17 outubro, 2005

Energias renováveis dão trabalho

Deixo aqui este artigo interessante sobre o desenvolvimento das energias renováveis e a possibilidade de geração de empregos verdes.

As energias renováveis estão a dar um novo alento ao mercado de trabalho, em Portugal, na área do ambiente. Até agora, os chamados «empregos verdes» representavam menos de 1% do total de postos de trabalho gerados anualmente no nosso país, um valor que triplica nas nações mais desenvolvidas. Mas a apetência dos investidores portugueses conjugada com o incentivo governamental imposto pela Directiva Comunitária que obriga a um aumento dos actuais 16% de produção nacional de electricidade por fontes renováveis para 39% até 2010, estão a criar boas perspectivas para quem se formou ou ainda se está a especializar na área ambiental.

Veja aqui para consulta completa do artigo.

Outras informações sobre emprego em Ambiente.

Imposto Automóvel vai integrar factor ambiental e tipo de combustível

Já vai com alguns dias de atraso, mas não queria deixar de referir esta notícia n’Os Ambientalistas dada a sua importância.


"O cálculo do Imposto Automóvel (IA) vai ser diferenciado em função do combustível usado e dos seus danos para a saúde e ambiente, segundo uma resolução do Conselho de Ministros publicada em Diário da República no passado dia 12.

A partir de 1 de Julho de 2006, os veículos ligeiros de passageiros vão deixar de ser tributados só com base na cilindrada, passando a fórmula de cálculo a integrar um factor ambiental.

A componente da taxa do IA baseada na cilindrada será progressivamente reduzida a favor da componente ambiental que irá beneficiar os automóveis menos poluentes.

O factor ambiental do IA vai ser diferenciado em função do combustível, tendo em conta os danos ambientais e os malefícios para a saúde pública resultantes do consumo dos diferentes tipos de combustível.

As novas taxas serão fixadas de forma a compensar o impacto negativo da medida nas receitas do IA e no imposto sobre os produtos petrolíferos, em resultado do esperado desvio da procura para veículos mais eficientes, geradores de menores receitas.

A reforma do modelo da tributação dos automóveis prende-se com o Programa Nacional para as Alterações Climáticas, que prevê o aumento da eficiência energética do parque automóvel pela reforma da tributação, entre outras medidas.

O sector dos transportes em Portugal representava, em 2003, cerca de 24 por cento do total de gases com efeito de estufa, responsáveis pelo aquecimento global do planeta e pelas alterações climáticas, e as emissões deste sector cresceram 95 por cento entre 1990 e 2003."

Fonte: Ecosfera – Público.pt, 12-10-2005

14 outubro, 2005

EurOcean – o portal do Centro Europeu de informação sobre Ciência e Tecnologia do Mar


Foi ontem apresentado em Lisboa o site do EurOcean, um centro europeu dedicado às ciências e tecnologias do mar, criado há quatro anos. A apresentação deste portal, ainda em renovações, decorreu em momento oportuno, no TOPS 2005 - Cimeira para as Políticas dos Oceanos, organizada todos os anos pelo Fórum Global para os Oceanos, Costas e Ilhas (EUA).

O centro compila informação dispersa e disponibiliza-a, de forma gratuita. O geólogo marinho Laurent d’Ozouville, director do EurOcean, apresentou este projecto conjunto entre Portugal e França como o exemplo europeu de mecanismos para fomentar as políticas nacionais e regionais para os oceanos.

Exemplo de informação única, que antes estava dispersa, é o inventário de todos os navios de investigação da Europa e de todos os robôs operados remotamente, algo nunca feito. Outro exemplo é a lista de todos os projectos financiados pela Comissão Europeia (CE), porque essa informação andava espalhada entre as direcções-gerais de Investigação, Pescas e Transportes.

Contando com uma figura de peso portuguesa - o oceanógrafo Mário Ruivo, presidente do Conselho Executivo - o EurOcean destina-se a todos, desde investigadores e estudantes até decisores políticos ou a quem queira saber um pouco mais sobre as ciências do mar.

Desde a criação do EurOcean, aderiram a Bélgica, Irlanda, Noruega e Polónia e a Roménia está para entrar. Ser membro significa pagar dez mil euros por ano, em dinheiro ou horas de trabalho, e tomar conta de parte do trabalho, mas também ter acesso privilegiado a informação e contribuir para harmonizar a recolha de dados.

Os membros podem pedir a colaboração de várias instituições, que validam dados ou os disponibilizam. Por isso, se o acesso ao site, disponível desde 2003, é gratuito, também o EurOcean não paga pela informação.

O site, que recebe em média 200 visitas diárias, é composto pelas habituais secções de notícias, eventos, documentos, links e FAQ’s. Existem também áreas de informação nacional, europeia, regiões marítimas, ou indicadores, entre outras. Para quem quiser colaborar com o EurOcean ou receber periodicamente informação deste centro, basta que se registe logo na página inicial.

Mais um passo em direcção à sociedade da informação!

Fonte: PÚBLICO

10 outubro, 2005

Oceanário de Lisboa vence Prémio Europeu do EMAS

A Comissão Europeia (DG Ambiente), no sentido de distinguir e premiar a aplicação mais inovadora do EMAS (Sistema Comunitário de Ecogestão e Auditoria), criou os EMAS Awards 2005, que permitiu a cada Estado-membro nomear uma organização registada, nas categorias de microempresa, pequena e média empresa e grande empresa, sendo apenas atribuído um prémio por categoria.

O Instituto do Ambiente, na qualidade de Organismo Competente do Regulamento EMAS em Portugal, decidiu nomear o Oceanário de Lisboa ao prémio em questão, na categoria de pequena e média empresa, dado tratar-se da aplicação do Sistema numa organização única, intimamente ligada à conservação dos Oceanos, com uma forte vertente educacional e pedagógica, e que tem demonstrado uma contínua melhoria do seu desempenho ambiental.

O Prémio, agora atribuído ao Oceanário, distingue o esforço desta organização portuguesa e serve de incentivo a que outras organizações nacionais assumam compromissos de melhoria ambiental.

Fonte: Instituto do Ambiente


Para mais informações consulte:

EMAS Helpdesk

Página da conferência.

08 outubro, 2005

LifeStraw, invenção do século?



Venho-lhes falar de um produto verdadeiramente vencedor. Trata-se do LifeStraw, vencedor do concurso de design INDEX, que tem como principio não apenas o design pela sua beleza, mas pela sua fucionalidade e capacidade de melhoria da qualidade de vida.

Este gadjet produzido por uma empresa de texteis dinamarquesa especializada em mosquiteiros insecticidas consiste numa palinha portátil de 25 cm e com menos de 100 g que é nada mais que um completo kit de purificação de água dirigido principalmente a países em vias de desenvolvimento sendo que a energia dispendida é a do próprio utilizador.

Com as doenças causadas por bactérias como a salmonella, e. coli, cólera ou tifóide no topo das causas de mortalidade mundial, esta invenção capaz de garantir qualidade de água ao seu utilizador por cerca de 1 ano vem dar uma esperança a milhões de pessoas.

A LifeStraw é equipada com um sistema de três estágios de filtração de partículas removendo até 15 microns. O sistema de filtragem consiste numa resina baseada em iodina e carbono activado granular. Quando a água é sugada, passa por filtros texteis ultra finos de modo a filtrar pó e sdimentos, assim como aglomerações de bacteria. No centro do tubo, vários meios incluindo iodina, vão matar e conter o restante das bactérias, vírus e parasitas assim como melhorar o sabor da água.

O seu principal objectivo, matar bactérias é feito, segundo testes laboratoriais, numa ordem de log 7 - log 8, isto é, percentagens de mortalidade bacteriana na ordem de 99.99999, melhor que muitas redes de abastecimento em países desenvolvidos.

Estima-se que esta ideia genial possa custar menos de 2 €, fornecendo mais de 700 litros de água potável ao utilizador. Se chegar a ser comercializada vai passar a constar com toda a certeza em qualquer kit de ajuda humanitária.

Comentem!

07 outubro, 2005

Seminário CONFAGRI - 14 Outubro

Vai realizar-se o Seminário “O Sector Agro-Rural português e as novas oportunidades que se deparam ao seu desenvolvimento”, no quadro do novo Fundo Agrícola de Desenvolvimento Rural (FEADER) a aplicar no período 2007/2013.

Este vai realizar-se no Europarque, em Santa Maria da Feira e aborda as diferentes vertentes de intervenção do FEADER, em que participarão, como oradores, técnicos especializados, a que se seguirão debates e também de três conferências a serem proferidas pelo Ex-Ministro da Economia – Engº Braga da Cruz, pelo Ex-Ministro da Agricultura – Dr. Arlindo Cunha e pela actual Directora do Gabinete de Planeamento do Ministério da Agricultura – Dra. Rita Horta . O Ministro da Agricultura – Dr. Jaime Silva participará na Sessão de encerramento.

As inscrições decorrerão até 12 de Outubro e o custo por participante é de 30€ (trinta euros), incluindo almoço, coffee breaks e pasta com documentação.

Mais informações sobre este Seminário (incluindo o programa)


Consulte também:

Proposta de Regulamento do Conselho Europeu relativa ao apoio ao desenvolvimento rural pelo FEADER - COM(2004) - (Inglês)

06 outubro, 2005

Ciclo de Palestras - O Mar

Existe um ciclo de palestras no Algarve que se dedica inteiramente a discutir o Mar. Este ciclo tem vindo a realizar-se com a cooperação do Ministério da Cultura e do Centro Ciência Viva do Algarve.

A próxima palestra realiza-se Sexta-feira, 07 de Outubro de 2005 às 21:30 e terá como tema "Extraterrestres, Intraterrestres e a Última Fronteira".

Desta vez o local escolhido foi o Auditório do Campus de Portimão da Universidade do Algarve.


Veja também:

Nota Biográfica sobre o orador - Professor Fernando Barriga (PDF)

Resumo da Palestra (PDF)

03 outubro, 2005

Diário Económico

Não cumprir Quioto pode custar até dois mil milhões...

A Quercus efectuou um conjunto de cálculos (devidamente apresentados, explicados e resumidos neste comunicado de imprensa), que permitem afirmar que Portugal deverá ter um custo em aquisição de direitos de emissão junto de outros países da ordem dos 1,5 a 2,0 mil milhões de euros entre os anos de 2008 e 2012 para conseguir assegurar o cumprimento do Protocolo de Quioto relativo às emissões de gases de efeito de estufa.

Fonte: Quercus


Consulte também:

Comércio Europeu de Licenças de Emissão

Instalações abrangidas pelo Comércio Europeu de Licenças de Emissão

02 outubro, 2005

Eólicas - Mas que impactes ambientais??

Face à inevitabilidade da implementação de soluções alternativas de produção energética, enquanto país quase exclusivamente dependente da energia fóssil, Portugal tem dado uma maior ênfase a esta vertente, que se traduziu maioritariamente na criação de parques eólicos.

Em virtude da grande quantidade de parques a implementar, tem surgido alguma controvérsia em torno dos reais impactes provocados pela sua implementação, nomeadamente no que diz respeito à interferência nas rotas migratórias e fases reprodutivas de aves.

O livro "A Energia Eólica e o Ambiente: Guia de Orientação para a Avaliação Ambiental" editado pelo Instituto do Ambiente esclarece muitas das dúvidas existentes em torno deste tema.

O livro dá um panorama geral da implementação de parques eólicos no país e é um bom meio para dar a conhecer as várias fases do processo de implementação (projecto, obra, exploração) e os seus impactes, por descritores ambientais.

Boas Leituras!


A Energia Eólica e o Ambiente: Guia de Orientação para a Avaliação Ambiental - Ficheiro zip

01 outubro, 2005

Lei da água aprovada no Parlamento

A ausência de participação pública no debate em torno do documento motivou uma declaração conjunta de nove organizações, que foi anteontem apresentada, reclamando a suspensão do processo legislativo (mais de 15.000 assinaturas contra o documento já chegaram ao parlamento).

A posição da LPN é de que a proposta apresentada compromete a aplicação dos princípios da Directiva-quadro da água e não garante o cumprimento dos objectivos ambientais estabelecidos, devendo para tal ser revista, tendo em conta critérios de equidade social e protecção dos ecossistemas.

A Associação Água Pública entende que a lei "viola o primeiro considerando da directiva", segundo o qual "a água não é um produto comercial".

A Quercus entende que também é preciso "mais tempo e mais oportunidades para a sociedade civil poder debater o documento e dar os seus contributos" e que a lei deve consagrar a água como "um direito e uma necessidade básica do homem".

Mas nem todas as vozes são críticas.

A presidente da Associação Portuguesa de Recursos Hídricos (APRH), Teresa Leitão, elogiou a iniciativa governamental por conseguir "juntar num único documento um conjunto de legislação que estava dispersa" e "acabar com o incumprimento ao nível da transposição da Directiva Quadro da Água" que deveria ter acontecido até Dezembro de 2003.

A criação das cinco Administrações de Região Hidrográfica (ARH) é uma das novidades que merece nota positiva.

Também o presidente da Associação Portuguesa de Distribuição e Drenagem de Água (APDA), Carlos Martins, considera positiva a transposição da directiva e a gestão dos recursos hídricos por bacia, mas nota que existem alguns aspectos "preocupantes" por se desconhecer "qual o seu contexto", nomeadamente os que dizem respeito às questões financeiras e às taxas sobre o uso da água para os diferentes utilizadores.

Fonte: Agronotícias


Mais informação sobre a lei da água:

Da Importância da Nova Lei da Água

Lei da água votada sob protesto