26 abril, 2006
O mais grave acidente tecnológico da história da humanidade
A evocação está marcada para as 21h00 na sede da Campo Aberto, na qual participam também outras duas estruturas congéneres, a Quercus e o GAIA.
José Carlos Marques, da Campo Aberto, disse à Agência Lusa que «o objectivo é assinalar a efeméride do que foi e continua a ser o maior acidente tecnológico da história da humanidade, mais premente nesta altura em que os defensores da indústria nuclear pretendem impor a Portugal a construção de centrais nucleares».
Em comunicado, a Plataforma Não ao Nuclear considera que «não passa de propaganda a ideia de que existiriam centrais nucleares de nova geração não sujeitas à eventualidade de um acidente grave».
Para esta organização, «apesar dos esforços de aperfeiçoamento dos sistemas de segurança», a hipótese de ocorrer um acidente grave numa instalação nuclear «não pode ser eliminada».
A seguir à cerimónia de evocação do acidente de Chernobil será lançado o livro “A maldição das bruxas de Ferrel”, de Mariano Calado.
A Plataforma Não ao Nuclear foi criada a 19 de Março último, 30 anos depois da manifestação do povo de Ferrel, concelho de Peniche, contra a construção de uma central nuclear na freguesia. A Plataforma está neste momento em fase de instalação, devendo anunciar até ao final de Maio um conjunto de iniciativas destinadas a alertar contra a opção nuclear, de novo na ordem do dia.
Fonte: Agência Lusa
24 abril, 2006
Nova legislação sobre comportamento térmico dos edifícios
Estes diplomas entrarão em vigor 90 dias após a sua publicação, o que significa que a aplicação das normas neles contidas entrarão em vigor a partir de Julho de 2006.
Decreto-Lei n.º 78/2006, de 4 de Abril
Aprova o Sistema Nacional de Certificação Energética e da Qualidade do Ar Interior nos Edifícios e transpõe parcialmente para a ordem jurídica nacional a Directiva n.º 2002/91/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de Dezembro, relativa ao desempenho energético dos edifícios.
Decreto-Lei n.º 79/2006, de 4 de Abril
Aprova o Regulamento dos Sistemas Energéticos de Climatização em Edifícios (RSECE).
Revoga o Decreto-Lei n.º 118/98.
Decreto-Lei n.º 80/2006, de 4 de Abril
Aprova o Regulamento das Características de Comportamento Térmico dos Edifícios (RCCTE).
Revoga o Decreto-Lei n.º 40/90.
Fonte: Ordem dos Engenheiros
17 abril, 2006
Relatório Anual do Sector de Águas e Resíduos em Portugal
Este relatório, que será editado anualmente, foi elaborado com a colaboração de varias entidades intervenientes no sector, pretendendo contribuir para a divulgação de informação relevante e de referência sobre os serviços de águas e resíduos.
Relatório Anual dos Serviços de Águas e Resíduos em Portugal - 2004
Volume 1 – Caracterização geral do sector
Volume 2 – Caracterização económica e financeira do sector
Volume 3 – Avaliação da qualidade do serviço prestado aos utilizadores
Volume 4 – Controlo da qualidade da água para consumo humano
12 abril, 2006
Relatório de Estado do Ambiente 2004
Foi apresentado no passado dia 10 de Abril, em Lisboa o Relatório do Estado do Ambiente em Portugal 2004.Aqui podem ver em formato excel informações quantitativas acerca do estado do Ambiente em Portugal, por descritor ambiental, e comparar estes valores com a média europeia.
06 abril, 2006
Capitalismo Natural Vs. Capitalismo Industrial
Durante algumas décadas, muitos cientistas patrocinados principalmente por países altamente industrializados insistiram na possibilidade de se criar em laboratório as condições necessárias para a continuidade da vida, como se fosse possível tornar-se independente da natureza. Porém, já foi comprovado que isto não é possível.
Para que exista actividade económica são necessários dois importantes ingredientes: seres humanos e recursos naturais. É por este motivo que o Capitalismo Industrial desafia sua própria lógica, pois destrói sua maior fonte de capital. Essa fonte é o capital natural, que fornece "serviços de ecossistemas", como ciclos de alimentação, estabilidade climática, composição atmosférica e produtividade biológica.
Os sistemas industriais retiram da natureza um capital natural de altíssima qualidade e devolvem resíduos contaminantes ou poluentes. Se mantivermos os actuais padrões de uso e degradação da natureza e as mesmas tecnologias de produção, pouco restará dos nossos recursos. Os sistemas vivos estão a perder a capacidade de sustentar a continuidade do processo de vida.
Foi desta forma que físico nuclear e analista ambiental Amory Lovins, P. Hawken e L. H. Lovins criaram a base para a Nova Revolução Industrial: o Capitalismo Natural. Baseado na capacidade do homem de produzir mais e poluir menos, usando tecnologia e conhecimentos já existentes, oferece subsídios para que as empresas possam duplicar a produtividade utilizando apenas a metade dos recursos naturais.
A teoria subjacente ao Capitalismo ambiental procura demonstrar que os negócios e os interesses ambientais se complementam, para satisfazer melhor as necessidades dos clientes, aumentando lucros e, ao mesmo tempo, ajudando a resolver os próprios problemas ambientais.
Adaptado de um artigo de Olimpio Araujo Junior - Livraria Ecoterra
Ver aqui o artigo completo
Veja também:
Nuclear power: economics and climate-protection potential (pdf em Inglês) - Armory Lovins fala neste artigo das consequências, para o ambiente e economia, de um subsidiamento da energia nuclear, face à tendência actual para o crescimento do mercado das energias renováveis descentralizadas.
Four Steps to Self-Reliance The story behind Rocky Mountain Institute's Economic Renewal Project
Climate: Making Sense and Making Money
04 abril, 2006
Jornal electrónico sobre ambiente lançado pela Câmara de Lisboa
«Queremos com este espaço divulgar mais e mais notícias sobre ambiente, sensibilizar toda a comunidade para as boas práticas ambientais e contribuir para uma maior consciência social sobre a importância de preservarmos o ambiente e reforçar o exercício da nossa cidadania», afirma o vereador do Ambiente e Espaços Verdes, António Proa, na primeira edição do «E-Pólen».
O projecto, que nesta edição apresenta algumas medidas adoptadas pela Câmara Municipal, como a substituição e plantação de novas árvores ou a remodelação da Mata de São Domingos de Benfica, terá uma periodicidade mensal.
Segundo a autarquia, o «E-Pólen», dirige-se a todos os munícipes, estabelecimentos de ensino e organizações não governamentais da área do ambiente.
O gabinete do vereador António Prôa pretende incentivar a participação dos munícipes, pedindo o envio de «sugestões, contributos e ideias».
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Fonte: Diário Digital / Lusa
02 abril, 2006
Mentira de 1 de Abril
Avizinha-se uma legislatura de "mais do mesmo" em termos de gestão do litoral, ou seja a situação tal como a conhecemos hoje em dia continua precisamente a ser esta:
A grande fragmentação de responsabilidades entre as instituições que intervêm na gestão da orla costeira cria conflitos de natureza jurisdicional e impede ou dificulta a resolução das questões concretas relativas ao desenvolvimento sustentável tanto ao nível das entidades públicas como privadas. Por outro lado, estas diversas instituições têm perspectivas, prioridades e interesses muito diversos e de difícil compatibilização.
A inexistência de um mecanismo de coordenação prejudica a gestão integrada e sustentável da orla costeira e tende a promover um desenvolvimento baseado na solução de conflitos de forma casuística, nomeadamente por via de mecanismos de pressão sobre as instituições e o recurso a processos dilatórios.
Esta declaração (cedida à Quercus há já algum tempo) era a única verdade contida na notícia de ontem. Esta foi proferida pelo Prof. João Alveirinho Dias, investigador e docente da Universidade do Algarve, e que é, de facto, um especialista ao nível da Gestão do Litoral.
01 abril, 2006
Governo vai criar "Super"-Instituto do Litoral - Mentira de 1 de Abril

Segundo a mesma fonte, criar-se-á um Instituto do Litoral que terá como principal competência a Gestão integrada e sustentável do Litoral Português.
"A grande fragmentação de responsabilidades entre as instituições que intervêm na gestão da orla costeira cria conflitos de natureza jurisdicional e impede ou dificulta a resolução das questões concretas relativas ao desenvolvimento sustentável tanto ao nível das entidades públicas como privadas. Por outro lado, estas diversas instituições têm perspectivas, prioridades e interesses muito diversos e de difícil compatibilização. A inexistência de um mecanismo de coordenação prejudica a gestão integrada e sustentável da orla costeira e tende a promover um desenvolvimento baseado na solução de conflitos de forma casuística, nomeadamente por via de mecanismos de pressão sobre as instituições e o recurso a processos dilatórios", afirmou um reputado especialista em Gestão do Litoral.
Com a criação deste Super-Instituto o Governo tenciona terminar com a inépcia que até agora se tem verificado, bem como criar um mecanismo de coordenação que aglomere várias competência até agora distribuídas por institutos como o ICN, CCDR´s, Institutos Portuários, Capitanias, entre outros.
Esta medida mereceu desde logo o regozijo das várias associações de defesa do ambiente.
29 março, 2006
Portugal propõe classificação de três fontes hidrotermais

"Portugal vai propor até ao final do ano a criação de três novas reservas marinhas para abranger fontes hidrotermais no arquipélago dos Açores, foi hoje anunciado na COP 8 (Conferência das Partes) da Convenção para a Diversidade Biológica que está a decorrer em Curitiba, no Brasil, até sexta-feira.
Em causa está uma espécie de géisers submarinos que, devido à libertação dos gases, tornam aquelas zonas muito quentes e peculiares em termos dos valores naturais.
Duas destas fontes localizam-se na Zona Económica Exclusiva portuguesa e uma terceira já fora desta área, embora Portugal "tenha ainda alguma jurisdição", explicou o presidente do Instituto de Conservação na Natureza (ICN), João Menezes.
A proposta vai ser submetida à Ospar (Convenção para a Protecção do Meio Marítimo do Atlântico Nordeste), que tem como missões prevenir e combater a poluição e proteger a zona marítima contra os efeitos prejudiciais de actividades humanas.
"O que competirá ao Estado português é a gestão dessas áreas", adiantou o presidente do ICN.
João Menezes disse ainda que Portugal pode ter muito a ganhar com o conhecimento das espécies que se desenvolvem nestes locais.
"Existem microorganismos que sobrevivem nestes sítios, com temperaturas superiores a cem graus centígrados. Portugal tem todo o interesse em ficar na posse de conhecimentos sobre estes recursos únicos".
O acesso e partilha dos benefícios naturais tem sido, aliás, uma questão central na COP 8.
"Muito do que está a ser discutido tem a ver com a integração da biodiversidade nos aspectos económicos e sociais. Há interesse em aumentar a participação das comunidades locais para que os benefícios dos valores naturais revertam também a seu favor", disse João Menezes.
O responsável do ICN salientou que dever-se-á caminhar no sentido da criação de um "mercado da biodiversidade", com a atribuição de valor económico aos valores naturais.
"A ideia é haver um levantamento do que vale a biodiversidade para que esta componente possa funcionar numa lógica de mercado, à semelhança do que aconteceu com o carbono: os que beneficiam da biodiversidade poderiam desfrutar de mais valias e os que prejudicam seriam penalizados", explicou. (in Publico)"
Potência instalada em energia renovável cresceu 82 megawatts em Janeiro

" A produção total de energia eléctrica a partir de fontes de energia renováveis registou um aumento de 82 megawatts em Janeiro, em relação a Dezembro do ano passado, devido à entrada em funcionamento de uma nova central minihídrica e de três novos parques eólicos, revela a Direcção-Geral de Geologia e Energia.
No final de Janeiro de 2006, o total de potência instalada renovável atingiu 6271 megawatts (MW).
Nesse mês, o total da potência instalada eólica era de 1041 MW - distribuída por 104 parques, com um total de 679 aerogeradores em todo o país -, registando um acréscimo de 86 por cento na produção relativamente a Janeiro de 2005. Mais de 70 por cento da potência instalada situa-se em parques com menos de 25 MW.
Até Janeiro de 2006 estavam licenciados 2789 MW de potência eólica. Até 2007 o país deverá ter mais de dois mil MW no sistema eléctrico nacional.
A subida das renováveis fica marcada pelo aumento da produção das grandes hídricas nas bacias do Tejo, Mondego, Douro, Cávado e Lima. As bacias do Tejo e Lima quase triplicaram a sua produção.
"A incorporação de FER [ fontes de energia renováveis] no consumo bruto de energia eléctrica (...) foi de 35 por cento em 2005", revela a Direcção-Geral de Geologia e Energia. "Portugal foi, em 2005, o quinto país da União Europeia a 15 com maior incorporação de energias renováveis".
A produção de electricidade a partir de FER está concentrada no norte, principalmente nos distritos de Bragança (992 MW), Viana do Castelo (780), Vila Real (609), Coimbra (565), Viseu (558) e Guarda (508).
Excluindo a grande hídrica, Viseu (308 MW), Coimbra (298), Vila Real (229), Lisboa (192) e Braga (157) são os principais distritos em termos de potência instalada, representando 58 por cento do total.
Portugal assumiu o compromisso de produzir, em 2010, 39 por cento da sua electricidade final com origem em fontes renováveis de energia. " (in Publico)