Ciências Sociais, que realiza a sua décima terceira sessão plenária, Bento XVI recordou que a destruição do meio ambiente, o seu uso impróprio e egoísta, gera conflitos e guerras, "porque são fruto de um conceito inumano de desenvolvimento".

O Papa defendeu que um desenvolvimento que se limite ao aspecto técnico-económico, descuidando a dimensão moral-religiosa, "não é um desenvolvimento humano integral e acabará, ao ser unilateral, por incentivar as capacidades destrutivas do homem". Ao fazer frente ao desafio da protecção do meio ambiente e desenvolvimento sustentável, os homens estão chamados a "promover e salvaguardar as condições morais de uma autêntica ecologia humana", acrescentou o Papa.

A protecção do meio ambiente exige uma relação responsável "não só com a criação, mas também com o nosso próximo, aproximando-o e deixando-o, no espaço e no tempo, com o Criador", afirmou.

O Papa sublinhou que o mundo actual enfrenta três desafios, que, defendeu "só pode encarar através de um compromisso convicto ao serviço dessa justiça maior que está inspirada pela caridade". Esses três desafios são: a protecção do ambiente e do desenvolvimento sustentável, a defesa da dignidade inviolável dos seres humanos e a partilha dos bens espirituais, como o conhecimento e a educação.

Também muito relacionado com o conceito de desenvolvimento sustentável, o Papa defendeu que é urgente alcançar "uma justa igualdade de oportunidades" no campo da educação e da transmissão de conhecimentos".

25 abril, 2007

Pelo povo , para o planeta


«As palavras “verde”, “energias renováveis”, “alterações climáticas”, entre muitas outras, fazem já parte do nosso léxico diário. Contudo, há uma nova palavra-chave em termos ambientais: Democracia.

De acordo com a pesquisa efectuada por Quan Li da Universidade estatal de Pensilvânia e por Rafael Reuveny da Universidade de Indiana, os países com governos democráticos são mais “amigos” do ambiente do que os seus pares autocráticos.

A desflorestação pode diminuir até 271 por cento e algumas emissões diminuir 14%, à medida que os países sobem na escala de liberdade. Imaginem as consequências ambientais de uma “China democrática”. Estes investigadores prevêem que uma China democrática possa vir a reduzir as suas emissões de dióxido de carbono em 156 milhões de toneladas métricas todos os anos.

Porque as democracias permitem que a informação circule mais livremente, a opinião pública pode fazer com que os assuntos ambientais se tornem maiores prioridades políticas.

Mas, tombar ditadores pode não ser o suficiente para salvar a terra para já. Os autores também acharam um lado negativo da corrente democrática. Durante a transição de um país para a democracia, a degradação ambiental torna-se mais severa, devido à fixação no desenvolvimento económico suportado pelos recursos naturais. Mas, quando as instituições democráticas se fixam, a degradação começa a declinar. Reuveny adverte que "esta curta fase, pode ser relativamente longa. Nós sabemos que o processo de desenvolvimento não acontece hoje ou amanhã. Demora décadas". A democracia também faz bem ao ambiente.»


Fonte: tradução livre a partir de Foreign Policy

PS: Viva o 25 de Abril !