13 junho, 2005

Trinta anos de caos

Planeta TerraFoi lançado recentemente o Atlas One Planet Many People pelo Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUA), com o intuito de marcar o dia Mundial do Ambiente 2005.

O documento demonstra, com fotografias comparativas, tiradas por satélite, como centenas de regiões mudaram, radicalmente, nas últimas três décadas, periodo, que a ONU considera como tendo sido aquele em que a Terra mais alterações sofreu, devido a pressões económicas e demográficas.

Vejam em baixo algumas das inacreditáveis imagens que o atlas conseguiu compilar (em pdf e com textos em inglês).

1 Introduzindo o Planeta - Uma história de mudança

2 As pessoas e o Planeta - Influências Humanas no Planeta

3 Impactes Humanos no planeta - Visualizando as Mudanças ao Longo do Tempo

3.1 Atmosfera
3.2 Áreas Costeiras
3.3 Àgua
3.4 Florestas
3.5 Terra de cultivo
3.6 Terra de pastoreio
3.7 Áreas Urbanas
3.8 Tundra e Regiôes Polares

4 Acontecimentos Naturais e Induzidos Pelo Homem

Encontre aqui mais informações sobre o Atlas.

Fonte: Revista Visão de 9 de Junho de 2005.

08 junho, 2005

8 de Junho - Dia Mundial dos Oceanos

O Mar...Criado em 1992 na Cimeira da Terra no Rio, o Dia Mundial dos Oceanos é uma oportunidade para celebrar a nossa ligação pessoal com o mar. Neste dia procura-se um pouco por todo o mundo assumir compromissos, mudar perspectivas questionando em que medida os oceanos são importantes para cada um de nós, aprender um pouco e ou simplesmente por uma vez deixar de estar de costas voltadas para o Oceano, apenas tendo em conta o que ele pode fazer por nós, não pensando o que podemos fazer por este organismo vivo e dinâmico que dá sentido à expressão Planeta Azul e preenche mais de 70% da superfície terrestre.

Como se sabe nem tudo vai bem no reino de Neptuno, afectado por problemas vários como a sobrepesca, poluição, introdução de espécies estranhas aos habitats e destruição destes levando à ameaça de estuários, águas costeiras e oceanos. Como se não bastasse uma nova ameaça como é o aquecimento global começa a ser sentida com os consequentes impactos.

Como um povo que antes de sermos europeístas deveriamos ser atlantistas (confesso que não sei se existe) devido ao nosso passado e a nossa ligação ao Mar, que às vezes nos parece envergonhar em vez de orgulhar profundamente, deixamos passar oportunidades como este dia para exaltar a nossa ligação ao oceano. Por exemplo, depois das conclusões da Comissão para os Oceanos o que está a ser feito? Já há ideias, estratégias, linhas guia? Não me parece e manifesto a minha posição de que o défice não pode ser impeditivo da toma de medidas concretas e de investimento. Há que apostar na nossa mais valia e tornarmo-nos a grande porta de entrada de mercadorias utilizando por exemplo o Porto de Sines para tal, apostar em turismo sustentável usufruindo dos quilómetros de costa que possuímos evitando casos, como se tem verificado no Algarve, em que empreendimentos turísticos localizados na linha de costa fecham literalmente praias, não sendo possível ao resto da população usufruir do que é nosso por direito.

Em relação à comemoração da efeméride são poucas as instituições que por cá dão alguma relevância ao tema. A LPN emitiu um comunicado com o sugestivo tema "Dia Mundial dos Oceanos - Haverá Razões para Comemorar?", enquanto que o GEOTA também emitiu um comunicado com reflexões sobre o tema. O Oceanário de Lisboa como não poderia deixar de ser, também celebra os oceanos, dedicando-lhes o mês de Junho. O Ciência Viva comemora o dia com uma sessão sobre o projecto ,Ciência, Educação e Arqueologia Marinha: À Descoberta do Fundo do Mar, associado à iniciativa luso-americana SEMAPP. A sessão decorrerá no foyer do Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva às 15h.

Sugiro uma visita ao site do World Ocean Network, organismo global que se preocupa em exclusivo com a problemática dos Oceanos. Podem participar activamente ao tirar o Passaporte dos Oceanos, tornando-se assim cidadãos dos Oceanos.

Uma vez que está um tempo mais que agradável, sugiro que quem possa vá até à praia e dê um mergulho no mar e constatem a maravilha que temos e não podemos desperdiçar.

Saudações Ambientalistas e Bons Mergulhos

07 junho, 2005

10ª Campanha da AMI de recolha de radiografias já começou!

Tudo a levar as chapas...Durante três semanas será possível entregar radiografias com mais de cinco anos e sem valor clínico em quaisquer farmácias do país, no âmbito da 10ª campanha de reciclagem promovida pela Assistência Médica Internacional (AMI) que reconverte e vende a prata extraída das "chapas".

Esta campanha realiza-se desde 1996, tendo já sido recolhidas cerca de 700 toneladas desde essa data.

Quando são deitadas para o lixo sem o devido tratamento, as radiografias são potenciais poluentes devido ao nitrato de prata, seu componente. No entanto, se forem tomadas estas medidas conservativas, por cada tonelada de radiografias é possível extrair 10 quilos de prata que pode ser posteriormente vendida no mercado.

Além de se estar a garantir uma conduta sustentável, também se estará a ajudar a AMI na sua batalha para a tentativa de garantir um futuro melhor para quem mais necessita.

As radiografias podem ser entregues até dia 24 deste mês em qualquer farmácia perto de si.

Participem e divulguem!
Saudações Ambientalistas

FORUM Agenda 21 Local

Realiza-se este dia 8 o FORUM Agenda 21 Local - Conceitos, processos e a experiência portuguesa, no Auditório José Silvestre da Escola Superior de Tecnologia da Universidade do Algarve (Campus da Penha).

O Fórum tem início às 14 horas e conta com as participações por exemplo do Engº Campos Correia (Presidente da CCDR - Algarve), do Dr. Aristides Leitão (Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável) ou do Engº Macário Correia (Presidente da Junta Metropolitana do Algarve e da Câmara Municipal de Tavira).

O Fórum é essencialmente composto por dois painéis e sessões de debate. O 1º painel é subordinado ao tema "Conceitos e Processos Associados à Agenda 21 Local"; o 2º painel trata dos "Casos Portugueses", onde serão analisados os concelhos de Oeiras, Torres Vedras, Portimão, Tavira e ainda o caso do Sistema de Gestão Ambiental da Praia da Falésia (da responsabilidade da empresa Lusotur).

Inscrições:

Tel: 289 800 100, ext. 6154/6236

Estudantes: 10 Euros
Não estudantes: 20 Euros

05 junho, 2005

5 de Junho - Dia Mundial do Ambiente

Dia Mundial do AmbienteComemora-se hoje o Dia Mundial do Ambiente, efeméride comemorada um pouco por toda a parte e que não podia deixar de ser devidamente mencionada n'Os Ambientalistas.

Por cá o Governo de Portugal resolveu assinalar o dia com a realização de um conselho de ministros extraordinário em Sagres para aprovar 20 diplomas ambientais. Entre os diplomas a aprovar incluiam-se a Lei da Água, que introduz uma taxa de recursos hídricos que no entanto não afectará por demais o consumidor, finalmente o POOC de Vilamoura - Vila Real de Santo António e o Plano de Ordenamento da Arrábida. No programa do dia, incluia-se também uma visita à barragem de Odelouca de modo a assinar um contrato para a retoma das obras desta infraestrutura que abastecerá de água todo o Barlavento Algarvio, não se prevendo no entanto qualquer medida para a gestão concertada dos recursos hídricos, sendo sempre preferível apostar nas águas superficiais, esperando que o São Pedro se lembre de nós...

É de louvar que o governo, "apenas" três meses após ter entrado em funções tenha dado ao Ambiente um pouco do seu tempo...

Mais uma vez deixo para a comunidade ambientalista dois temas de discussão:

Qual a vossa opinião sobre a política ambiental deste executivo?

Quais os problemas ambientais mais importantes a ter em conta, tendo em vista a dualidade necessidade/custo , numa altura em que as finanças públicas estão como toda a gente sabe?

Saudações Ambientalistas e um bom Dia do Ambiente.

03 junho, 2005

Comunidades Ribeirinhas e Ambiente

Olho de Boi - AlmadaOutrora locais de forte actividade humana, as áreas ribeirinhas têm vindo a ser abandonadas, ao longo das últimas décadas. Hoje são alvo de forte especulação imobiliária e o seu futuro é decidido à margem dos cidadãos e do poder local. Alguns projectos previstos são bastante polémicos do ponto de vista da qualidade do ambiente e das acessibilidades.

As comunidades ribeirinhas permanecem entretanto de costas viradas para o rio e são raros os casos em que são chamadas a participar na discussão de soluções alternativas. Devolver as frentes ribeirinhas à população é uma preocupação crescente dos grupos de cidadãos que promovem debates sobre urbanismo, cidadania e participação pública.

Vai decorrer no dia 14 de Junho, às 21h, no espaço cultural Café Com Letras (R. Cândido dos Reis, 88 - 94, Cacilhas – Almada.) o debate “Comunidades Ribeirinhas e Ambiente”.

Este debate vem no seguimento do debate “Betão Armado em Cidade” (que contou com 61 cidadãos que discutiram, entre si e com urbanistas, os problemas e a reabilitação do espaço urbano) e contará com a presença de cidadãos, activistas ambientais, arquitectos e elementos do movimento cívico Xiradania.

A sua participação é importante, participe!



Presentes no espaço do Debate vão estar fotografias da autoria de - Luís Silva e Luís Gurriana, maquetas de Miguel Quinhones e uma exposição da U. Lusófona intitulada “30 anos de Caos Urbanístico”.

Fonte: Grupo Vida Urbana e Ambiente BE - Almada

31 maio, 2005

Semana Verde em Almada

Em Almada vive-se, até dia 9 de Junho, a Semana Verde. Esta Semana associa-se à iniciativa Urban Green Days, que decorre simultaneamente em diferentes cidades europeias

Esta iniciativa, pretende lembrar a todos como é fundamental o papel de cada um para um Planeta mais sustentável.

O evento decorre em vários pontos do concelho, e tem um programa animado e diversificado, que pretende incentivar a reflexão sobre os diferentes temas ambientais que afectam as cidades europeias, contribuindo assim para modos de vida mais sustentáveis.

A Semana Verde ocorre neste concelho pela segunda vez e é organizada pela Câmara Municipal de Almada, em cooperação com outras entidades, como o Grupo de Acção e Intervenção Ambiental (GAIA).

Consulte aqui o programa.

Fonte: Almada Cidade Digital



Artigo relacionado:

Green Week 2005 - Os Ambientalistas, Março de 2005

30 maio, 2005

O direito dos ciclistas em Portugal e a necessidade de revisão do Código da Estrada

BicicletadaA última versão do Código da Estrada (Decreto-Lei nº 44/2005 de 23 de Fevereiro) constituiu uma oportunidade perdida para a correcção de algo que está mal há muitos anos no que diz respeito à regulamentação da circulação de bicicletas em Portugal. O artigo 32º, que retira expressamente à bicicleta a prioridade em cruzamentos, mesmo em circunstâncias em que seria aconselhável e intuitivo que a tivesse, constitui uma verdadeira licença para matar. A obrigatoriedade de transitar o mais próximo possível das bermas ou passeios (artigo 90º), sem deixar o ciclista fazer a avaliação subjectiva da sua segurança, é uma regra há muito abandonada pela maior parte dos códigos da estrada europeus.

Urge, portanto, para além de um intenso programa para a educação da segurança rodoviária para todas as idades, uma revisão do código da estrada, para que este proteja de forma efectiva o ciclista e nele inclua noções mais actuais e razoáveis de encarar o uso da bicicleta em Portugal.

Está a decorrer uma petição para levar o problema à
Presidência da República.

Consulte a página da Bicicleta Portugal (um grupo de cidadãos que decidiu fazer algo pelos direitos dos ciclistas em Portugal) para saber mais sobre este assunto.

29 maio, 2005

Um olhar sobre as fontes de energia renovável em Portugal

Energias RenováveisA análise da utilização de fontes de energia renovável (FER), numa perspectiva integradora, não deve esquecer questões que se situam a montante, como as razões da utilização destas fontes mas, também, problemas a elas associadas. Importa referir que as FER apresentam diversas vantagens: não utilizam recursos finitos como o petróleo, possibilitam uma maior independência face ao exterior e, de uma maneira geral e à escala a que são implementadas, apresentam menores impactes ambientais.

Pelos motivos acima expostos, e na sequência do Protocolo de Quioto, foi aprovada, em 2001, a Directiva Europeia 2001/77/CE para a promoção das fontes de energia renovável. Esta Directiva estabeleceu metas indicativas nacionais relativas ao consumo futuro de electricidade produzida a partir de fontes de energia renovável para o ano de 2010, tendo Portugal uma meta de 39%.

Não se pode, no entanto, ignorar que também as FER apresentam problemas ambientais que variam consoante o tipo de fonte, a localização dos centros electroprodutores, bem como com o modo como os projectos são implementados. É por este motivo que, do ponto de vista ambiental e da eficiência económica, é também muito importante trabalhar na redução do consumo de energia na fonte, matéria que tem sido um pouco esquecida. Evitar o consumo excessivo de energia implica, necessariamente, evitar impactes ambientais – o kWh “mais limpo” é aquele que não é desperdiçado.

(...)

Ver a versão completa no Portal do Engenheiro.

Um artigo de Ana Lopes e Patrícia Veloso.

24 maio, 2005

Participação Pública na AIA

Participação PúblicaGostava de partilhar convosco esta página, que vos permite aceder aos Projectos dos Estudos de Impacte Ambiental que estão actualmente em Fase de Consulta Pública.

Fiquem a saber que:
No âmbito do processo da Consulta Pública serão consideradas e apreciadas todas as exposições que especificamente se relacionem com o projecto em avaliação.

Estas exposições devem ser apresentadas por escrito e enviadas ao Instituto do Ambiente até à respectiva Data Final da Consulta Pública.

É importante que a voz de todos os interessados seja ouvida nos processos de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA), portanto...

Participem!

Fonte: Instituto do Ambiente