09 fevereiro, 2006

Pombos monitorizam qualidade do ar!


Resolvi postar esta notícia que tem tanto de inovador como de caricato.

Um bando de pombos apetrechados com mochilas com telefones portáteis vai ser utilizado para monitorizar a poluição do ar, segundo um artigo da revista New Scientist.

Os 20 pombos vão ser soltos nos céus de San Jose, Califórnia em Agosto, carregando este pack enviando as informações por mensagens de texto para um "pigeon blog", acessível na Internet.

A ideia é fruto da imaginação da investigadora Beatriz da Costa da Universidade da California e dois dos seus estudantes que construiram um protótipo do equipamento dos pombos contendo um telemóvel com um cartão SIM e chips de comunicação, receptor GPS e sensores capazes de detectar Monóxido de Carbono e Dióxido de Azoto.

Em Lisboa quase que dava para criar a maior rede de monitorização da qualidade do ar...

05 fevereiro, 2006

Carta da Caparica - "Recomendações para a Acção XXI Litoral"


A Carta da Caparica foi aprovada por aclamação na presença do Exmo. Senhor Secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades, Professor João Ferrão.

A comissão Cientifica e a Comissão Organizadora do Workshop "Acção XXI Litoral: Contributos para uma Estratégia do Litoral Português", congratulam-se pelo excelente espírito de colaboração, empenho, intercâmbio e trabalho em equipa, com destaque para a forte atitude positiva contribuindo decisivamente para o sucesso da iniciativa e para a “ACÇÃO XXI LITORAL”.

Durante dois dias, 220 participantes provenientes de todo o país e representando a sociedade civil, instituições publicas, as universidades, as empresas, as ONG’s, associações profissionais entre outros, debateram e reflectiram sobre os principais desafios à implementação de uma política de desenvolvimento sustentável para a zona costeira portuguesa.

A Carta da Caparica com os princípios/vectores estratégicos recomendados para a ACÇÃO XXI LITORAL, foi aprovada por aclamação no plenário final com a presença do Exmo. Senhor Secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades, Professor João Ferrão, da Exma. Senhora Governadora do Distrito de Setúbal, Dra. Teresa Almeida do Exmo. Senhor Vice -Presidente da Câmara de Almada, Dr. José Gonçalves, do Exmo. Senhor Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, Eng. Fonseca Ferreira, da Arq. Margarida Almodôvar em representação do Instituto da Água, do Professor Veloso Gomes, Coordenador da Estratégia de Gestão Integrada da Zona Costeira Nacional e do Vice- Presidente da “Coastal Union”, Prof. Francisco Taveira Pinto.


Saudações sustentáveis

José Carlos Ferreira
(Coordenador da Comissão Organizadora)

João Farinha
(Coordenador da Comissão Cientifica)

Carta da Caparica

(recebido por e-mail)

02 fevereiro, 2006

Dia 2 de Fevereiro - Dia Mundial das Zonas Húmidas


Todos os anos neste dia celebra-se o Dia Mundial das Zonas Húmidas que relembra a data da adopção da Convenção das Zonas Húmidas em 1971 na cidade iraniana de Ramsar na costa do mar Cáspio. Desde 1997 que este dia é lembrado por agências governamentais, ONG's ou grupos de cidadãos que aproveitam a ocasião para salientar a importâcia destes ecossistemas sensibilizando a opinião pública para os problemas destes em geral e os abrangidos pela convenção de Ramsar em particular.

Esta data é celebrada um pouco por todo o mundo, sendo que em Portugal é apenas referido em ocasiões pontuais com destaque para a criação da Associação de Municípios da Ria de Alvor pelas Câmaras de Lagos e Portimão e um Colóquio do GEOTA com o tema: "Conservar zonas húmidas do Oeste para defender a biodiversidade". Os Ambientalistas, não podiam deixar de mencionar esta data cientes da importância deste tipo de ecossitemas como maternidades de espécies devido à sua elevada produtividade e protecção fornecendo água e outros recursos primários dos quais muitas espécias de plantas e animais dependem para a sua sobrevivência e crescimento.

Em Portugal estão classificadas 12 áreas classificadas na convenção de Ramsar como zonas húmidas de importância internacionalocupando uma área 66,096 hectares: Estuário do Tejo, Estuário do Sado, Lagoa de Albufeira, Lagoa de St. André e Lagoa da Sancha, Paúl da Arzila, Paúl de Boquilobo, Paúl de Madriz, Paúl de Tornada, Paúl do Taipal, Ria de Alvor, Ria Formosa, Sapais de Castro Marim.

Notícias adicionais:

30 janeiro, 2006

Calabria - Estado do Ambiente - Uma Reportagem

Costa CalabresaInserido no programa Leonardo da Vinci viajei até Italia, ou melhor, até à Calabria. Aqui publico uma pequena "reportagem" acerca de parte do estado do Ambiente da Calabria, que foi possível encontrar nos dois meses que lá passei.

A Calabria (região do sul da Itália) possui um vasto património natural de uma elevada importância, nomeadamente dadas as rotas migratórias da avifauna, que encontra ali refúgio após a travessia do Mediterrâneo. Os três parques nacionais de larga extensão (Sila, Pollino e Aspromonte) aí existentes, as centenas de guardas florestais encarregues da sua protecção, a rica costa mediterrânea, bem como a presença de ONGA`s internacionais (como a WWF), dizem bem da importância biológica desta zona.

No entanto, ao nível dos aglomerados urbanos, nota-se bem o facto desta ser, a zona menos desenvolvida de Itália e uma daquelas onde a criminalidade organizada mais se sente. Os problemas ambientais principais são aqueles relacionados com a qualidade de vida urbana, dos quais se destacam:

- trânsito caótico, associado a uma prevalência do automóvel sobre os restantes meios de transporte, levando a uma fraca oferta e pouco frequentados transportes públicos, à inexistência de vias cicláveis, bem como a péssimas condições para a circulação de peões, muito associadas a um estacionamento desregulado.
Desordenamento Costeiro- construção desordenada e por vezes ilegal (3788 casos só durante 2003), com um adicional hábito recorrente na população de não finalizar as habitações, deixando para gerações futuras os acabamentos de andares superiores, muitas vezes refugiada no facto de casas inacabadas, não pagarem os impostos municipais;
- mau funcionamento da recolha de RSU´s e baixa eficácia de recolha de resíduos diferenciados para reciclagem (~12%);
- falta de espaços verdes e de infra-estruturas de lazer (parques infantis, campos desportivos, etc);
Alta Tensão!- redes eléctricas de alta tensão a atravessarem a cidade sobre residências habitacionais;
- tratamento de àguas residuais pouco eficaz, tratando-se de algo bastante contestado pela população, nomeadamente pela vocação balnear desta região.

Também a um nível mais geral, considerando o Mediterrâneo, são frequentes as descargas dos cruzeiros que cruzam este mar, sendo nas zonas balneares de referência, os resíduos recolhidos junto à costa por "brigadas especiais".

Não será por acaso que duas cidades da Calábria (Vibo Valentia, Reggio Calabria), sejam recorrentemente classificadas (segundo a classificação de cidades "Ecosistema Urbano" da ONGA italiana "Legambiente") como aquelas com pior qualidade de vida em Itália, numa lista de mais de 100 cidades, onde a primeira cidade calabresa ocorre na 55ªposição.

Conservação da NaturezaNo entanto, as zonas históricas da maioria das cidades, são zonas de referência e interesse em termos turísticos e culturais (destaca-se aqui Reggio Calabria), dado o rico passado desta região caracterizada por influências de diferentes povos mediterrâneos. Juntamente com a riqueza ao nível de seu património natural (num estado de conservação e protecção considerável) e com as belas zonas balneares como Pizzo e Tropea, apesar dos problemas mencionados, esta constitui uma região certamente a visitar, com variados roteiros "naturais".


Ligações com alguma informação ambiental da Calábria:

Parks.it
Ambiente Calabria
Corpo Forestale dello Stato

29 janeiro, 2006

Inventam tudo!














Voltaic™ solar bags: Basicamente são mochilas, equipadas com um sistema de células fotovoltaicas que permitem carregar pequenos aparelhos como por exemplo telemóveis. O preço não é o mais acessível, mas a ideia é bastante interessante. As especificações técnicas podem ser encontradas no site da empresa Voltaic Systems.


Velotaxis: veículos urbanos movidos a energia muscular, combinada com um motor eléctrico. Além de não-poluidores, são um excelente espaço de publicidade. Para mais informações consultem o site do velotaxi. Aproveitem para ver que ainda não existe nenhum destes veículos em cidades Portuguesas. No site, também podem tornar-se num Velotaxi Driver!

20 000 !!!

Pois é caros membros desta grande comunidades de Ambientalistas, temos o prazer de anunciar que chegámos às 20000 entradas.

Os Ambientalistas estão atentos ao que se tem passado desde o mês de Outubro de 2003, com as entradas a serem contabilizadas a partir de 19 de Dezembro desse ano. A partir daí, o fenómeno nunca mais parou chegando a este bonito número de 20 000 visitantes únicos.

A todos vós, que fazem o dia-a-dia do blog, habitués, passam palavra, comentam ou simplesmente cá vieram parar:

O nosso Muito Obrigado!!!
Voltem sempre!

25 janeiro, 2006

Portugal é o 11º entre 133 países em desempenho ambiental

Portugal ocupa o 11º lugar entre 133 países no Índice de Performance Ambiental, obtendo nota positiva para a saúde ambiental e recursos hídricos, mas registando a pior qualidade do ar entre os países da União Europeia.

Os dados constam do Índice de Performance Ambiental, que classifica o desempenho de cada país nesta área, elaborado pelas universidades de Yale e Columbia (Estados Unidos), Comissão Europeia e Fórum Económico Mundial, que será apresentado amanhã dia 26, na reunião anual desta instituição, que se realiza a partir de hoje em Davos, Suiça.

Este Índice congrega 16 indicadores distribuídos pelos seguintes descritores: qualidade do ar, recursos hídricos (quantidade e qualidade da água), saúde ambiental, produção de recursos naturais, biodiversidade e energia sustentável. Está relacionado com o Índice de Sustentabilidade Ambiental produzido precisamente há um ano pelas mesmas entidades. A análise foi efectuada para 133 países, classificando o comportamento ambiental de cada um numa escala máxima de 100 pontos.

Assim, Portugal posiciona-se no 11º lugar, obtendo 82,9 pontos, subindo para 10º entre os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e para 8º num grupo de 23 países desenvolvidos. O melhor desempenho pertence à Nova Zelândia (com 88 pontos), seguida da Suécia (87,8), sendo o Níger (25,7 pontos) e o Chade (30,5) os pior classificados.

O melhor desempenho de Portugal regista-se ao nível da saúde ambiental - onde ocupa o 17º lugar no total -, sendo lançado para a 83º posição quando se analisam os indicadores de qualidade do ar. Aqui, Portugal aparece como o último da União Europeia e entre os três últimos no grupo de 23 países - 20 comunitários mais a Suíça, Noruega e Islândia -, com uma classificação (50,1 pontos) bastante inferior a países mais desenvolvidos e também mais poluídos.

Nota máxima é dada ao acesso da totalidade da população à água potável e ao saneamento básico (segundo o estudo), mas a biodiversidade e habitats arrasta o país para o meio da tabela, sendo um dos parâmetros básicos mais fraco em Portugal.

A classificação mais baixa surge no entanto ao nível da conservação da natureza (11,7 em 100 pontos), seguida do pouco uso de energias renováveis (16,4), pesca excessiva (16,7) e concentrações de ozono troposférico (17,2), sendo mesmo o país com os níveis mais elevados. A taxa de mortalidade infantil - situada nos 0,5 por cento de mortes por 1000 crianças dos um aos quatro anos - coloca Portugal no 21º lugar no geral. O pior classificado é a Serra Leoa, com uma mortalidade infantil de 41,6 por cento e a Guiné-Bissau a terceira pior dos 133 países (com uma taxa de 27,9 por cento).

Os autores do estudo ressalvam que a inclusão deste tipo de indicadores, com grande peso na nota final, faz com que os países ricos apareçam nos primeiros lugares e alertam para a necessidade de se proceder a comparações entre os países do mesmo nível o que, no caso de Portugal, é entre os países europeus. O documento salienta ainda que o planeta está longe da sustentabilidade em questões como a biodiversidade, energia ou alterações climáticas.

Entre os países de expressão portuguesa avaliados, o Brasil é o mais bem colocado a seguir a Portugal, situando-se em 34º lugar com 77 pontos, e os restantes encontram-se entre os últimos 15 - Angola está em 128º entre os 133 países (com 39,3 pontos), Moçambique em 121º (com 45,7 pontos), Guiné-Bissau em 120º (com 46,1 pontos).


Notícia retirada do PÚBLICO

Podem descarregar várias partes do documento, brochuras e press releases aqui!

Inquérito OILPRODIESEL

A OEINERGE - Agência Municipal de Ambiente e Energia de Oeiras tem disponível no seu site um inquérito de avaliação da produção de óleos alimentares usados. O inquérito surge no âmbito do Projecto OILPRODIESEL – Sistema Integrado de Gestão de Resíduos para a Valorização de Óleos Alimentares Usados para a Produção de Biodiesel e Utilização na Frota Municipal de Oeiras.

A OEINERGE - Agência Municipal de Energia e Ambiente de Oeiras tem por missão promover e desenvolver actividades que contribuam para uma maior eficiência energética e uma maior utilização de recursos energéticos endógenos em OEIRAS.

Quanto ao inquérito destina-se basicamente a aferir quais os actuais hábitos de reciclagem da população e a sua receptividade à separação dos óleos alimentares que todos produzimos para serem utilizados como biocombustível.

São apenas necessários 2 minutos para o preenchimento do inquérito. Participe!

Expedição à Antárctida para estudo do permafrost

Gonçalo Vieira, investigador no Centro de Estudos Geográficos e professor do Departamento de Geografia da Universidade de Lisboa participa, de 10 de Janeiro a 18 de Fevereiro de 2006, numa campanha científica nas Ilhas Shetlands do Sul (Península Antárctica), na qual é coordenador científico das actividades da equipa do Projecto PERMAMODEL, constituída por investigadores espanhóis, suíços e alemães.

O projecto espanhol permamodel estuda o impacte de variações de temperatura no solo gelado. O investigador visita as ilhas pela segunda vez coordenando a equipa de manutenção e tratando do equipamento de monitorização de temperatura e de prospeccionar a área para instalar mais material.

Uma das fotos disponíveis no blog de campanha.

Livingstone é uma ilha montanhosa com 90 % da superfície coberta por glaciares; Deception tem um vulcão activo. Há cinco anos, Vieira instalou dois termómetros, um em cada ilha, em profundidade até 2 metros. Agora, a equipa realizará o reconhecimento geomorfológico e geofísico necessário para instalar termómetros a profundidades entre 25 e 30 metros.

O objectivo é, a partir de medidas da variação térmica do subsolo, analisar as variações climáticas observadas. Para isso o tipo de solo escolhido foi o permafrost - substrato (solo ou rocha) cuja temperatura se mantém inferior a zero graus Celsius ao longo de um ano. Forma-se quando o solo arrefece o suficiente para formar uma camada congelada que persiste durante o Verão. A formação de permafrost é principalmente determinada pela temperatura atmosférica; mas a sua distribuição, espessura e temperatura é influenciada pela temperatura do solo à superfície. Esta depende de factores como a quantidade de radiação incidente (orientação norte ou sul), níveis de humidade, nebulosidade e turbulência do ar e espessura de camadas de neve (que têm efeito isolante). Estes parâmetros serão avaliados pela equipa na escolha dos locais para as próximas prospecções.

Os dados recolhidos pelos termómetros a instalar servirão para calibrar modelos climáticos que relacionam a temperatura atmosférica com a do solo. Embora determinada por variações atmosféricas, a temperatura em profundidade varia mais lentamente que à superfície. Por isso, pode ser utilizada para estimar temperaturas atmosféricas no passado.

Mas os modelos servem sobretudo para prever os efeitos de alterações climáticas futuras. Assim, os dados a recolher serão transmitidos a programas internacionais de monitorização global como o PACE (Permafrost e Clima da Europa) e o GTN-P (Rede Terrestre Global para Permafrost). A determinada profundidade, as variações térmicas começam a ser influenciadas pelo gradiente geotérmico da Terra - ou seja, pela propagação de calor proveniente do núcleo. A expedição contribuiurá para compreender o impacte deste gradiente nas variações registadas em permafrost porque permite comparar valores entre duas ilhas que diferem em anomalias geomorfológicas (com e sem vulcão activo).

Permamodel é um projecto prioritário no âmbito da investigação polar. Como consequência directa desta expedição, o número de perfurações na Antárctida (apenas 6 neste momento) aumentará, antecipando o Ano Polar Internacional 2007-08.

Gonçalo Vieira mantém um diário de expedição interessantíssimo que podem consultar aqui!

14 janeiro, 2006

Projecto Carbon Force

O Instituto do Ambiente e o Instituto Superior Técnico estão a desenvolver um projecto sobre alterações climáticas para escolas. O Carbon Force é um projecto piloto e será implementado em 25 escolas portuguesas durante o ano lectivo 2005/06. A iniciativa centra-se em torno do tema das alterações climáticas em geral e da energia e dos transportes em particular, e utiliza uma abordagem baseada nas actividades práticas e nos recursos informáticos.

Portugal, encontra-se actualmente, perante grandes desafios ambientais, principalmente nas questões relacionadas com o desperdício energético e o aumento desmesurado nas emissões de gases de efeito estufa. Neste quadro desfavorável, torna-se fundamental sensibilizar os cidadãos, para a importância das sua atitudes no aumento e na mitigação de impactos ambientais.

As escolas são pontos ideias para a disseminação de informação, e como tal representam o porto de abrigo ideal para acções de sensibilização. Os alunos, como futuros consumidores e decisores, e pela ponte que estabelecem entre a escola e a casa, são os melhores receptores e emissores destas acções.