Em Lisboa:
A LPN organiza e promove desde 2003 um ciclo de debates ao fim da tarde das quintas-feiras (17-19 horas), abordando um conjunto de questões ambientais de relevância, actualidade e preocupação, desta vez o tema é Biodiversidade/Conservação de espécies ameaçadas.
O local é a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, no auditório 3.2.14.
Estão todos convidados (a entrada é gratuita mediante inscrição prévia para o Tel.: 21 778 00 97 e Correio electrónico: lpn.natureza@lpn.pt).
Em Faro:
O Cafe Oceano é uma ideia dos alunos de Oceanografia da Faculdade de Ciências do Mar e do Ambiente da Universidade do Algarve e da Prof. Cristina Veiga Pires para debater assuntos relacionados com o oceano.
O tema sugerido para o próximo Café Oceano foi "Isostasia vs Eustasia: Será que o nivel do mar está a subir em todo o planeta?".
A tertúlia/debate realizar-se-á no pátio da Biblioteca Municipal de Faro, das 17 ás 18:30.
Participem!
28 setembro, 2005
26 setembro, 2005
O Blog de Margot Wallstrom
Margot Wallstrom foi nomeada por Durão Barroso Comissária para as Relações Institucionais e Comunicação em Agosto de 2004. O presidente da Comissão Europeia criou este cargo para melhorar a forma como a Comissão comunica a Europa com os cidadãos.
Nos últimos 5 anos Margot Wallstrom foi a Comissária do ambiente na Comissão de Prodi.
Esta Comissária tem um blog onde comenta vários assuntos internacionais relevantes para a actualidade.
Um dos pontos fortes do blog é mesmo a simplicidade, sinceridade e abertura com que Margot Wallstrom aborda os temas que comenta, o que faz com que nos identifiquemos com ela enquanto cidadãos europeus e que nos sintamos confortados por saber que há pessoas com cargos políticos importantes com tal sensibilidade para os problemas que nos afligem.
O mais recente post é relativo à crise de valores que assola a União Europeia actualmente e sobre o Plano D apresentado à Comissão por Wallstrom - diálogo, debate e democracia, onde apresentou uma lista de acções para melhor escutar os cidadãos, explicar melhor o que a Comissão faz e como agir localmente.
Aqui fica uma passagem interessantíssima desse post onde podem constatar a tal abertura e sinceridade que referi:
"Had a breakfast meeting with representatives from the so-called Roundtable of Industrialists. I made them angry by saying that they could do more for sustainable development and more to promote corporate social responsibility. (Maybe I should stop accepting breakfast meetings – it is not my best time of the day…) They said it was already taken care of…"
Espero que tenha despertado o vosso interesse.
Essencial para todos os cidadãos activos europeus!
Nos últimos 5 anos Margot Wallstrom foi a Comissária do ambiente na Comissão de Prodi.
Esta Comissária tem um blog onde comenta vários assuntos internacionais relevantes para a actualidade.
Um dos pontos fortes do blog é mesmo a simplicidade, sinceridade e abertura com que Margot Wallstrom aborda os temas que comenta, o que faz com que nos identifiquemos com ela enquanto cidadãos europeus e que nos sintamos confortados por saber que há pessoas com cargos políticos importantes com tal sensibilidade para os problemas que nos afligem.
O mais recente post é relativo à crise de valores que assola a União Europeia actualmente e sobre o Plano D apresentado à Comissão por Wallstrom - diálogo, debate e democracia, onde apresentou uma lista de acções para melhor escutar os cidadãos, explicar melhor o que a Comissão faz e como agir localmente.
Aqui fica uma passagem interessantíssima desse post onde podem constatar a tal abertura e sinceridade que referi:
"Had a breakfast meeting with representatives from the so-called Roundtable of Industrialists. I made them angry by saying that they could do more for sustainable development and more to promote corporate social responsibility. (Maybe I should stop accepting breakfast meetings – it is not my best time of the day…) They said it was already taken care of…"
Espero que tenha despertado o vosso interesse.
Essencial para todos os cidadãos activos europeus!
25 setembro, 2005
Pobreza e sustentabilidade
"Os Ambientalistas" decidiram hoje colocar a faixa referente ao movimento de pressão multinacional tem vindo progressivamente a consciencializar a opinião pública para a erradicação da pobreza no mundo.
À semelhança de outros blogues da Comunidade Portuguesa de Ambientalistas, optámos por usar a banda branca do Make Poverty History (do Reino Unido) por esta ser visualmente bastante mais apelativa que a do Pobreza Zero promovido pela OIKOS e outras instituições em Portugal.
Os Recursos Naturais (tais como a água, as fontes energéticas, as florestas, o ar e a biodiversidade) são factores ambientais chave para a qualidade da vida humana e que compõem o nosso ambiente.
Hoje em dia, por falta de condições ambientais, 2 mil milhões de pessoas no mundo não têm acesso a fontes de energia regulares. 1000 milhões de pessoas no mundo não têm acesso a água potável. 2,4 mil milhões de pessoas no mundo não podem contar com a melhoria do seu sistema sanitário.
Como existe uma relação directa entre deplecção de recursos e aumento da pobreza, acreditamos que a integração de princípios de desenvolvimento sustentável nas políticas dos países e que a sustentabilidade na exploração e utilização dos recursos naturais por parte dos seus cidadãos podem contribuír para a atenuação das enormes diferenças existentes entre aqueles que vivem abaixo do limiar de pobreza - e que em virtude disso não têm acesso a recursos com qualidade nem em quantidade suficiente - e os que continuam a usufruir dos recursos como se estes fossem ilimitados.
Garantir a sustentabilidade ambiental é aliás um dos objectivos de desenvolvimento decorrentes da "Cimeira do Milénio" da ONU, que teve lugar em Setembro de 2000.
Nesta, os países membros assinaram, em conjunto, uma declaração, a Declaração do Milénio, que fixou 8 objectivos de desenvolvimento específicos, a serem atingidos até 2015, que são:
1 Reduzir para metade a pobreza extrema e a fome
2 Alcançar o ensino primário universal
3 Promover a igualdade entre os sexos
4 Reduzir em dois terços a mortalidade infantil
5 Reduzir em três quartos a taxa de mortalidade materna
6 Combater o VIH/SIDA, a malária e outras doenças graves
7 Garantir a sustentabilidade ambiental
8 Criar uma parceria mundial para o desenvolvimento
O principal objectivo desta campanha é consciencializar a opinião pública de que têm que ser tomadas medidas definitivas e efectivas para erradicar a pobreza no mundo.
Existem aliás metas que os países das Nações Unidas se cumpremeteram a cumprir (Portugal inclusivé), as referentes ao objectivo 7 (sustentabilidade ambiental) são:
Meta 9. Integrar os princípios do desenvolvimento sustentável nas políticas e programas nacionais e inverter a actual tendência para a perda de recursos ambientais
Meta 10. Reduzir para metade, até 2015, a percentagem de população sem acesso permanente a água potável
Meta 11. Até 2020, melhorar significativamente a vida de pelo menos 100 milhões de habitantes de bairros degradados
Todos podemos contribuir com a nossa participação para pressionar o governo português a cumprir as metas com que se compromenteu.
Participem!
Documentos a consultar:
Objectivos de Desenvolvimento do milénio
Relatório de Portugal (o que Portugal deve cumprir)
À semelhança de outros blogues da Comunidade Portuguesa de Ambientalistas, optámos por usar a banda branca do Make Poverty History (do Reino Unido) por esta ser visualmente bastante mais apelativa que a do Pobreza Zero promovido pela OIKOS e outras instituições em Portugal.
Os Recursos Naturais (tais como a água, as fontes energéticas, as florestas, o ar e a biodiversidade) são factores ambientais chave para a qualidade da vida humana e que compõem o nosso ambiente.
Hoje em dia, por falta de condições ambientais, 2 mil milhões de pessoas no mundo não têm acesso a fontes de energia regulares. 1000 milhões de pessoas no mundo não têm acesso a água potável. 2,4 mil milhões de pessoas no mundo não podem contar com a melhoria do seu sistema sanitário.
Como existe uma relação directa entre deplecção de recursos e aumento da pobreza, acreditamos que a integração de princípios de desenvolvimento sustentável nas políticas dos países e que a sustentabilidade na exploração e utilização dos recursos naturais por parte dos seus cidadãos podem contribuír para a atenuação das enormes diferenças existentes entre aqueles que vivem abaixo do limiar de pobreza - e que em virtude disso não têm acesso a recursos com qualidade nem em quantidade suficiente - e os que continuam a usufruir dos recursos como se estes fossem ilimitados.
Garantir a sustentabilidade ambiental é aliás um dos objectivos de desenvolvimento decorrentes da "Cimeira do Milénio" da ONU, que teve lugar em Setembro de 2000.
Nesta, os países membros assinaram, em conjunto, uma declaração, a Declaração do Milénio, que fixou 8 objectivos de desenvolvimento específicos, a serem atingidos até 2015, que são:
1 Reduzir para metade a pobreza extrema e a fome
2 Alcançar o ensino primário universal
3 Promover a igualdade entre os sexos
4 Reduzir em dois terços a mortalidade infantil
5 Reduzir em três quartos a taxa de mortalidade materna
6 Combater o VIH/SIDA, a malária e outras doenças graves
7 Garantir a sustentabilidade ambiental
8 Criar uma parceria mundial para o desenvolvimento
Para que não pensem que a pobreza é um problema exclusivo dos países do terceiro mundo, aqui ficam alguns dados acerca da situação da pobreza em Portugal:
24% das famílias estão em situação de pobreza
30% dos pobres são idosos pensionistas
15% da população está em risco de persistência de pobreza
470 mil estão desempregados
mais de 200 mil recebem Rendimento Social de Inserção
207 mil pessoas e 1100 intituições são apoiadas pelo Banco Alimentar contra a Fome
só na região de Lisboa, são servidas diáriamente 40 mil refeições
O principal objectivo desta campanha é consciencializar a opinião pública de que têm que ser tomadas medidas definitivas e efectivas para erradicar a pobreza no mundo.
Existem aliás metas que os países das Nações Unidas se cumpremeteram a cumprir (Portugal inclusivé), as referentes ao objectivo 7 (sustentabilidade ambiental) são:
Meta 9. Integrar os princípios do desenvolvimento sustentável nas políticas e programas nacionais e inverter a actual tendência para a perda de recursos ambientais
Meta 10. Reduzir para metade, até 2015, a percentagem de população sem acesso permanente a água potável
Meta 11. Até 2020, melhorar significativamente a vida de pelo menos 100 milhões de habitantes de bairros degradados
Todos podemos contribuir com a nossa participação para pressionar o governo português a cumprir as metas com que se compromenteu.
Participem!
Documentos a consultar:
Objectivos de Desenvolvimento do milénio
Relatório de Portugal (o que Portugal deve cumprir)
24 setembro, 2005
Autarquias e desenvolvimento sustentável

Será lançado no centro comercial Colombo (Lisboa), na FNAC, ás 18:30 do dia 28 de Setembro o livro "Autarquias e desenvolvimento sustentável- Agenda 21 Local e novas estratégias ambientais"
O livro é da autoria de Luísa Schmidt, Joaquim Gil Nave e João Guerra.
A obra será apresentada pelo Prof. Doutor João Ferrão, Secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades e pelo Eng. Carlos Pimenta.
Encontramos neste livro uma crítica fundamentada, e ao mesmo tempo incisiva, do pouco que em Portugal se tem feito pelo ambiente e pela sustentabilidade ao nível do poder local.
Nele encontramos também alguns sinais encorajadores e, acima de tudo, um conjunto amplo de orientações estratégicas e medidas de política que os autores sugerem como quem lança um repto.
Para os que pretendem ficar a saber como passar à prática, com sucesso, uma Agenda 21 Local, o Roteiro que com esta obra se disponibiliza, constitui uma ferramenta inovadora em termos informativos e imprescindível no plano operacional.
23 setembro, 2005
Dia europeu sem carros
Celebrou-se ontem mais um dia europeu sem carros, uma iniciativa que pretende alertar para os problemas urbanos resultantes dos transportes (poluição atmosférica e ruído essencialmente), nomeadamente do uso de viatura própria em detrimento dos transportes públicos.
A realidade é que ao ver o telejornal da manhã, assisti a uma cidade de Lisboa completamente entupida com os habituais engarrafamentos e a única iniciativa visível pertenceu à associação QUERCUS, que realizou medições de ruído e poluição atmosférica (estas últimas com resultados preocupantes).
Na cidade de Faro também não se assistiu a uma diminuição significativa do habitual trânsito automóvel (cada vez mais intenso).
Na minha opinião, a implementação desta iniciativa falhou em vários pontos. No início optou-se por fechar o acesso a determinadas vias de trânsito para as disponibilizar a outras formas de veículos como as bicicletas. Má escolha: quem precisava mesmo de utilizar essas vias ficou irritado com a decisão e muita gente foi para essas vias andar de patins ou disfrutar de belos passeios, ou seja, não se alterou a forma como as pessoas se deslocam na sua vida rotineira, apenas se criou um dia de excepção em que quem trabalhava ficava iritado, e quem não trabalhava ou tirou esse dia andava a passear nas vias afectadas.
Isto levou a uma descredibilização da iniciativa e a um sentimento de não identificação para com ela. Resultado disso: este ano as iniciativas foram ainda mais incipientes, sendo a única medida notável a gratuitidade dos transportes públicos.
Só isso não chega, esta é uma questão que deve ser encarada com seriedade e devidamente planeada. Deveriam ter sido criados horários suplementares de transportes públicos e os cidadãos deveriam ter sido informados previamente (previamente não é um dia ou dois antes) desses mesmos horários e de quais as alternativas ao seu dispôr. Isto porque o cidadão comum, com a sua vida rotineira, precisa de se preparar para fugir à sua rotina.
Não esperem que o cidadão investigue qual será a melhor alternativa pois ele não o fará se não sentir que foi feito um esforço para o informar. Culpa do cidadão? Sem dúvida. Culpa das autoridades? Concerteza, quando em muitos casos nem sequer existem essas alternativas ao transporte particular.
Qual é a vossa opinião sobre este assunto?
Mais informação sobre esta iniciativa aqui.
Leituras complementares:
Dia Europeu Sem Carros: Quercus propõe 10 medidas
Dia sem Carros: Quercus decepcionada com fraca participação
Documento-chave:
Agenda Local 21 - Guía práctica para la elaboración de Planes Municipales de Movilidad Sostenible (requer registo)
A realidade é que ao ver o telejornal da manhã, assisti a uma cidade de Lisboa completamente entupida com os habituais engarrafamentos e a única iniciativa visível pertenceu à associação QUERCUS, que realizou medições de ruído e poluição atmosférica (estas últimas com resultados preocupantes).
Na cidade de Faro também não se assistiu a uma diminuição significativa do habitual trânsito automóvel (cada vez mais intenso).
Na minha opinião, a implementação desta iniciativa falhou em vários pontos. No início optou-se por fechar o acesso a determinadas vias de trânsito para as disponibilizar a outras formas de veículos como as bicicletas. Má escolha: quem precisava mesmo de utilizar essas vias ficou irritado com a decisão e muita gente foi para essas vias andar de patins ou disfrutar de belos passeios, ou seja, não se alterou a forma como as pessoas se deslocam na sua vida rotineira, apenas se criou um dia de excepção em que quem trabalhava ficava iritado, e quem não trabalhava ou tirou esse dia andava a passear nas vias afectadas.
Isto levou a uma descredibilização da iniciativa e a um sentimento de não identificação para com ela. Resultado disso: este ano as iniciativas foram ainda mais incipientes, sendo a única medida notável a gratuitidade dos transportes públicos.
Só isso não chega, esta é uma questão que deve ser encarada com seriedade e devidamente planeada. Deveriam ter sido criados horários suplementares de transportes públicos e os cidadãos deveriam ter sido informados previamente (previamente não é um dia ou dois antes) desses mesmos horários e de quais as alternativas ao seu dispôr. Isto porque o cidadão comum, com a sua vida rotineira, precisa de se preparar para fugir à sua rotina.
Não esperem que o cidadão investigue qual será a melhor alternativa pois ele não o fará se não sentir que foi feito um esforço para o informar. Culpa do cidadão? Sem dúvida. Culpa das autoridades? Concerteza, quando em muitos casos nem sequer existem essas alternativas ao transporte particular.
Qual é a vossa opinião sobre este assunto?
Mais informação sobre esta iniciativa aqui.
Leituras complementares:
Dia Europeu Sem Carros: Quercus propõe 10 medidas
Dia sem Carros: Quercus decepcionada com fraca participação
Documento-chave:
Agenda Local 21 - Guía práctica para la elaboración de Planes Municipales de Movilidad Sostenible (requer registo)
22 setembro, 2005
Construção de última hora
Caros ambientalistas,Mais uma campanha eleitoral à vista e vão-se multiplicando as construções de última hora. Hoje dei uma volta pelo Estuário do Tejo, a minha área de estudo, para mostrar as principais áreas com aves aquáticas a mais um biólogo que vai trabalhar nesta zona. Qual não foi a minha surpresa quando descobri que em nada mais nada menos de três áreas (Amora, Moita e Alhos-Vedros), as betoneiras e os tractores tinham substituído a habitual calma ribeirinha, em apressados arranjos das zonas ribeirinhas, com magníficos passeios panorâmicos, bonitos jardins de plantas exóticas e novas ciclovias, que cortavam a eito sobre descampados, salinas e sapais.
É sempre bom ver como as autarquias continuam tão preocupadas com o ambiente ribeirinho.
Curioso, não vi uma única ave (excluíndo as gaivotas) em nenhum destes três sítios, poderá estar o seu desaparecimento relacionado com a destruição dos seus habitats e com a actividade barulhenta da maquinaria das obras? As aves não votam... e os eleitores estão-se nas tintas para elas!
21 setembro, 2005
V Congresso de Ornitologia da SPEA
A SPEA – Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves está a organizar o V Congresso de Ornitologia, que se irá realizar de 23 a 26 de Março de 2006, em Oeiras (Estação Agronómica de Oeiras).
Os interessados em apresentar Comunicações Orais e Posters deverão enviar os resumos até 31 de Outubro de 2005.
As inscrições no congresso poderão ser efectuadas até 31 de Janeiro de 2006, através do envio obrigatório do Boletim de Inscrição e respectivo pagamento.
Mais informações sobre as Normas de Apresentação das Comunicações e Inscrição estão disponíveis aqui ou através dos contactos:
Vanessa Oliveira
Tel: +351 213220430;
Fax: +351 213220439
E-mail: congresso2006@spea.pt
Site da SPEA
Os interessados em apresentar Comunicações Orais e Posters deverão enviar os resumos até 31 de Outubro de 2005.
As inscrições no congresso poderão ser efectuadas até 31 de Janeiro de 2006, através do envio obrigatório do Boletim de Inscrição e respectivo pagamento.
Mais informações sobre as Normas de Apresentação das Comunicações e Inscrição estão disponíveis aqui ou através dos contactos:
Vanessa Oliveira
Tel: +351 213220430;
Fax: +351 213220439
E-mail: congresso2006@spea.pt
Site da SPEA
20 setembro, 2005
Alqueva aposta nas mini-hídricas
A Edia, empresa que gere a barragem do Alqueva estuda a construção de seis centrais mini-hídricas. A primeira já está em fase de adjudicação, segundo refere o Diário Económico de terça-feira citando um relatório da empresa.
No âmbito deste trabalho, explica o artigo, foram identificados «dezenas de locais» com potencial de instalação de aproveitamentos hidroeléctricos nos sub-sistemas do Alqueva, Ardila e Pedrógão.
As conclusões do relatório elaborado pela EDIA - Empresa de Desenvolvimento de Infra-Estruturas do Alqueva apontam, no entanto, para a viabilidade económica em apenas seis centrais: Alvito, Odivelas, Vale do Gaio, Pisão Roxo e Serpa, potenciais mini-hídricas que poderão reforçar a produção de electricidade em 64 GWh (gigawatts/hora). Desta lista, a central que está em adjudicação é a do Pisão, com uma capacidade prevista de 680 KWh.
A central hidroeléctrica do Alqueva, cuja exploração a EDIA iniciou em 2003, tem uma capacidade instalada de 260 MW (dois grupos de 130 megawatts). Em 2004, a produção atingiu 104 GWh, os quais geraram receitas de 6,3 milhões de euros.
As previsões de operação do empreendimento em «velocidade cruzeiro» apontam para uma produção de 460 GW/ano.
No âmbito deste trabalho, explica o artigo, foram identificados «dezenas de locais» com potencial de instalação de aproveitamentos hidroeléctricos nos sub-sistemas do Alqueva, Ardila e Pedrógão.
As conclusões do relatório elaborado pela EDIA - Empresa de Desenvolvimento de Infra-Estruturas do Alqueva apontam, no entanto, para a viabilidade económica em apenas seis centrais: Alvito, Odivelas, Vale do Gaio, Pisão Roxo e Serpa, potenciais mini-hídricas que poderão reforçar a produção de electricidade em 64 GWh (gigawatts/hora). Desta lista, a central que está em adjudicação é a do Pisão, com uma capacidade prevista de 680 KWh.
A central hidroeléctrica do Alqueva, cuja exploração a EDIA iniciou em 2003, tem uma capacidade instalada de 260 MW (dois grupos de 130 megawatts). Em 2004, a produção atingiu 104 GWh, os quais geraram receitas de 6,3 milhões de euros.
As previsões de operação do empreendimento em «velocidade cruzeiro» apontam para uma produção de 460 GW/ano.
Fonte: Diário Digital
14 setembro, 2005
Tablete de hidrogénio como combustível para automóveis
Cientistas dinamarqueses desenvolvem tabletes de hidrogénio a baixo preço e que oferecem o máximo de segurança. Uma nova tecnologia que transforma combustível de hidrogénio em material sólido e que pode ser transportado no bolso.
Investigadores da Universidade Técnica da Dinamarca (UTD) desenvolvem uma nova tecnologia que transforma hidrogénio em material sólido e que pode vir a resultar numa alternativa aos combustíveis fósseis actualmente utilizados, como o gás e o petróleo.
Há muito que se sabe que o hidrogénio é uma fonte de combustível eficaz e amiga do ambiente muito viável para vir a substituir os combustíveis fósseis. No entanto, até agora o hidrogénio apresentava-se como um grande desafio para os investigadores, já que é difícil de armazenar por ser um gás leve que ocupa muito espaço e é inflamável.
Agora, os cientistas da UTD dizem ter desenvolvido uma nova tecnologia capaz de transformar hidrogénio em estado gasoso numa forma sólida, ou seja, numa tablete de fácil transporte e armazenamento. Uma fórmula revolucionária, já que os cientistas adiantam que pode ser facilmente transportado no bolso com a máxima segurança.
Claus Hviid Christensen, do Departmento de Química da UTD explica que «para se conduzir um automóvel durante 600 km a utilizar hidrogénio gasoso com pressão normal é necessário um tanque de combustível do tamanho de nove carros. Com a nossa tecnologia, a mesma quantidade de hidrogénio pode ser armazenada num tanque normal de gasolina».
Para além das vantagens visíveis de segurança e armazenamento, os cientistas referem ainda que a tablete é produzida a baixos custos. Estes referem que esta consiste em amónia absorvida por sal marinho. Os cientistas explicam que a amónia é constituída por hidrogénio, nitrogénio e ar comum e que tablete para além de ser feita de amónia contém ainda grandes quantidades de hidrogénio.
«A tecnologia é um passo em frente para tornar a sociedade independente dos combustíveis fósseis», refere Jens Nørskov, Director do Nanotechnology Center, da mesma Universidade e acrescenta: «Nós temos uma nova solução para um dos principais obstáculos para a utilização de hidrogénio como combustível. E nós precisamos de novas tecnologias de energia – o petróleo e o gás não vão durar sempre e sem energia não há sociedade moderna».
Os cientistas referem ainda que a tablete tem a capacidade de ser utilizada as vezes que forem necessárias mesmo depois de se esvaziar, ou seja, a amónia é libertada através de um catalisador até se obter apenas o hidrogénio. Quando vazia a embalagem pode voltar a ser enchida por amónia.Os investigadores estão a conjugar esforços para comercializarem a tablete.
Investigadores da Universidade Técnica da Dinamarca (UTD) desenvolvem uma nova tecnologia que transforma hidrogénio em material sólido e que pode vir a resultar numa alternativa aos combustíveis fósseis actualmente utilizados, como o gás e o petróleo.
Há muito que se sabe que o hidrogénio é uma fonte de combustível eficaz e amiga do ambiente muito viável para vir a substituir os combustíveis fósseis. No entanto, até agora o hidrogénio apresentava-se como um grande desafio para os investigadores, já que é difícil de armazenar por ser um gás leve que ocupa muito espaço e é inflamável.
Agora, os cientistas da UTD dizem ter desenvolvido uma nova tecnologia capaz de transformar hidrogénio em estado gasoso numa forma sólida, ou seja, numa tablete de fácil transporte e armazenamento. Uma fórmula revolucionária, já que os cientistas adiantam que pode ser facilmente transportado no bolso com a máxima segurança.
Claus Hviid Christensen, do Departmento de Química da UTD explica que «para se conduzir um automóvel durante 600 km a utilizar hidrogénio gasoso com pressão normal é necessário um tanque de combustível do tamanho de nove carros. Com a nossa tecnologia, a mesma quantidade de hidrogénio pode ser armazenada num tanque normal de gasolina».
Para além das vantagens visíveis de segurança e armazenamento, os cientistas referem ainda que a tablete é produzida a baixos custos. Estes referem que esta consiste em amónia absorvida por sal marinho. Os cientistas explicam que a amónia é constituída por hidrogénio, nitrogénio e ar comum e que tablete para além de ser feita de amónia contém ainda grandes quantidades de hidrogénio.
«A tecnologia é um passo em frente para tornar a sociedade independente dos combustíveis fósseis», refere Jens Nørskov, Director do Nanotechnology Center, da mesma Universidade e acrescenta: «Nós temos uma nova solução para um dos principais obstáculos para a utilização de hidrogénio como combustível. E nós precisamos de novas tecnologias de energia – o petróleo e o gás não vão durar sempre e sem energia não há sociedade moderna».
Os cientistas referem ainda que a tablete tem a capacidade de ser utilizada as vezes que forem necessárias mesmo depois de se esvaziar, ou seja, a amónia é libertada através de um catalisador até se obter apenas o hidrogénio. Quando vazia a embalagem pode voltar a ser enchida por amónia.Os investigadores estão a conjugar esforços para comercializarem a tablete.
Fonte: TV-Ciência On-line
13 setembro, 2005
Guia de Acesso à Justiça em Matérias Ambientais
A EURONATURA lançou em Maio deste ano o "Guia de Acesso à Justiça em Matérias Ambientais", que podem agora consultar em formato electrónico aqui.Boas leituras!
Ver também:
Cidadania (realmente) Participativa: Os Ambientalistas - Agosto 2005
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