30 outubro, 2005

Dois anos de "Os Ambientalistas"

2 anosFaz precisamente hoje dois anos que começou esta aventura.

Queremos agradecer a todos os que têm contribuido para o engrandecimento desta iniciativa, tanto pela a escrita de artigos, como pela pesquisa de informação, ou através dos comentários aos posts que aqui temos deixado.

Especialmente a (nicks):

talinha
crosas (CONFAGRI - Ambiente)
Luis Miguel
Pedro
joaosoares (Bioterra)

Felizmente conseguiu-se, ao fim de dois anos, consolidar um grupo de 4 intervenientes mais activos, que possibilitam que o blogue seja mais apelativo e mais rico em informação. Estes são a "alma" d'Os Ambientalistas:

Polietileno
neomorf
jpqueiros
tiago

Esperamos que esta iniciativa venha a ajudar tanto aqueles que são profissionais, ou estudantes relacionados com a área do Ambiente, como o ocasional internauta que pesquise por informação, de cariz ambiental, que não encontra facilmente nos meios de comunicação convencionais.

Contamos com a vossa colaboração, com as vossas dúvidas, sugestões e críticas.

Ajudem-nos a melhorar, participem!

29 outubro, 2005

Ecodrome visita Faro e São Brás de Alportel

Projecto EcodromeEntre 6 de Outubro e 20 de Novembro, vários locais da região vão acolher as exposições ligadas ao projecto Ecodrome - Cultura de Ambiente, com uma programação que "privilegia a ligação entre a arte contemporânea e o ambiente", organizado em parceria pela Blindnote, Sociedade dos Artistas de Faro e a Almargem e integrando-se no calendário de Faro Capital Nacional da Cultura 2005.

"Um dos principais objectivos do projecto Ecodrome é o de permitir um maior contacto da população com uma realidade mais cosmopolita e inovadora. Através do aprofundamento da relação entre a arte e o ambiente, o projecto procura, antes de mais, promover intervenções que suscitem uma relação com as comunidades locais e ampliem os seus públicos interessados na arte contemporânea", refere a organização.

Em colaboração próxima com o núcleo programador da área das Artes Plásticas de Faro 2005, o conjunto de actividades agendadas cruzará espaços de debate com exposições de pintura, fotografia e desenho digital em espaço público.

Vêr a notícia completa no Região Sul

26 outubro, 2005

Primeira pilha de combustível a hidrogénio portuguesa no mercado.

HW 125 é o nome da primeira pilha de combustível a hidrogénio, concebida e produzida em Portugal a entrar no mercado mundial no final do mês de Setembro.

A pilha foi desenvolvida pela empresa SRE-Soluções Racionais de Energia, em parceria com o INEGI e outras entidades. Esta pilha de combustível a hidrogénio com uma potência de 100W e subordinada ao lema “Fiabilidade – Operacionalidade – Flexibilidade” foi colocada no mercado mundial depois de três anos de investigação tecnológica, que contou com o contributo do INEGI e INETI. “Estes pilares que assenta a personalidade desta nova fonte de energia, com um desempenho marcado pela eficiência técnica e económica”, refere um dos responsáveis da SRE.

Com várias aplicações, como back up para falhas de energia, potenciadora de maior autonomia em UPS’s e fonte de iluminação de emergência, a HW 125 visa segmentos de mercado que abrangem actividades e áreas económicas tão diversas como os das telecomunicações, vídeo vigilância, náutica de recreio ou caravanismo, refere o INEGI em comunicado.

Fonte: Profundezas... adaptado de ciencia.pt


Consulte também:

Tablete de hidrogénio como combustível para automóveis - Os Ambientalistas (Setembro de 2005)

Primeira mota a hidrogénio - Os Ambientalistas (Junho de 2005)

Primeiros veículos a hidrogénio à venda em 2012 - Os Ambientalistas (Abril de 2005)

Células de combustível domésticas - Os Ambientalistas (Janeiro de 2004)

25 outubro, 2005

Já que falamos de renováveis...

O uso de biomassa para produzir energia (bioenergia) permite uma redução das emissões de Gases com Efeito de Estufa (GEEs) e cumprir as metas europeias de energia renovável. Contudo, a produção de biomassa pode criar pressões ambientais adicionais, tais como sobre a biodiversidade, solo e recursos hídricos.

A Agência Europeia do Ambiente (AEA) está actualmente a avaliar que quantidade de biomassa pode ser utilizada para a produção de energia sem causar tais pressões adicionais. Está assim a ser avaliado o potencial primário bioenergético ambientalmente compatível na Europa para 2010, 2020, e 2030. O resultado deste trabalho vai servir de base a debates políticos sobre o Plano de Acção de Biomassa e objectivos propostos para as energias renováveis após 2010.

Os resultados preliminares sugerem que existe potencial de biomassa suficiente na Europa dos 25 para suportar metas ambiciosas de energias renováveis de forma ambientalmente responsável.

Atingir ganhos máximos e minimizar a ameaça potencial da produção de bioenergia requer um planeamento cuidado desde o nível da UE ao local. Os aspectos socio-económicos ou uma avaliação das políticas e medidas necessárias para mobilizar este potencial necessitam ainda de estudos mais aprofundados, bem como as questões logísticas e de custos.

Alguns co-benefícios deste tipo de fonte energética:

- Uma diminuição substancial das emissões de gases de estufa;
- Redução do risco de incêndio através da gestão florestal e remoção de resíduos;
- A introdução de novos sistemas de produção de biomassa podem combinar elevadas produções com pouco input de fertilizantes e pesticidas.


Fonte:

EEA Briefing 2 2005: How much biomass can Europe use without harming the environment?

24 outubro, 2005

Mercado de energia solar português atrai alemães

O mercado das energias alternativas é um dos sectores que se apresenta bastante atractivo para os empresários estrangeiros. É a conclusão retirada do Simpósio das energias Solares, realizado ontem na Câmara de Comércio e Indústria Luso-Alemã (CCILA), em Lisboa.

Entre os investidores interessados em Portugal estão os alemães, cujo país se tem vindo a distinguir pelo uso das energias renováveis, indústria que rendeu 1,5 mil milhões de euros e empregou mais de 20 mil pessoas.

De acordo com o estudo "Energia Solar e Biomassa em Portugal" da CCILA, Portugal tem 2300 horas de sol por ano, o que o torna o terceiro país da União Europeia com mais potencial para a produção de energia solar.

Fonte: Metro


Descarregue aqui as apresentações feitas no Simpósio:

Renewable Energies - The German experience (PDF 5,03 MB)

Solar Térmico na Alemanha: Situação - Tecnologias - Perspectivas (PDF 3,1 MB)

O Desafio de uma Instalação Fotovoltaica de MW (PDF 19,2 MB)

Desenvolvimento e Perspectivas da Energia Solar Térmica em Portugal (PDF 935KB)


Artigo relacionado:

Energias renováveis dão trabalho - Os Ambientalistas (Outubro de 2005)

23 outubro, 2005

Amazónia - pior seca dos últimos 40 anos

O volume de águas diminuiu em 80% em algumas regiõesAlguns estados da Amazónia estão a enfrentar a pior seca dos últimos 40 anos, que está a reduzir o caudal dos rios para níveis tão dramáticos que os peixes morrem aos milhares por falta de oxigenação.

Várias populações ficaram isoladas, já que os cursos de água, principais vias de comunicação, diminuíram muito. A sobrevivência da principal fonte de proteína e riqueza das comunidades ribeirinhas – o peixe – está a mobilizar as autoridades e as populações, que se desdobram em esforços para tentar retirar os animais das zonas onde ficaram encurralados, lançando-os em águas mais profundas.

E agora surge o alerta para a sobrevivência de algumas das espécies mais emblemáticas da região: o peixe-boi - o único mamífero aquático herbívoro - e o piracuru, o maior peixe dos rios amazónicos e que está em extinção. As duas espécies vêm-se assim encurraladas em lagos e braços de rio isolados pela descida das águas.

E o pior é que as previsões não ajudam. Os cientistas brasileiros dizem que a região amazónica poderá apresentar temperaturas acima da média histórica nos próximos três meses e chuva abaixo da média nos estados do Amazonas e do Acre no mesmo período.

Fonte: Público

Veja também:

A Amazônia vai secar?

Amazon rainforest suffers worst drought in decades

Seca na Amazônia: o futuro já chegou?

19 outubro, 2005

Ambiente com corte de 13,3 por cento na despesa do Orçamento de Estado

O Ministério do Ambiente terá menos 13,3 por cento para gastar em relação a 2005, de acordo com a proposta de Orçamento de Estado para 2006 anteontem entregue pelo Governo ao Parlamento. Este é um dos ministérios que passa a ter uma das verbas mais baixas: 599 milhões de euros.
A execução do Programa Polis é uma das principais prioridades na afectação de recursos, sendo que os maiores cortes afectam o Instituto Nacional de Habitação (-41,3 por cento), o Fundo de Remodelação do Chiado (-68,5 por cento) e o Instituto de Conservação da Natureza (ICN), que vê novamente reduzido o seu orçamento (- 5,9 por cento). Uma situação «grave», comentou o presidente da Quercus, Hélder Spínola, que lembrou ao Ambienteonline que o «instituto tem vindo a sofrer cortes nos últimos anos, o que dificulta a sua capacidade para cumprir objectivos».
Entre as medias consideradas positivas pelo ambientalista está a fixação em 10 por cento da taxa de componente ambiental que será incluída no novo cálculo do Imposto Automóvel (IA) e que entrará em vigor a partir de 1 de Julho do próximo ano. Hélder Spínola criticou, contudo, o facto de este não contemplar uma proposta da Quercus que penalizaria os veículos a gasóleo consoante estes usassem ou não filtro de partículas.
Por outro lado, «mais uma vez o Orçamento de Estado não prevê uma taxa de carbono sobre combustíveis no sector rodoviário, prevista no Plano Nacional para as Alterações Climáticas [PNAC]», lamenta.
De qualquer modo, lembra o presidente daquela associação, positivo é também o facto de o documento referir a necessidade de fomentar os biocombustíveis, de incentivar o abate de veículos em fim de vida e a transferência de seis milhões de euros para o Fundo Português de Carbono. Um valor que, no entanto, fica «aquém, pois estimamos que sejam necessários 1500 milhões de euros para conseguir assegurar o cumprimento do Protocolo de Quioto».
O sector dos transportes é o mais beneficiado no plano de investimentos do Estado (PIDDAC) para 2006, envolvendo um montante de despesa de 1,9 mil milhões de euros, isto é, 41 por cento da despesa global, fixada em 4,8 mil milhões.

17 outubro, 2005

Energias renováveis dão trabalho

Deixo aqui este artigo interessante sobre o desenvolvimento das energias renováveis e a possibilidade de geração de empregos verdes.

As energias renováveis estão a dar um novo alento ao mercado de trabalho, em Portugal, na área do ambiente. Até agora, os chamados «empregos verdes» representavam menos de 1% do total de postos de trabalho gerados anualmente no nosso país, um valor que triplica nas nações mais desenvolvidas. Mas a apetência dos investidores portugueses conjugada com o incentivo governamental imposto pela Directiva Comunitária que obriga a um aumento dos actuais 16% de produção nacional de electricidade por fontes renováveis para 39% até 2010, estão a criar boas perspectivas para quem se formou ou ainda se está a especializar na área ambiental.

Veja aqui para consulta completa do artigo.

Outras informações sobre emprego em Ambiente.

Imposto Automóvel vai integrar factor ambiental e tipo de combustível

Já vai com alguns dias de atraso, mas não queria deixar de referir esta notícia n’Os Ambientalistas dada a sua importância.


"O cálculo do Imposto Automóvel (IA) vai ser diferenciado em função do combustível usado e dos seus danos para a saúde e ambiente, segundo uma resolução do Conselho de Ministros publicada em Diário da República no passado dia 12.

A partir de 1 de Julho de 2006, os veículos ligeiros de passageiros vão deixar de ser tributados só com base na cilindrada, passando a fórmula de cálculo a integrar um factor ambiental.

A componente da taxa do IA baseada na cilindrada será progressivamente reduzida a favor da componente ambiental que irá beneficiar os automóveis menos poluentes.

O factor ambiental do IA vai ser diferenciado em função do combustível, tendo em conta os danos ambientais e os malefícios para a saúde pública resultantes do consumo dos diferentes tipos de combustível.

As novas taxas serão fixadas de forma a compensar o impacto negativo da medida nas receitas do IA e no imposto sobre os produtos petrolíferos, em resultado do esperado desvio da procura para veículos mais eficientes, geradores de menores receitas.

A reforma do modelo da tributação dos automóveis prende-se com o Programa Nacional para as Alterações Climáticas, que prevê o aumento da eficiência energética do parque automóvel pela reforma da tributação, entre outras medidas.

O sector dos transportes em Portugal representava, em 2003, cerca de 24 por cento do total de gases com efeito de estufa, responsáveis pelo aquecimento global do planeta e pelas alterações climáticas, e as emissões deste sector cresceram 95 por cento entre 1990 e 2003."

Fonte: Ecosfera – Público.pt, 12-10-2005

14 outubro, 2005

EurOcean – o portal do Centro Europeu de informação sobre Ciência e Tecnologia do Mar


Foi ontem apresentado em Lisboa o site do EurOcean, um centro europeu dedicado às ciências e tecnologias do mar, criado há quatro anos. A apresentação deste portal, ainda em renovações, decorreu em momento oportuno, no TOPS 2005 - Cimeira para as Políticas dos Oceanos, organizada todos os anos pelo Fórum Global para os Oceanos, Costas e Ilhas (EUA).

O centro compila informação dispersa e disponibiliza-a, de forma gratuita. O geólogo marinho Laurent d’Ozouville, director do EurOcean, apresentou este projecto conjunto entre Portugal e França como o exemplo europeu de mecanismos para fomentar as políticas nacionais e regionais para os oceanos.

Exemplo de informação única, que antes estava dispersa, é o inventário de todos os navios de investigação da Europa e de todos os robôs operados remotamente, algo nunca feito. Outro exemplo é a lista de todos os projectos financiados pela Comissão Europeia (CE), porque essa informação andava espalhada entre as direcções-gerais de Investigação, Pescas e Transportes.

Contando com uma figura de peso portuguesa - o oceanógrafo Mário Ruivo, presidente do Conselho Executivo - o EurOcean destina-se a todos, desde investigadores e estudantes até decisores políticos ou a quem queira saber um pouco mais sobre as ciências do mar.

Desde a criação do EurOcean, aderiram a Bélgica, Irlanda, Noruega e Polónia e a Roménia está para entrar. Ser membro significa pagar dez mil euros por ano, em dinheiro ou horas de trabalho, e tomar conta de parte do trabalho, mas também ter acesso privilegiado a informação e contribuir para harmonizar a recolha de dados.

Os membros podem pedir a colaboração de várias instituições, que validam dados ou os disponibilizam. Por isso, se o acesso ao site, disponível desde 2003, é gratuito, também o EurOcean não paga pela informação.

O site, que recebe em média 200 visitas diárias, é composto pelas habituais secções de notícias, eventos, documentos, links e FAQ’s. Existem também áreas de informação nacional, europeia, regiões marítimas, ou indicadores, entre outras. Para quem quiser colaborar com o EurOcean ou receber periodicamente informação deste centro, basta que se registe logo na página inicial.

Mais um passo em direcção à sociedade da informação!

Fonte: PÚBLICO