07 junho, 2005

10ª Campanha da AMI de recolha de radiografias já começou!

Tudo a levar as chapas...Durante três semanas será possível entregar radiografias com mais de cinco anos e sem valor clínico em quaisquer farmácias do país, no âmbito da 10ª campanha de reciclagem promovida pela Assistência Médica Internacional (AMI) que reconverte e vende a prata extraída das "chapas".

Esta campanha realiza-se desde 1996, tendo já sido recolhidas cerca de 700 toneladas desde essa data.

Quando são deitadas para o lixo sem o devido tratamento, as radiografias são potenciais poluentes devido ao nitrato de prata, seu componente. No entanto, se forem tomadas estas medidas conservativas, por cada tonelada de radiografias é possível extrair 10 quilos de prata que pode ser posteriormente vendida no mercado.

Além de se estar a garantir uma conduta sustentável, também se estará a ajudar a AMI na sua batalha para a tentativa de garantir um futuro melhor para quem mais necessita.

As radiografias podem ser entregues até dia 24 deste mês em qualquer farmácia perto de si.

Participem e divulguem!
Saudações Ambientalistas

FORUM Agenda 21 Local

Realiza-se este dia 8 o FORUM Agenda 21 Local - Conceitos, processos e a experiência portuguesa, no Auditório José Silvestre da Escola Superior de Tecnologia da Universidade do Algarve (Campus da Penha).

O Fórum tem início às 14 horas e conta com as participações por exemplo do Engº Campos Correia (Presidente da CCDR - Algarve), do Dr. Aristides Leitão (Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável) ou do Engº Macário Correia (Presidente da Junta Metropolitana do Algarve e da Câmara Municipal de Tavira).

O Fórum é essencialmente composto por dois painéis e sessões de debate. O 1º painel é subordinado ao tema "Conceitos e Processos Associados à Agenda 21 Local"; o 2º painel trata dos "Casos Portugueses", onde serão analisados os concelhos de Oeiras, Torres Vedras, Portimão, Tavira e ainda o caso do Sistema de Gestão Ambiental da Praia da Falésia (da responsabilidade da empresa Lusotur).

Inscrições:

Tel: 289 800 100, ext. 6154/6236

Estudantes: 10 Euros
Não estudantes: 20 Euros

05 junho, 2005

5 de Junho - Dia Mundial do Ambiente

Dia Mundial do AmbienteComemora-se hoje o Dia Mundial do Ambiente, efeméride comemorada um pouco por toda a parte e que não podia deixar de ser devidamente mencionada n'Os Ambientalistas.

Por cá o Governo de Portugal resolveu assinalar o dia com a realização de um conselho de ministros extraordinário em Sagres para aprovar 20 diplomas ambientais. Entre os diplomas a aprovar incluiam-se a Lei da Água, que introduz uma taxa de recursos hídricos que no entanto não afectará por demais o consumidor, finalmente o POOC de Vilamoura - Vila Real de Santo António e o Plano de Ordenamento da Arrábida. No programa do dia, incluia-se também uma visita à barragem de Odelouca de modo a assinar um contrato para a retoma das obras desta infraestrutura que abastecerá de água todo o Barlavento Algarvio, não se prevendo no entanto qualquer medida para a gestão concertada dos recursos hídricos, sendo sempre preferível apostar nas águas superficiais, esperando que o São Pedro se lembre de nós...

É de louvar que o governo, "apenas" três meses após ter entrado em funções tenha dado ao Ambiente um pouco do seu tempo...

Mais uma vez deixo para a comunidade ambientalista dois temas de discussão:

Qual a vossa opinião sobre a política ambiental deste executivo?

Quais os problemas ambientais mais importantes a ter em conta, tendo em vista a dualidade necessidade/custo , numa altura em que as finanças públicas estão como toda a gente sabe?

Saudações Ambientalistas e um bom Dia do Ambiente.

03 junho, 2005

Comunidades Ribeirinhas e Ambiente

Olho de Boi - AlmadaOutrora locais de forte actividade humana, as áreas ribeirinhas têm vindo a ser abandonadas, ao longo das últimas décadas. Hoje são alvo de forte especulação imobiliária e o seu futuro é decidido à margem dos cidadãos e do poder local. Alguns projectos previstos são bastante polémicos do ponto de vista da qualidade do ambiente e das acessibilidades.

As comunidades ribeirinhas permanecem entretanto de costas viradas para o rio e são raros os casos em que são chamadas a participar na discussão de soluções alternativas. Devolver as frentes ribeirinhas à população é uma preocupação crescente dos grupos de cidadãos que promovem debates sobre urbanismo, cidadania e participação pública.

Vai decorrer no dia 14 de Junho, às 21h, no espaço cultural Café Com Letras (R. Cândido dos Reis, 88 - 94, Cacilhas – Almada.) o debate “Comunidades Ribeirinhas e Ambiente”.

Este debate vem no seguimento do debate “Betão Armado em Cidade” (que contou com 61 cidadãos que discutiram, entre si e com urbanistas, os problemas e a reabilitação do espaço urbano) e contará com a presença de cidadãos, activistas ambientais, arquitectos e elementos do movimento cívico Xiradania.

A sua participação é importante, participe!



Presentes no espaço do Debate vão estar fotografias da autoria de - Luís Silva e Luís Gurriana, maquetas de Miguel Quinhones e uma exposição da U. Lusófona intitulada “30 anos de Caos Urbanístico”.

Fonte: Grupo Vida Urbana e Ambiente BE - Almada

31 maio, 2005

Semana Verde em Almada

Em Almada vive-se, até dia 9 de Junho, a Semana Verde. Esta Semana associa-se à iniciativa Urban Green Days, que decorre simultaneamente em diferentes cidades europeias

Esta iniciativa, pretende lembrar a todos como é fundamental o papel de cada um para um Planeta mais sustentável.

O evento decorre em vários pontos do concelho, e tem um programa animado e diversificado, que pretende incentivar a reflexão sobre os diferentes temas ambientais que afectam as cidades europeias, contribuindo assim para modos de vida mais sustentáveis.

A Semana Verde ocorre neste concelho pela segunda vez e é organizada pela Câmara Municipal de Almada, em cooperação com outras entidades, como o Grupo de Acção e Intervenção Ambiental (GAIA).

Consulte aqui o programa.

Fonte: Almada Cidade Digital



Artigo relacionado:

Green Week 2005 - Os Ambientalistas, Março de 2005

30 maio, 2005

O direito dos ciclistas em Portugal e a necessidade de revisão do Código da Estrada

BicicletadaA última versão do Código da Estrada (Decreto-Lei nº 44/2005 de 23 de Fevereiro) constituiu uma oportunidade perdida para a correcção de algo que está mal há muitos anos no que diz respeito à regulamentação da circulação de bicicletas em Portugal. O artigo 32º, que retira expressamente à bicicleta a prioridade em cruzamentos, mesmo em circunstâncias em que seria aconselhável e intuitivo que a tivesse, constitui uma verdadeira licença para matar. A obrigatoriedade de transitar o mais próximo possível das bermas ou passeios (artigo 90º), sem deixar o ciclista fazer a avaliação subjectiva da sua segurança, é uma regra há muito abandonada pela maior parte dos códigos da estrada europeus.

Urge, portanto, para além de um intenso programa para a educação da segurança rodoviária para todas as idades, uma revisão do código da estrada, para que este proteja de forma efectiva o ciclista e nele inclua noções mais actuais e razoáveis de encarar o uso da bicicleta em Portugal.

Está a decorrer uma petição para levar o problema à
Presidência da República.

Consulte a página da Bicicleta Portugal (um grupo de cidadãos que decidiu fazer algo pelos direitos dos ciclistas em Portugal) para saber mais sobre este assunto.

29 maio, 2005

Um olhar sobre as fontes de energia renovável em Portugal

Energias RenováveisA análise da utilização de fontes de energia renovável (FER), numa perspectiva integradora, não deve esquecer questões que se situam a montante, como as razões da utilização destas fontes mas, também, problemas a elas associadas. Importa referir que as FER apresentam diversas vantagens: não utilizam recursos finitos como o petróleo, possibilitam uma maior independência face ao exterior e, de uma maneira geral e à escala a que são implementadas, apresentam menores impactes ambientais.

Pelos motivos acima expostos, e na sequência do Protocolo de Quioto, foi aprovada, em 2001, a Directiva Europeia 2001/77/CE para a promoção das fontes de energia renovável. Esta Directiva estabeleceu metas indicativas nacionais relativas ao consumo futuro de electricidade produzida a partir de fontes de energia renovável para o ano de 2010, tendo Portugal uma meta de 39%.

Não se pode, no entanto, ignorar que também as FER apresentam problemas ambientais que variam consoante o tipo de fonte, a localização dos centros electroprodutores, bem como com o modo como os projectos são implementados. É por este motivo que, do ponto de vista ambiental e da eficiência económica, é também muito importante trabalhar na redução do consumo de energia na fonte, matéria que tem sido um pouco esquecida. Evitar o consumo excessivo de energia implica, necessariamente, evitar impactes ambientais – o kWh “mais limpo” é aquele que não é desperdiçado.

(...)

Ver a versão completa no Portal do Engenheiro.

Um artigo de Ana Lopes e Patrícia Veloso.

24 maio, 2005

Participação Pública na AIA

Participação PúblicaGostava de partilhar convosco esta página, que vos permite aceder aos Projectos dos Estudos de Impacte Ambiental que estão actualmente em Fase de Consulta Pública.

Fiquem a saber que:
No âmbito do processo da Consulta Pública serão consideradas e apreciadas todas as exposições que especificamente se relacionem com o projecto em avaliação.

Estas exposições devem ser apresentadas por escrito e enviadas ao Instituto do Ambiente até à respectiva Data Final da Consulta Pública.

É importante que a voz de todos os interessados seja ouvida nos processos de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA), portanto...

Participem!

Fonte: Instituto do Ambiente

23 maio, 2005

Um milhão de euros para recuperar central de energia de ondas do Pico

Central de energia de ondas do PicoRecuperar a central de aproveitamento de energia das ondas exige um investimento de um milhão de euros, repartidos a 50 por cento entre as empresas associadas do Centro de Energia das Ondas (CEO) e o fundo Demetec/Prime, avança o director do CEO, António Sarmento.São os problemas mecânicos que explicam o mau funcionamento desta central, construída em 1998, com capacidade para 400 kilowatts/hora e baseada na tecnologia de coluna de água oscilante. A CEO adianta que a segunda fase da central vai arrancar em Julho, sendo a ilha do Pico, nos Açores, o local de instalação.António Sarmento já tem um novo projecto na manga para apresentar a partir de Agosto de 2007: uma central semelhante à do Pico no quebra-mar da Foz do Douro. O projecto, que pretende aproveitar a energia das ondas em obras de protecção costeira, envolve entidades como a EDP, o Instituto Portuário e Transportes Marítimos, a Consulmar e o INETI. Para o CEO a energia das ondas, se aproveitada, pode representar, num futuro próximo, 20 por cento da electricidade consumida em Portugal.

Fonte: Ambienteonline.pt





Tive a oportunidade de visitar esta central em Abril. É de referir que neste momento não está a ser aproveitada nenhuma da energia gerada. O barulho e a energia das ondas sentem-se in loco, de um modo simultaneamente assustador e fascinante. Para quem estiver interessado, a central fica em Cachorro, mesmo ao pé do aeroporto da ilha do Pico.

PS: Na imagem vê-se o autor destas linhas, amedrontado, a tirar uma fotografia. O barulho gerado pela central e a rebentação das ondas impunham respeito...

21 maio, 2005

Seminário Nacional "Problemática dos Incêndios - O que nos reserva o futuro?"

A Associação Internacional de Estudantes de Agricultura (comité Algarve) e a Faculdade de Engenharia de Recursos Naturais da Universidade do Algarve, organizam o Seminário "Problemática dos Incêndios - O que nos reserva o futuro?".

O evento está agendado para 25 de Maio, das 09h00 às 17h50, no Campus de Gambelas - Grande Auditório da Universidade do Algarve.

Esta iniciativa surge face aos recentes registos de fogos florestais, convertidos num dos processos de maior impacte socio-económico e ambiental da região algarvia. Fogos que são, também, uma constante ameaça ao património florestal/natural e a toda a economia familiar/empresarial dependente deste sector.

Assim,

- Como resolver de forma efectiva e duradoura este problema?
- Como enfrentar as consequências de uma possível alteração climática?
- Que estratégias e acções no domínio de prevenção/combate aos incêndios florestais, num interior cada vez mais despovoado, envelhecido e sem capacidade reactiva?

Estas são algumas das questões que justificam a realização deste Seminário.

Para lhes responder, foi convidado um Painel diverso de Especialistas de indiscutível credibilidade. E para que as conclusões possam vir a encontrar políticas concertadas e consequentes, o evento conta com a presença de vários membros do Governo e outras individualidades, como por exemplo António Costa, ministro da Administração Interna e o secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e das Florestas, Rui Gonçalves.



Pesquise aqui por mais informação.

Programa também disponível aqui.

Fonte: Portal da Juventude