24 outubro, 2006

Via Algarviana - um outro algarve


O projecto Via Algarviana, foi proposto pela Almargem - Associação de Defesa do Património Cultural e Ambiental do Algarve e apoiado no âmbito do PROALGARVE, Eixo 2 – Medida 1, encontra-se em execução desde Maio de 2006.

Mais informações sobre a via algarviana:

Passeio Promocional da Via Algarviana - Diário Online

Via Algarviana tem nova imagem - Observatório do Algarve

Fonte: Almargem

20 outubro, 2006

Cidadãos desafiados a lutar contra a cultura do betão

Logotipo da IniciativaEstá nas mãos dos cidadãos da Área Metropolitana do Porto (AMP) proteger os espaços verdes que ainda resistem e "lutar contra a cultura do betão". O repto é lançado pela associação Campo Aberto, que vai promover uma campanha para identificar "50 espaços verdes em risco; 50 espaços verdes a preservar".

A ideia desta campanha é que os cidadãos identifiquem nos seus concelhos áreas ameaçadas e nos comuniquem. Depois seleccionaremos 50 espaços em risco e elaboraremos uma lista [em Março de 2007] que poderá ser de grande utilidade para as câmaras", explicou o responsável.

O ambientalista prevê que, a manter-se o crescimento desregrado da urbanização, dentro de 20 anos, poderão não sobrar espaços verdes na Área Metropolitana do Porto. E lembra ainda que a campanha, que arranca oficialmente no próximo dia 25, "depende dos cidadãos, da sua mobilização e empenho nas denúncias, sejam em nome individual, através de associações locais, juntas de freguesia ou paróquias".

A ideia não é identificar os parques urbanos ou jardins classificados, mas as zonas verdes que não têm merecido a devida atenção. " Queremos contrariar o lóbi do betão", refere Bernardino Guimarães, mas a listagem poderá contribuir também para a "criação de uma rede ecológica a nível metropolitano, que ligue as zonas verdes dos vários concelhos".

No próximo dia 25, a Campo Aberto fará a apresentação pública da campanha, pelas 21.15 horas, no Departamento de Ciência de Computadores da Faculdade de Ciências (antigo edifício da Faculdade de Psicologia, ao Campo Alegre).

Veja aqui como participar

Depois preencha o formulário online ou então descarregue aqui a versão pdf, para enviar mais tarde (até final de 2006, o mais tardar).

Fonte: Jornal de Notícias, Inês Schreck, Adelino Meireles

18 outubro, 2006

Cidades e alterações climáticas - Como é o ambiente perturbado pela urbanização?

Terá lugar na próxima 3ª feira, 24 de Outubro, das 13 às 14 horas, na sala 8.2.15 do edifício C8 (Faculdade de Ciências da Universidade de
Lisboa
) um seminário do CGUL com o título:

"Cities and climate change. How does urbanization impact environment." por Anastasia Svirejeva-Hopkins (SIM/IDL).

O seminário será em Inglês.


Resumo do seminário (versão portuguesa adaptada do inglês de CGUL:

Apesar dos territórios urbanizados ocuparem cerca de 1 a 2% do solo, estes são responsáveis por 97% das emissões de dióxido de carbono produzido pelo homem. Estas provêm de fontes como os transportes, as indústrias e as actividades de construcção.

Outra das fontes de emissão de carbono (secundária) é a conversão de terra natural em área urbana, isto é, o processo de urbanização em si. Apesar de presentemente, a contribuição da fonte secundária para o total de emissões produzidas pelo homem não ser significativa, com a taxa actual de urbanização, a situação irá certamente alterar-se no futuro imediato.

Existem muitos veículos promotores de urbanização: o crescimento populacional, a migração, o desenvolvimento económico, o uso energético, etc.

Os sistemas urbanos estão a interagir com os sistemas terrestres, no qual se inclui o clima. Estes interagem sob um número variado de formas, por exemplo através da conversão de terra ocupada por ecossistemas naturais, com fluxos de carbono equilibrados, em terra urbana, áreas construídas, ou espaços desmatados, onde o balanço local de carbono é perturbado. Os sistemas urbanos, por induzirem um metabolismo citadino, onde se promove o uso intensivo de combustíveis, estão a produzir calor e poluentes, a interferir com os ciclos hidrológicos, etc. É colocada a hipótese de que todos estes processos sejam proporcionais à dimensão da área urbana (e suas derivadas); e que a sua dinâmica seja determinada pela dinêmica da área urbana. Outra variável é a emissão específica de dióxido de carbono (por unidade de território urbanizado). Aparentemente, variáveis como esta podem ser controladas por diferentes estratégias e políticas, ou seja é uma das mais sensíveis a estas.

O desenvolvimento sub-modelos, que descrevam os padrões de emissão específica de dióxido de carbono em áreas urbanas de países e regiões e a sua evolução virtual, é o principal objectivo da investigação aqui levada a cabo.

Mais informações em:

CGUL
SIM

12 outubro, 2006

Terra entrou em saldo negativo!

"O cálculo exacto do dia do ano em que a Terra passa a estar em débito ecológico é uma derivação da "pegada ecológica", que estima qual a área do planeta que cada pessoa precisa para suportar o seu estilo de vida.

Outro conceito é o da biocapacidade de renovar os recursos - de uma cidade, uma região, um país ou da Terra como um todo. Segundo os últimos cálculos da organização não-governamental Global Footprint Network, cada português precisava, em 2002, de 4,2 hectares de recursos do planeta. Mas o país só tinha capacidade para suprir 1,7 hectares por pessoa. Por habitante, havia então um débito de 2,5 hectares.

Com base neste tipo de dados, a New Economics Foundation (NEF), outra organização não-governamental, passou a determinar o dia exacto em que o salário ecológico anual da Terra termina. E "o dia em que a humanidade começa a comer a Terra", como define um comunicado da NEF, ocorre cada vez mais cedo. Em 1987, o "dinheiro" acabou em 19 de Dezembro. Em 1995, a data estava já em 21 de Novembro. E este ano a conta entrou no vermelho esta semana, no dia 9 de Outubro."


Fonte: Público, 10/10/2006

10 outubro, 2006

Lixo electrónico - Guia verde dos produtores

Criança chinesa desmontando lixo electrónicoA Greenpeace criou um ranking destinado a classificar o desempenho ambiental de empresas líder no mercado mundial (principalmente de computadores portáteis e telemóveis) de produção de bens de consumo electrónicos.

Este Guia Verde foi efectuado únicamente com base em informação disponibilizada ao público e pretende classificar o desempenho destas empresas em assumir a responsabilidade pelo descarte dos resídous dos seus produtos e em agir de forma a minimizar ou eliminar os efeitos nocivos que estes possam produzir no ambiente.

Empresas com pior desempenho: Lenovo e Motorola.
As mais limpas: Nokia e Dell.

Consulte aqui o Guia Verde da Greenpeace.

03 outubro, 2006

UNEP avalia impacte ambiental do conflito no Líbano


" Uma equipa das Nações Unidas começou hoje no Líbano um levantamento sobre as consequências ambientais do último conflito com Israel. O grupo, constituído por peritos internacionais e coordenado pelo Programa das Nações Unidas para o Ambiente (UNEP, da sigla em inglês), vai manter uma estreita colaboração com as autoridades libanesas. O objectivo é identificar potenciais riscos para a saúde humana, a vida selvagem e o ambiente.

Os pontos mais críticos estão à partida identificados. É o caso da Central Termoeléctrica de Jiyyeh, a Sul de Beirute, que descarregou entre 10 mil e 30 mil toneladas de fuel-óleo para o Mediterrâneo depois de ter sido atingida por bombardeamentos israelitas em meados de Julho. Poucos dias depois, era também bombardeada uma fábrica de vidro no Vale de Bekaa, um dos locais a visitar pelo grupo de peritos.

A equipa pretende avaliar ainda os riscos de poluição nas infra-estruturas de abastecimento de água e saneamento, assim como nos hospitais. «É urgente avaliar a herança ambiental do recente conflito e colocar em marcha um vasto programa de limpeza de locais poluídos e contaminados», declara Achim Steiner, vice-secretário-geral das Nações Unidas e director executivo do UNEP.

Em Agosto, o UNEP iniciou também um trabalho de limpeza da costa do Líbano, afectada por um grande derrame de petróleo. Estas acções vêm na sequência de apelos feitos às Nações Unidas pelo ministro do Ambiente do Líbano, Yacoub Sarraf."

Fonte: portal Ambiente Online

30 setembro, 2006

CineEco 2006

TAGGART SIEGEL (EUA, 2005)O Cine’Eco – Festival Internacional de Cinema e Vídeo de Ambiente da Serra da Estrela, que decorre este ano de 20 a 29 Outubro é uma iniciativa que a Câmara Municipal de Seia, através da sua Empresa Municipal de Cultura e Recreio e em parceria com várias entidades, tem vindo a realizar anualmente em meados de Outubro, desde 1995.

Trata-se de um certame que se tem afirmado no panorama nacional e internacional, sendo considerado dos melhores festivais europeus de cinema de ambiente, dada a qualidade dos filmes a concurso, que habitualmente são enviados de todos os cantos do mundo.

O Festival, que decorre na Casa Municipal da Cultura (Av. Luís Vaz de Camões), para além da secção competitiva, contempla igualmente vários ciclos de cinema, além de um conjunto de outras iniciativas paralelas, como sejam exposições, concertos e palestras.

A presença em Seia durante os 10 dias do festival de realizadores, actores e outras figuras do mundo do espectáculo, costuma ser também um factor positivo para uma cidade situada no interior do país, na Região de Turismo da Serra da Estrela, que se quer afirmar para o exterior.

29 setembro, 2006

Workshop sobre Compras Públicas Ambientalmente Orientadas

Dia 25 de Outubro terá lugar em Lisboa (edifício L do campus do INETI, Estrada do Paço do Lumiar, nº22), um dia completo de workshops dedicado ao tema das Compras Públicas Ambientalmente Orientadas.
O evento é de participação livre, mas tem como destinatários principais, os profissionais da área de compras e aprovisionamento do sector público e privado, assim como decisores políticos, empresas de consultoria e organizações locais e regionais.

A Comissão Europeia, em cooperação com o ICLEI – Local Governments for Sustainability e o Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação (INETI/CENDES), está a cargo da organização deste evento, cujos principais objectivos são, a sensibilização para os benefícios que advém das Compras públicas ambientalmente orientadas e a divulgação de instrumentos para a sua implementação.

As Compras públicas ambientalmente orientadas constituem uma abordagem de integração de critérios ambientais nas compras públicas, com o objectivo de reduzir os impactes no ambiente e saúde humana.

As autoridades públicas, através da forma como processam as suas compras, podem contribuir significativamente para o desenvolvimento sustentável. Com um enorme poder de compra, cerca de 16% do PNB europeu, estas organizações, podem influenciar de forma significativa os fornecedores e estimular toda a cadeia de produção de produtos e serviços sustentáveis, através de por exemplo: edifícios escolares e iluminação pública energeticamente eficiente, serviços de cattering com produtos biológicos e transportes públicos menos poluentes.

Para consulta:

Programa do workshop

Ficha de inscrição

27 setembro, 2006

Conferência a não perder HOJE - Gonçalo Ribeiro Telles

No âmbito da Licenciatura em Engenharia do Ambiente do Instituto Superior Técnico (IST), realizam-se as Conferências de Ambiente de A a Z, em Lisboa.

A próxima decorre hoje ás 16h na sala VA3 do IST, intitula-se "Cícero, o conceito de 2ª natureza e a construção da Paisagem. Instrumentos de intervenção no território. A nova Lei da REN" e conta com a presença do Arquiteto Paisagista Gonçalo Ribeiro Telles, notável pioneiro do Ambientalismo em Portugal.

22 setembro, 2006

22 de Setembro - Dia Europeu sem Carros


Celebra-se hoje, inserido nas comemorações da semana da mobilidade, o dia Europeu sem carros com o tema este ano a ser "Aterações Climáticas", sendo a efeméride assinalada em 80 cidades portuguesas e um pouco por toda a europa.

Seis anos depois do lançamento da campanha do Dia Europeu sem Carros, e quatro depois do lançamento da Semana Europeia da Mobilidade em que Portugal prontamente se comprometeu a participar, divulgar e dinamizar estes eventos, muito pouco mudou, e se mudou foi, invariavelmente para pior. A verdade é que de uma maneira geral o panorama da mobilidade nas cidades e vilas deste nosso país real tem decrescido, assim como a intensiade e eficácia das comemorações.

O facto de estarmos perante um cenário de crise económica a nível nacional poderá explicar a pouca atenção dada a um tema que indirectamente pode e deve influeciar em muito a qualidade de vida das populações. A falta de ciclovias, ruas pedonais, melhores transportes públicos e concertação entre os diferentes tipos de transportes, falta de estacionamentos gratuitos perto das estações intermodais e os próprios preços dos bilhetes de tranportes ou de passes sociais podem começar por explicar a baixa aderência que se verifica na aceitação dos transportes públicos como meios preferenciais de deslocamento nos centros urbanos, especialmente nas zonas metropolitanas de Lisboa e Porto.


É também certo que nem tudo pode imputado ao poder local e central, uma vez que muitos dos hábitos dos portugueses tardam a ser mudados. Associando um crescimento de novo riquismo em que não são raras as vezes que existem tantos transportes individuais como pessoas no agregado familiar, ao sentido de cidadania que agora desponta, possivelmente associado a uma democracia imberbe, a verdade nua e crua é que depende de cada um de nós exigir e fazer por uma melhoria das condições de vida e inerentes melhorias da qualidade de vida.

Para saber o que foi e está a ser feito na sua cidade durante esta semana aceda Aqui !
Boa Mobilidade!