08 junho, 2006

8 de Junho - Dia Mundial dos Oceanos


Comemora-se hoje o Dia Mundial dos Oceanos, data que assinala a ligação estreita do Homem com os Oceanos e chama a atenção dos demais para as problemáticas destes ecossistemas vitais para o equilíbrio a nível planetário. A verdade é que apesar de os Oceanos nos alimentarem, regularem o clima, fornecerem uma farmacopeia de potenciais medicamentos e inspiração ilimitada, continuamos a tratá-los como uma lixeira, dizimam-se populações de peixes ou destroem-se habitats cruciais.

É por isso que se deve continuar a comemorar este dia e Os Ambientalistas se associam a ele cientes da importância destes corpos masivos de água que nomeiam o Planeta de Azul.

Hoje no Museu do Mar em Cascais vai haver um dia dedicado a esta temática com o cerne da questão a incidir em "Oceanos: recursos (in)finitos!?"


Começa também hoje a exposição SOS Oceano no Oceanário de Lisboa em que se propõe aprender como se pode explorar os Oceanos de uma forma sustentada, garantindo a sua sobrevivência para as gerações futuras. Dias 9, 10 e 12 de Junho haverá também lugar a um arraial junto ao oceanário com a bela da sardinha assada.

Mais uma vez aqui fica a sugestão para o dia dos Oceanos. Que melhor maneira de comemorar os Oceanos do que com um mergulho refrescante...

05 junho, 2006

5 de Junho - Dia Mundial do Ambiente


O dia Mundial do Ambiente, comemorado todos os anos a 5 de Junho, tem como tema no ano de 2006 os Desertos e a Desertificação, tema que merece toda a atenção política e do publico em geral. O slogan das comemorações deste ano é qualquer coisa como: "Não desertifiques as terras secas", dando assim enfase à importancia da protecção das terras secas que ocupam mais de 40 % da superfície planetária. Estes ecossistemas são a casa de um terço da população mundial sendo dos mais vulneráveis membros da sociedade.

As comemorações mundiais vão-se realizar na Argélia, enquanto que em Portugal, um pouco por todo lado, o dia não é esquecido, destacando-se a apresentação do estudo elaborado pela UNL sobre a qualidade do ar na baixa lisboeta e Bairro Alto na Feira do Livro de Lisboa a partir das 19 horas.

Um Bom dia do Ambiente são os votos d'Os Ambientalistas.

04 junho, 2006

Cordão humano pelo ambiente

No âmbito do lançamento de uma campanha europeia tendente a alertar os cidadãos para a influência que os seus gestos diários têm no ambiente (especificamente os consumos de energia que fazem aumentar as emissões poluentes) ontem, mil pessoas (maioritariamente ciclistas) formaram um cordão humano, em Lisboa, contra as alterações climáticas.

“Queremos cumprir Quioto para que esta zona não fique submersa”, lia-se numa faixa da associação ambientalista Quercus, que se associou à iniciativa da Comissão Europeia, lançada nos 25 países da União.

O dirigente da Quercus, Francisco Ferreira, afirmou que Portugal se afastou das metas do Protocolo de Quioto. “Achamos que este plano está no bom caminho, mas devia ir mais além. Somos ainda um país muito dependente das energias fósseis e o Governo é muito optimista”, disse, referindo-se ao Plano Nacional de Licenças de Emissão (PNALE), que se encontra em consulta pública até dia 15.

Fonte: O Primeiro de Janeiro

02 junho, 2006

Site Educação Ambiental

Já vai com um dia de atraso, mas já que ontem se celebrou o Dia Mundial da Criança, fica aqui uma sugestão bem interessante de um site para crianças sobre vários assuntos ambientais.

Tirando o pequeno (grande) pormenor do site ser em inglês, as crianças que o visitem vão poder ficar a saber por exemplo como ter um carro sem de facto possuir um (até os adultos devem querer saber isto), como criar uma cidade sem automóveis e toda uma panóplia de outras atitudes que os mais pequenos podem desde já começar a adoptar para criarem um futuro melhor.Aliás o site chama-se Create your future.

Podem consultá-lo aqui

Nova Estratégia Nacional de Desenvolvimento Sustentável

Segundo uma notícia avançada pela Agência Lusa, já em finais de Abril, a Estratégia Nacional de Desenvolvimento Sustentável deverá estar pronta no Verão:

Ao fim de quatro anos de preparação e de várias versões, Portugal deverá ter uma Estratégia Nacional de Desenvolvimento Sustentável (ENDS) no início do segundo semestre de 2006. A proposta de ENDS deverá ser aprovada "brevemente" em Conselho de Ministros e colocada depois em discussão pública, prevendo-se que esteja pronta para ser aplicada "ainda no Verão", disse Carlos Zorrinho, à margem de um debate sobre o tema, organizado pelo Conselho Nacional de Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CNADS).
Carlos Zorrinho, que é também coordenador da Estratégia de Lisboa e do Programa Tecnológico, sublinhou a importância de a proposta incorporar e articular vários planos sectoriais - alguns dos quais já em vigor - e reunir o máximo de contributos e consenso.

As linhas gerais da estratégia, que foram hoje apresentadas por Gonçalves Henriques, membro da equipa da ENDS, assentam em três metas transversais:
- colocar Portugal em 2015 num patamar de desenvolvimento próximo da média
europeia,
- entre os primeiros 15 países do Índice de Desenvolvimento Humano
do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e
- entre os primeiros 25 mais competitivos do mundo.

Para tal, deverá ser seguido um conjunto de orientações estratégicas que se centram no desenvolvimento económico, na coesão social e na protecção e valorização do ambiente.

As principais críticas à versão em discussão da ENDS prendem-se com a forma de forma de integrar os vários planos nacionais nesta estratégia e à maneira de compatibilizar o desenvolvimento económico com a preservação dos recursos, como acontece com a construção e o turismo. No que diz respeito ao primeiro ponto, o CNADS aponta o Plano Energético Nacional e o Plano para as Alterações Climáticas, o desenvolvimento regional e local, os sectores do turismo e das pescas, ou a articulação com o futuro Plano de Acção Ambiente e Saúde. O CNADS considerou ainda que a reforma fiscal "ecológica" se mantém "como uma das omissões mais importantes da ENDS".

Fonte: Agência Lusa

01 junho, 2006

Conferência - "Estratégias Regionais para reduzir emissões de gases com efeito de estufa e mitigar a poluição do ar e da água."

Vai ser realizada amanhã a conferência: "Regional Strategies to reduce Greenhouse Gases, mitigate air and water pollution. What is required?"

A conferência será proferida pela Dra Stephanie Pincetl, especialista em planeamento urbano e sustentabilidade, Directora do Urban Center for People and the Environment, e professora visitante na UCLA.

Os seus interesses incluem o ordenamento e governação urbana, e a criação de interfaces entre cientistas, economistas e decisores. Parte da sua actividade recente está relacionada com a implementação de boas práticas de ordenamento e decisão na cidade de Los Angeles.

A Conferência será seguida de debate moderado pelo Prof. Filipe D. Santos.

2 de Junho de 2006, 12h
Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Edifício C6, Sala 6.2.56, Campo Grande

29 maio, 2006

TreeHugger - A montra "verde"

TreeHugger é uma revista online que se dedica a divulgar produtos que aliam uma estética moderna com uma atitude ambientalmente responsável.

É portanto uma página de cariz "verde", com produtos inovadores e inspiradores, cuja consulta recomendamos.

25 maio, 2006

O contributo das autarquias locais e regionais para o combate às alterações climáticas

Está disponível para consulta aqui o Parecer do Comité das Regiões sobre «O contributo das autarquias locais e regionais para o combate às alterações climáticas».

Este parecer parte de algumas considerações prévias interessantes, por exemplo salientando que "as pessoas que mais sofrem com as alterações climáticas são muitas vezes as camadas mais pobres da população, tanto na UE como nos países terceiros, e que as suas capacidades de adaptação aos efeitos destas alterações são frequentemente limitadas."

Sublinha também que "as autarquias locais e regionais desempenham um papel vital e indispensável no quadro da segurança climática; é ao nível destas instâncias que se concentra a
responsabilidade de promover o bem-estar de uma determinada região, o fornecimento dos serviços essenciais, a capacidade de influenciar os estilos de vida e de trabalho das pessoas, os
poderes de execução, o saber-fazer operacional e a legitimidade democrática. Mediante o recurso a fontes de energia sustentável, as autarquias locais e regionais podem fazer um contributo significativo, incomparável com o de qualquer outra organização, para a estabilidade do clima".

Este é um documento interessante porque reforça também a visão das alterações climáticas como uma oportunidade e não só uma ameaça,

São apresentados exemplos de acções já realizadas ao nível local e regional, e como recomendações podemos destacar o apelo à Comissão para que reconheça o papel único que é desempenhado pelas autarquias locais e regionais e a solicitação à Comissão para que faça com que "as autarquias locais e regionais tenham um acesso mais amplo, mais uniforme e em tempo real aos dados sobre o consumo de energia que são significativos ao nível local e que são igualmente válidos para os aglomerados com menos habitantes, garantindo a privacidade dos utilizadores."

17 maio, 2006

Programa Nacional da Política do Ordenamento do Território

O Primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou hoje que o Governo quer negociar com a Associação Nacional dos Municípios Portugueses (ANMP) um novo sistema que simplifique o actual quadro regulamentar ao nível da gestão do ordenamento do território.

As palavras do primeiro-ministro foram proferidas no final da sessão de apresentação do Programa Nacional da Política do Ordenamento do Território (PNPOT) , na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

O PNPOT, aprovado em Conselho de Ministros no passado dia 8 de Março, é um documento que o Governo pretende que reflicta uma visão nacional do ordenamento do território em Portugal e estará em discussão pública nos próximos 60 dias.
Falando depois de um intervenção do ministro do Ambiente, do Ordenamento e do Desenvolvimento Regional, José Sócrates considerou que o país "vive confrontado com uma selva regulamentar" ao nível da gestão do ordenamento do território.

"Temos uma situação preocupante, que condiciona a actividade económica, inviabiliza o desenvolvimento sustentado do país e permite atentados ao ambiente", apontou o chefe do Governo, perante uma plateia com cerca de três centenas de pessoas, entre as quais se encontravam vários autarcas.

"O Governo quer sentar-se à mesa e negociar com a ANMP um sistema mais transparente, mais coerente, com responsabilidades bem diferenciadas e mais expedito no que respeita ao ordenamento do território", afirmou.

De acordo com José Sócrates, o executivo pretende ainda com o novo sistema de gestão do território "reduzir a carga administrativa que há em muitas decisões e acabar com prazos que são incompreensíveis".

Na sua intervenção, José Sócrates defendeu os resultados da solução do seu Governo de juntar no mesmo ministério ambiente e ordenamento do território.

"Essa decisão não foi neutra, porque quisemos que a política de ordenamento do território tivesse sempre em conta a defesa do ambiente, as questões de conservação do nosso património natural e o objectivo de desenvolvimento sustentado", disse.

Segundo Sócrates, o PNPOT, que após o período de discussão pública, deverá ser aprovado pela Assembleia da República no final do ano, "definirá as orientações estratégicas do Estado Português para os ministério, para as regiões e para os municípios ao nível do ordenamento do território".

"O PNPOT é da maior importância para uma visão orientada para o desenvolvimento sustentado. Os valores naturais do país têm de ser salvaguardados em benefício das gerações futuras", disse.

José Sócrates falou ainda sobre a dicotomia entre plano e mercado, para se pronunciar sobre a medida em que defende a intervenção do Estado em matéria de ordenamento do território.
"É certo que o planeamento não é tudo, mas abdicar de planear e deixar tudo ao mercado é o mesmo que confiar somente na sorte", sustentou, antes de defender que o Estado "deve ter uma concepção de conjunto sobre o território nacional".

Antes de José Sócrates, o ministro Nunes Correia, referiu que a lei de bases do ordenamento do território "determinou em 1998 uma hierarquia de planos: pormenor, director municipal, de ordenamento regional e nacional".

"Mas oito anos depois, continuamos sem que tenham sido produzidos os documentos de ordenamento regional - os PROT - e de ordenamento nacional, o PNPOT" , lamentou o membro do executivo, para quem esta situação "criou disfunções da maior gravidade".

De acordo com Nunes Correia, tanto o PNPOT, como os PROT, "entrarão em vigor no início de 2007", o que permitirá "simplificar procedimentos administrativos".

"Com a entrada em vigor do PNPOT e dos PROT, Portugal terá uma matriz importante para os investimentos a realizar no âmbito do novo quadro comunitário de apoio 2007/2013", acrescentou o titular das pastas do Ambiente e do Ordenamento do Território.

Nunes Correia acrescentou que a ambição do executivo socialista "é ter no final da legislatura", em 2009, "um panorama jurídico mais simples, mais célere e transparente ao nível do ordenamento do território".

Antes da intervenção do ministro, o PNPOT foi apresentado pelo secretário de Estado do Ordenamento do Território e Cidades, João Ferrão.

"Conhecer para projectar, projectar para agir", foi assim que o secretário de Estado sintetizou o documento do Governo, frisando que o PNPOT, a partir do momento em que entre em vigor, "deixará claro quem deve fazer o quê" em matéria de ordenamento do território."


O PNPOT está em fase de consulta pública até 9 de Agosto e encontra-se disponível aqui.


2ª Sessão do Workshop - O Direito na Intervenção Ambiental

Novas formas de activismo e protecção ao activista: contributos para a causa ambiental

20 Maio 2006, das 10h às 17h
Local: Biblioteca/Museu República e Resistência - Espaço Cidade Universitária
Rua Alberto de Sousa - Zona B do Rego, Lisboa

Organização: RADICA

A 2ª Sessão do Workshop DIA - O Direito na Intervenção Ambiental tem como tema “Novas formas de activismo e protecção ao activista: contributos para a causa ambiental”. Esta iniciativa está a ser promovida pela RADICA - Rede de Acção para a Denúncia e a Intervenção em Crimes Ambientais, com o contributo de vários cidadãos e organizações.

A 2ª sessão do workshop tem como principais objectivos: possibilitar a formação de activistas a actuarem nesta rede, promover a discussão sobre as formas de activismo já aplicadas na área da defesa do ambiente, as novas formas de activismo utilizadas em vários países, o enquadramento legal para a protecção aos activistas em Portugal, e ainda a partilha de experiências entre alguns activistas que de alguma forma experimentaram diferentes formas de activismo.

A rede pretende complementar a acção de cidadãos e organizações a actuarem especificamente na defesa do ambiente. Para tal tem vindo a estabelecer como principais objectivos: promover a denúncia de crimes ambientais, criar novas formas de contacto com os cidadãos nas matérias ambientais, reforçar entre os activistas alguma inovação na sua linguagem e nas suas formas de intervenção no terreno, proteger de forma eficaz os activistas e ainda criar propostas de alterações ao quadro legal que facilitem o activismo ambiental em Portugal.

Faça aqui o download do programa do workshop e do cartaz A3 para divulgação (pdf).