29 janeiro, 2006

Inventam tudo!














Voltaic™ solar bags: Basicamente são mochilas, equipadas com um sistema de células fotovoltaicas que permitem carregar pequenos aparelhos como por exemplo telemóveis. O preço não é o mais acessível, mas a ideia é bastante interessante. As especificações técnicas podem ser encontradas no site da empresa Voltaic Systems.


Velotaxis: veículos urbanos movidos a energia muscular, combinada com um motor eléctrico. Além de não-poluidores, são um excelente espaço de publicidade. Para mais informações consultem o site do velotaxi. Aproveitem para ver que ainda não existe nenhum destes veículos em cidades Portuguesas. No site, também podem tornar-se num Velotaxi Driver!

20 000 !!!

Pois é caros membros desta grande comunidades de Ambientalistas, temos o prazer de anunciar que chegámos às 20000 entradas.

Os Ambientalistas estão atentos ao que se tem passado desde o mês de Outubro de 2003, com as entradas a serem contabilizadas a partir de 19 de Dezembro desse ano. A partir daí, o fenómeno nunca mais parou chegando a este bonito número de 20 000 visitantes únicos.

A todos vós, que fazem o dia-a-dia do blog, habitués, passam palavra, comentam ou simplesmente cá vieram parar:

O nosso Muito Obrigado!!!
Voltem sempre!

25 janeiro, 2006

Portugal é o 11º entre 133 países em desempenho ambiental

Portugal ocupa o 11º lugar entre 133 países no Índice de Performance Ambiental, obtendo nota positiva para a saúde ambiental e recursos hídricos, mas registando a pior qualidade do ar entre os países da União Europeia.

Os dados constam do Índice de Performance Ambiental, que classifica o desempenho de cada país nesta área, elaborado pelas universidades de Yale e Columbia (Estados Unidos), Comissão Europeia e Fórum Económico Mundial, que será apresentado amanhã dia 26, na reunião anual desta instituição, que se realiza a partir de hoje em Davos, Suiça.

Este Índice congrega 16 indicadores distribuídos pelos seguintes descritores: qualidade do ar, recursos hídricos (quantidade e qualidade da água), saúde ambiental, produção de recursos naturais, biodiversidade e energia sustentável. Está relacionado com o Índice de Sustentabilidade Ambiental produzido precisamente há um ano pelas mesmas entidades. A análise foi efectuada para 133 países, classificando o comportamento ambiental de cada um numa escala máxima de 100 pontos.

Assim, Portugal posiciona-se no 11º lugar, obtendo 82,9 pontos, subindo para 10º entre os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e para 8º num grupo de 23 países desenvolvidos. O melhor desempenho pertence à Nova Zelândia (com 88 pontos), seguida da Suécia (87,8), sendo o Níger (25,7 pontos) e o Chade (30,5) os pior classificados.

O melhor desempenho de Portugal regista-se ao nível da saúde ambiental - onde ocupa o 17º lugar no total -, sendo lançado para a 83º posição quando se analisam os indicadores de qualidade do ar. Aqui, Portugal aparece como o último da União Europeia e entre os três últimos no grupo de 23 países - 20 comunitários mais a Suíça, Noruega e Islândia -, com uma classificação (50,1 pontos) bastante inferior a países mais desenvolvidos e também mais poluídos.

Nota máxima é dada ao acesso da totalidade da população à água potável e ao saneamento básico (segundo o estudo), mas a biodiversidade e habitats arrasta o país para o meio da tabela, sendo um dos parâmetros básicos mais fraco em Portugal.

A classificação mais baixa surge no entanto ao nível da conservação da natureza (11,7 em 100 pontos), seguida do pouco uso de energias renováveis (16,4), pesca excessiva (16,7) e concentrações de ozono troposférico (17,2), sendo mesmo o país com os níveis mais elevados. A taxa de mortalidade infantil - situada nos 0,5 por cento de mortes por 1000 crianças dos um aos quatro anos - coloca Portugal no 21º lugar no geral. O pior classificado é a Serra Leoa, com uma mortalidade infantil de 41,6 por cento e a Guiné-Bissau a terceira pior dos 133 países (com uma taxa de 27,9 por cento).

Os autores do estudo ressalvam que a inclusão deste tipo de indicadores, com grande peso na nota final, faz com que os países ricos apareçam nos primeiros lugares e alertam para a necessidade de se proceder a comparações entre os países do mesmo nível o que, no caso de Portugal, é entre os países europeus. O documento salienta ainda que o planeta está longe da sustentabilidade em questões como a biodiversidade, energia ou alterações climáticas.

Entre os países de expressão portuguesa avaliados, o Brasil é o mais bem colocado a seguir a Portugal, situando-se em 34º lugar com 77 pontos, e os restantes encontram-se entre os últimos 15 - Angola está em 128º entre os 133 países (com 39,3 pontos), Moçambique em 121º (com 45,7 pontos), Guiné-Bissau em 120º (com 46,1 pontos).


Notícia retirada do PÚBLICO

Podem descarregar várias partes do documento, brochuras e press releases aqui!

Inquérito OILPRODIESEL

A OEINERGE - Agência Municipal de Ambiente e Energia de Oeiras tem disponível no seu site um inquérito de avaliação da produção de óleos alimentares usados. O inquérito surge no âmbito do Projecto OILPRODIESEL – Sistema Integrado de Gestão de Resíduos para a Valorização de Óleos Alimentares Usados para a Produção de Biodiesel e Utilização na Frota Municipal de Oeiras.

A OEINERGE - Agência Municipal de Energia e Ambiente de Oeiras tem por missão promover e desenvolver actividades que contribuam para uma maior eficiência energética e uma maior utilização de recursos energéticos endógenos em OEIRAS.

Quanto ao inquérito destina-se basicamente a aferir quais os actuais hábitos de reciclagem da população e a sua receptividade à separação dos óleos alimentares que todos produzimos para serem utilizados como biocombustível.

São apenas necessários 2 minutos para o preenchimento do inquérito. Participe!

Expedição à Antárctida para estudo do permafrost

Gonçalo Vieira, investigador no Centro de Estudos Geográficos e professor do Departamento de Geografia da Universidade de Lisboa participa, de 10 de Janeiro a 18 de Fevereiro de 2006, numa campanha científica nas Ilhas Shetlands do Sul (Península Antárctica), na qual é coordenador científico das actividades da equipa do Projecto PERMAMODEL, constituída por investigadores espanhóis, suíços e alemães.

O projecto espanhol permamodel estuda o impacte de variações de temperatura no solo gelado. O investigador visita as ilhas pela segunda vez coordenando a equipa de manutenção e tratando do equipamento de monitorização de temperatura e de prospeccionar a área para instalar mais material.

Uma das fotos disponíveis no blog de campanha.

Livingstone é uma ilha montanhosa com 90 % da superfície coberta por glaciares; Deception tem um vulcão activo. Há cinco anos, Vieira instalou dois termómetros, um em cada ilha, em profundidade até 2 metros. Agora, a equipa realizará o reconhecimento geomorfológico e geofísico necessário para instalar termómetros a profundidades entre 25 e 30 metros.

O objectivo é, a partir de medidas da variação térmica do subsolo, analisar as variações climáticas observadas. Para isso o tipo de solo escolhido foi o permafrost - substrato (solo ou rocha) cuja temperatura se mantém inferior a zero graus Celsius ao longo de um ano. Forma-se quando o solo arrefece o suficiente para formar uma camada congelada que persiste durante o Verão. A formação de permafrost é principalmente determinada pela temperatura atmosférica; mas a sua distribuição, espessura e temperatura é influenciada pela temperatura do solo à superfície. Esta depende de factores como a quantidade de radiação incidente (orientação norte ou sul), níveis de humidade, nebulosidade e turbulência do ar e espessura de camadas de neve (que têm efeito isolante). Estes parâmetros serão avaliados pela equipa na escolha dos locais para as próximas prospecções.

Os dados recolhidos pelos termómetros a instalar servirão para calibrar modelos climáticos que relacionam a temperatura atmosférica com a do solo. Embora determinada por variações atmosféricas, a temperatura em profundidade varia mais lentamente que à superfície. Por isso, pode ser utilizada para estimar temperaturas atmosféricas no passado.

Mas os modelos servem sobretudo para prever os efeitos de alterações climáticas futuras. Assim, os dados a recolher serão transmitidos a programas internacionais de monitorização global como o PACE (Permafrost e Clima da Europa) e o GTN-P (Rede Terrestre Global para Permafrost). A determinada profundidade, as variações térmicas começam a ser influenciadas pelo gradiente geotérmico da Terra - ou seja, pela propagação de calor proveniente do núcleo. A expedição contribuiurá para compreender o impacte deste gradiente nas variações registadas em permafrost porque permite comparar valores entre duas ilhas que diferem em anomalias geomorfológicas (com e sem vulcão activo).

Permamodel é um projecto prioritário no âmbito da investigação polar. Como consequência directa desta expedição, o número de perfurações na Antárctida (apenas 6 neste momento) aumentará, antecipando o Ano Polar Internacional 2007-08.

Gonçalo Vieira mantém um diário de expedição interessantíssimo que podem consultar aqui!

14 janeiro, 2006

Projecto Carbon Force

O Instituto do Ambiente e o Instituto Superior Técnico estão a desenvolver um projecto sobre alterações climáticas para escolas. O Carbon Force é um projecto piloto e será implementado em 25 escolas portuguesas durante o ano lectivo 2005/06. A iniciativa centra-se em torno do tema das alterações climáticas em geral e da energia e dos transportes em particular, e utiliza uma abordagem baseada nas actividades práticas e nos recursos informáticos.

Portugal, encontra-se actualmente, perante grandes desafios ambientais, principalmente nas questões relacionadas com o desperdício energético e o aumento desmesurado nas emissões de gases de efeito estufa. Neste quadro desfavorável, torna-se fundamental sensibilizar os cidadãos, para a importância das sua atitudes no aumento e na mitigação de impactos ambientais.

As escolas são pontos ideias para a disseminação de informação, e como tal representam o porto de abrigo ideal para acções de sensibilização. Os alunos, como futuros consumidores e decisores, e pela ponte que estabelecem entre a escola e a casa, são os melhores receptores e emissores destas acções.

Baixo Sabor, duas visões

Rio SaborApresento-vos hoje dois textos (duas visões) relativos à construção da Barragem do Baixo Sabor, no seguimento da reapreciação do projecto devido à recusa de financiamento por parte da União Europeia (carregar sobre as hiperligações para obter mais informação).

O primeiro texto é de autoria da Plataforma Sabor Livre, constituída essencialmente por várias ONGA's que se opõem à construcção da barragem.

Porque somos contra a barragem?

A importância natural do vale do rio Sabor justifica amplamente a sua classificação como área protegida de interesse nacional. Além disso, numa conjuntura internacional cada vez mais favorável a um desenvolvimento local e regional integrado, respeitando e valorizando todas as valências do território, as paisagens únicas deste vale, a sua rica fauna e flora, as excelentes condições do rio para a prática de desportos de águas bravas e o património histórico e cultural associado, constituem recursos valiosos para um turismo de contacto com a natureza e para uma aposta inovadora e inteligente no desenvolvimento sustentável. Pelo contrário, a construção dabarragem do Baixo Sabor significa a destruição irreversível de culturasprioritárias, como o vale de Felgar ( uma das zonas mais férteis de toda a província de Trás-os-Montes) onde se produz anualmente cerca de 60.000 litros de azeite de elevada qualidade, e importantes valores naturais e culturais da região, promovendo o abandono progressivo dos territórios rurais, bem exemplificado na vizinha barragem do Pocinho, cuja povoação se encontra em estado de quase abandono e bastante deteriorada.(...)

Segue-se o texto escrito por um defensor da construção da barragem (Francisco José Lopes) que avalia prós e contras da sua construção. A ideia de o colocar aqui surgiu no seguimento deste comentário.

Barragem do Baixo Sabor...e agora?

“A Barragem do Baixo Sabor não pode continuar a ser palco de oportunismos políticos”. De acordo. Nem de oportunismos ambientalistas, nem de oportunismos intelectuais, nem de oportunismos locais. A barragem do Baixo Sabor tem de ser palco de um debate sério e honesto, de um debate técnica e cientificamente assente em dados e documentos concretos e não em suposições e generalidades, sejam elas económicas, ambientais, patrimoniais ou culturais. Se a barragem do Baixo Sabor não se concretizar as populações têm o direito de saber quais são as alternativas para tirar a região do atraso em que se encontra e que medidas vão ser tomadas para proteger o que existe e criar novas fontes de riqueza que travem o despovoamento (...)


São, sem dúvida, argumentos que precisam ser conhecidos e comentados, esta é uma questão polémica e com importância para o país a nível nacional, sob vários pontos de vista (energia, ordenamento do território, conservação da natureza, sócio-economia, etc).

Aos leitores a palavra!


Fontes: Alfândega da Fé - Resistir no Nordeste e Plataforma Sabor Livre


Artigo relacionado:

Barragem do Baixo Sabor - Os Ambientalistas: Dezembro de 2005

13 janeiro, 2006

Conferência Internacional ICTE 2006

Vai-se realizar, nos próximos dias 16 e 17 de Fevereiro, no Centro de Congressos do Estoril, a Conferência Interrnacional sobre Turismo e Certificações Ambientais (ISO e EMAS) e Rótulos Ecológicos

O principal objectivo da conferência é estimular a introdução de certificações ambientais e rótulos ecológicos na indústria do turismo, abordando as diferentes barreiras e benefícios inerentes ao processo.

Mais informações aqui

Prémio edp electricidade e ambiente 2005

A edp lançou recentemente a 6ª edição do concurso dirigido a todos os utilizadores da rede de distribuição de energia eléctrica com potência contratada igual ou superior a 50 kVA, destinado a distinguir entidades que se tenham notabilizado na obtenção de melhorias de eficiência da energia eléctrica nop respeito dos valores do ambiente.

Esta iniciativa enquadra-se na linha de actuação da edp na área da utilização racional de energia eléctrica e da promoção do desenvolvimento sustentável.

A recepção de candidaturas decorrerá até 15 de Março de 2006, sendo atribuível em 2 categorias:

- Categoria A: Indústria
- Categoria B: Serviços e Outras Actividades

Está prevista a atribuição de prémios até ao máximo de 3 por categoria e, uma distinção suplementar pela entrega de um troféu, ao vencedor em cada categoria.

Para participar nesta iniciativa, basta que descarregue a Ficha de candidatura, clicando aqui ou visitando o site da edp, onde podem também encontrar os contactos para esclarecimento de dúvidas.

10 janeiro, 2006

Agenda XXI ... Litoral ?

Agenda XXI LitoralO DCEA da FCT-UNL e a Coastal Union organizam o workshop "Acção XXI Litoral – Contributos para uma Estratégia do Litoral Português".

Este decorrerá nos próximos dias 27 e 28 de Janeiro de 2006, no campus da FCT-UNL, em Almada, e contará com a presença de vários especialistas em Gestão Integrada da Zona Costeira e Agenda XXI.

Veja aqui o programa

Informações: 21 294 96 64
E-mail: csmq(em)fct.unl.pt / jcrf(em)fct.unl.pt