A análise da utilização de fontes de energia renovável (FER), numa perspectiva integradora, não deve esquecer questões que se situam a montante, como as razões da utilização destas fontes mas, também, problemas a elas associadas. Importa referir que as FER apresentam diversas vantagens: não utilizam recursos finitos como o petróleo, possibilitam uma maior independência face ao exterior e, de uma maneira geral e à escala a que são implementadas, apresentam menores impactes ambientais.
Pelos motivos acima expostos, e na sequência do Protocolo de Quioto, foi aprovada, em 2001, a Directiva Europeia 2001/77/CE para a promoção das fontes de energia renovável. Esta Directiva estabeleceu metas indicativas nacionais relativas ao consumo futuro de electricidade produzida a partir de fontes de energia renovável para o ano de 2010, tendo Portugal uma meta de 39%.
Não se pode, no entanto, ignorar que também as FER apresentam problemas ambientais que variam consoante o tipo de fonte, a localização dos centros electroprodutores, bem como com o modo como os projectos são implementados. É por este motivo que, do ponto de vista ambiental e da eficiência económica, é também muito importante trabalhar na redução do consumo de energia na fonte, matéria que tem sido um pouco esquecida. Evitar o consumo excessivo de energia implica, necessariamente, evitar impactes ambientais – o kWh “mais limpo” é aquele que não é desperdiçado (...)
Ver a versão completa no Portal do Engenheiro.
14 maio, 2005
Solos europeus em risco de desertificação
Até ao final do ano a Comissão Europeia conta finalizar uma directiva que obrigará à protecção dos solos por parte dos Estados Membros, com repercussões nomeadamente nas práticas agrícolas e no planeamento urbano.De acordo com estudos recentes, mais de 1/3 dos solos europeus está em risco e as principais ameaças têm a ver com más práticas de urbanização, erosão, salinização, compactação e poluição.
No caso de Portugal, o principal problema dos solos é a redução do seu teor em matéria orgânica, associada a políticas incorrectas no passado (como a campanha de trigo, a eucaliptização), que empobreceram os solos.
Em resultado da preparação da directiva foi publicado o Atlas Europeu dos Solos, recentemente apresentado pelo comissário europeu para a Ciência, em Bruxelas, que afirmou que ele "visa aumentar a consciência de que os solos são vitais à nossa sobrevivência e que temos que assegurar a sua qualidade".
Fonte: LPN
A consultar:
Atlas europeu dos solos - (Joint Research Center)
13 maio, 2005
Estamos a reciclar cada vez mais embalagens
Segundo os dados divulgados recentemente pela Sociedade Ponto Verde (SVP), em comparação com o primeiro trimestre de 2004, este ano houve um aumento de cerca de 8% de material entregue para reciclagem (papel/cartão, vidro, plástico, metais e madeira), ou seja, 68.705 toneladas, das quais cerca de metade foi papel/cartão.A reciclagem de papel/cartão aumentou 14%, de vidro 4,3% e de plástico 1,8%. Segundo a SPV o aumento da reciclagem de plástico neste primeiro trimestre de 2005 equivale a uma redução na extracção de aproximadamente 42 mil barris de petróleo!!
Segundo as normas europeias, até ao final de 2005, Portugal terá de reciclar um mínimo de 25% do peso total dos resíduos de embalagens colocadas anualmente no mercado nacional, com um mínimo de 15% para cada tipo de material.
Fonte: LPN
12 maio, 2005
Exposição e Debate – Betão Armado em Cidade
Irá decorrer um debate na próxima 6ª feira, dia 13 de Maio, pelas 21h.30, no Fórum Romeu Correia (Almada - Praça S. João Baptista), sala Pablo Neruda, intitulado Betão Armado em Cidade, que conta com a participação de Fernanda Câncio (jornalista, autora de Cidades sem Nome), Miguel Quinhones (urbanista), Mário Moutinho (professor do Centro de Estudos de Socio-urbanismo, Univ. Lusófona) e Pedro Soares (geógrafo).
In: 1º folheto Informativo sobre a iniciativa
Lá poderá encontrar também uma exposição de fotografias de Luís Gurriana e Luís Silva; Maquetas de Miguel Quinhones e 30 Anos de Caos Urbanístico, Exposição da Univ. Lusófona.
Organização: Grupo Vida Urbana e Ambiente
Participe!
“... Nas últimas décadas, quase todas as cidades do país, e em particular as da Área Metropolitana de Lisboa, têm sofrido um crescimento descontrolado, com base em planeamentos urbanos deficientes ou inexistentes, orientados por pressões especulativas no campo do imobiliário (...).”
“Almada não é excepção. (...) Os espaços de construção em altura aumentaram, enquanto os espaços verdes de proximidade têm vindo a escassear. Como a este crescimento descontrolado está associado o transporte privado, os passeios em redor dos edifícios passaram a estar ocupados por veículos estacionados, as vias pedonais são um conceito desconhecido, poucos ousam circular numa bicicleta (uma aventura suicida), andar a pé obriga a contornar obstáculos e a fazer parte dos percursos na estrada.
Cidades sem sentido são o nosso cenário diário. Betão e mais betão, onde é quase heresia haver espaços para serem fruídos por todos nós. (...)”
“É urgente o debate e a participação de todos, de forma a propor mudanças no espaço urbano. A cidade não pode ser apenas obra de técnicos fechados em gabinetes, a cidade constrói-se com todos, a cidade só é a nossa cidade se a ela nos vincularmos com os nossos afectos, se sentirmos o espaço como nosso.”
In: 1º folheto Informativo sobre a iniciativa
Lá poderá encontrar também uma exposição de fotografias de Luís Gurriana e Luís Silva; Maquetas de Miguel Quinhones e 30 Anos de Caos Urbanístico, Exposição da Univ. Lusófona.
Organização: Grupo Vida Urbana e Ambiente
Participe!
11 maio, 2005
SOS Ambiente
O SEPNA - Serviço da Protecção da Natureza e do Ambiente da GNR lançou recentemente o serviço SOS Ambiente, que consiste num espaço onde podem ser efectuadas denúncias via internet relativamente a atentados ambientais a que tenha assistido, ou sobre cuja existência tenha conhecimento mediante a existência de provas concretas.
No decorrer das suas actividades diárias, o SEPNA desenvolve as seguintes acções:
- protecção dos suportes naturais: solo, água e atmosfera
- protecção das espécies vivas, tanto em território nacional como na entrada e saída do mesmo
- prevenção da contaminação do meio natural, através da vigilância e controlo das actividades potencialmente degradantes, e a verificação dos níveis de contaminação
- repressão de condutas ilícitas contra a natureza e ambiente, nomeadamente violações graves e irreparáveis
- averiguação das infracções cometidas, a prática das pesquisas necessárias para a sua comprovação e a descoberta dos seus autores
Considero esta iniciativa louvável. Há inúmeras situações de ilegalidade com as quais nos confrontamos, que afectam o ambiente e nos prejudicam consequentemente a qualidade de vida. Este mecanismo vem facilitar o processo de denúncia e consequentemente melhorar não só a defesa do património ambiental, como também (potenciando uma cidadania mais participativa) contribuir para melhorar o nosso nível de vida.
Artigo relacionado:
Defenda o Ambiente, defenda os seus direitos! - Ambientalistas, Julho de 2004
No decorrer das suas actividades diárias, o SEPNA desenvolve as seguintes acções:
- protecção dos suportes naturais: solo, água e atmosfera
- protecção das espécies vivas, tanto em território nacional como na entrada e saída do mesmo
- prevenção da contaminação do meio natural, através da vigilância e controlo das actividades potencialmente degradantes, e a verificação dos níveis de contaminação
- repressão de condutas ilícitas contra a natureza e ambiente, nomeadamente violações graves e irreparáveis
- averiguação das infracções cometidas, a prática das pesquisas necessárias para a sua comprovação e a descoberta dos seus autores
Considero esta iniciativa louvável. Há inúmeras situações de ilegalidade com as quais nos confrontamos, que afectam o ambiente e nos prejudicam consequentemente a qualidade de vida. Este mecanismo vem facilitar o processo de denúncia e consequentemente melhorar não só a defesa do património ambiental, como também (potenciando uma cidadania mais participativa) contribuir para melhorar o nosso nível de vida.
Artigo relacionado:
Defenda o Ambiente, defenda os seus direitos! - Ambientalistas, Julho de 2004
02 maio, 2005
Versão Portuguesa das Directrizes de 2002 da Global Reporting Initiative
Sr. Empresário, caso ainda não tenha dado por isso fica hoje a saber que foi lançada em Novembro de 2004 a versão portuguesa das Directrizes de 2002 da Global Reporting Initiative.Estas directrizes constituem um documento internacional de referência no que respeita à elaboração de relatórios de sustentabilidade. A existência destas linhas orientadoras permite que os relatórios de sustentabilidade de várias empresas de diferentes sectores e países possam ser comparados entre si.
As instituições que apoiam esta iniciativa:
- Reconhecem que o sector privado tem um papel catalizador na difusão e na promoção do desenvolvimento sustentável, através da implementação de políticas de sustentabilidade empresarial.
- Já incorporam algumas das melhores práticas do desenvolvimento sustentável na sua gestão diária e reconhecem a necessidade de um investimento crescente na aplicação dos conceitos nas unidades de negócio, nas exigências perante clientes e fornecedores, no diálogo com outras partes relevantes para o negócio da empresa e, de algum modo, com toda a comunidade envolvente.
- Exprimem publicamente o compromisso de divulgar, incentivar e promover a implementação deste conceito junto dos seus fornecedores e clientes, bem como nas organizações que integram as diferentes etapas da cadeia de valor associadas aos seus produtos ou serviços.
- Convidam as empresas portuguesas, nomeadamente as pequenas e médias empresas, a participarem activamente na compreensão e implementação das directrizes propostas pela Global Reporting Initiative, as quais podem ser interiorizadas por qualquer organização de um modo progressivo e independentemente da sua dimensão.
- Apelam às autoridades públicas para que promovam uma política de sustentabilidade para o tecido empresarial português, com o desenvolvimento de programas de apoio e incentivo à gestão sustentável, factor gerador de riqueza e competitividade para as empresas e para o País.
- Apelam ainda a que seja dada uma atenção especial à forma de promover a implementação da sustentabilidade junto das pequenas e médias empresas, as quais constituem cerca de 99,5% do tecido empresarial português, sendo responsáveis por mais de 74,7% do total dos postos de trabalho em Portugal.
Caso esteja interessado em assumir um compromisso com a sustentabilidade conheça aqui os benefícios de o fazer, consulte a versão portuguesa das directrizes (PDF) e veja aqui como aderir à Global Reporting Iniciative.
Fontes:
Sustentabilidade-Enmpresarial.org
Global Reporting Iniciative
28 abril, 2005
Processo de Participação Pública - Estratégia Temática para a Protecção e Conservação do Ambiente Marinho
A Comissão Europeia encontra-se a finalizar uma proposta para a Estratégia Temática para a Protecção e Conservação do Ambiente Marinho, a adoptar mais para o final de 2005.
Esta estratégia é uma das sete a serem elaboradas actualmente para o 6º Programa de Acção em Ambiente, e tem como objectivo proteger os mares e oceanos europeus e garantir que as actividades humanas aí desenvolvidas são sustentáveis, para que nós e futuras gerações possamos disfrutar e tirar partido de mares e oceanos biologicamente diversos e dinâmicos, que sejam seguros, limpos, saudáveis e produtivos.
Actualmente não existe, ao nível da União Europeia (UE), uma política integrada de protecção do ambiente marinho.
Este processo já envolveu uma fase de consulta de inúmeros agentes interessados (stakeholders) que, reunidos posteriormente em quatro grupos de trabalho desenvolveram os seguintes temas:
- Avaliação e monitorização do ambiente marinho europeu;
- Substâncias perigosas;
- Objectivos e metas estratégicos.
Agora, a Comissão Europeia apresenta um processo de consulta via Internet para recolher as opiniões dos interessados sobre as medidas concretas que se preconizam, de forma a tê-las em consideração na elaboração da Estratégia Temática.
A intenção é que a Estratégia Temática seja publicada na forma de uma Comunicação e de uma Directiva. A Comunicação descreverá brevemente o estado do ambiente marinho, as pressões a que está sujeito e a necessidade de tomar medidas. A Directiva tem como objectivo atingir bons valores estatísticos de qualidade do ambiente marinho na EU, num determinado prazo temporal.
A Directiva vai estabelecer regiões marinhas, baseadas nos ecossistemas existentes, como unidade de trabalho. Serão definidas com base nas características hidrológicas, oceanográficas e bio-geográficas. Depois, para cada região marinha, será desenvolvido um Plano de Acção.
Este processo de participação está aberto até 9 de Maio.
Participem!
Pesquise aqui mais informações, documentação de apoio e links.
Que implicações acham que este processo vai ter, por exemplo, na tão falada expansão do nosso domínio marítimo nacional? E na nossa pesca?
Esta estratégia é uma das sete a serem elaboradas actualmente para o 6º Programa de Acção em Ambiente, e tem como objectivo proteger os mares e oceanos europeus e garantir que as actividades humanas aí desenvolvidas são sustentáveis, para que nós e futuras gerações possamos disfrutar e tirar partido de mares e oceanos biologicamente diversos e dinâmicos, que sejam seguros, limpos, saudáveis e produtivos.
Actualmente não existe, ao nível da União Europeia (UE), uma política integrada de protecção do ambiente marinho.
Este processo já envolveu uma fase de consulta de inúmeros agentes interessados (stakeholders) que, reunidos posteriormente em quatro grupos de trabalho desenvolveram os seguintes temas:
- Avaliação e monitorização do ambiente marinho europeu;
- Substâncias perigosas;
- Objectivos e metas estratégicos.
Agora, a Comissão Europeia apresenta um processo de consulta via Internet para recolher as opiniões dos interessados sobre as medidas concretas que se preconizam, de forma a tê-las em consideração na elaboração da Estratégia Temática.
A intenção é que a Estratégia Temática seja publicada na forma de uma Comunicação e de uma Directiva. A Comunicação descreverá brevemente o estado do ambiente marinho, as pressões a que está sujeito e a necessidade de tomar medidas. A Directiva tem como objectivo atingir bons valores estatísticos de qualidade do ambiente marinho na EU, num determinado prazo temporal.
A Directiva vai estabelecer regiões marinhas, baseadas nos ecossistemas existentes, como unidade de trabalho. Serão definidas com base nas características hidrológicas, oceanográficas e bio-geográficas. Depois, para cada região marinha, será desenvolvido um Plano de Acção.
Este processo de participação está aberto até 9 de Maio.
Participem!
Pesquise aqui mais informações, documentação de apoio e links.
Que implicações acham que este processo vai ter, por exemplo, na tão falada expansão do nosso domínio marítimo nacional? E na nossa pesca?
26 abril, 2005
1as Jornadas do Mar e do Ambiente
Recomendo que participem nas 1as Jornadas do Mar e do Ambiente, que vão decorrer na Faculdade de Ciências do Mar e do Ambiente (FCMA) da Universidade do Algarve em Faro (Gambelas), entre os dias 27, 28 e 29 de Abril.Com o objectivo principal de proporcionar à comunidade académica e à sociedade regional e nacional, o debate sobre temas de grande actualidade científica e social nas áreas do Ambiente, Ecologia e do Mar, convidou a organização oradores de reconhecido mérito.
Cada um dos três dias das "Jornadas" tem o um tema aglutinador:
- Ambiente - dia 27,
- Ecologia - dia 28,
- Mar - dia 29,
As manhãs serão preenchidas com uma actividade de campo e as sessões da tarde com as palestras e debates. A assistência às palestras é livre, havendo no entanto necessidade de se proceder à inscrição nas actividades.
Esta é uma organização conjunta da FCMA e dos núcleos de estudantes dos seus cursos, NAMB - Núcleo de Estudantes de Ambiente, NEBUA - Nucleo de Estudantes de Biologia e NEO - Núcleo de Estudantes de Oceanografia.
Ver programa
Contactos:
Faculdade de Ciências do Mar e do Ambiente
Universidade do Algarve
Campus de Gambelas
8005-139 Faro
Tel: 289 800995
Fax: 289 818353
25 abril, 2005
25 de Abril sempre!
Hoje comemora-se o dia da Revolução dos Cravos. Acho que é importante comemorar a ocasião (por vezes a comemoração resume-sa a estoirar - literalmente!! - uns milhares de euros em alguns minutos...), embora considere que mais importante é a reflexão sobre o caminho que a democracia e a sociedade portuguesas estão a tomar.Será que temos hoje em dia a liberdade de expressão que desejamos? Será este um país pluralista e aberto à diferença e à inovação? Aqueles em quem votamos zelam pelos nossos interesses? Será que participamos realmente nos processos de decisão?
Não me parece que Portugal seja ainda a "terra das oportunidades" e há ainda interesses de alguns que teimam em impôr-se aos interesses da maioria (o inverso da definição de democracia..).
No caso do ambiente, a ignorância da população acerca da riqueza ambiental do território nacional parece resultar na perfeição como uma arma na mão dos grandes interesses, e "não olhar a meios" torna-se com naturalidade o método para "atingir os fins".
Este blogue dispõe-se a informar a população (a que navega na internet...) sobre as questões ambientais, e acredita que assim dará um contributo para perpetuar a revolução de abril. Espero sinceramente que venham a beneficiar deste contributo.
Deixo-vos dois artigos para vossa reflexão, tirados do Terraviva e do Para mim tanto faz.
Artigos:
25 de Abril - uma revolução adiada
Porque é Abril...
20 abril, 2005
Conferência - Jornalismo e Meio Ambiente
As questőes ambientais nos Media portugueses: evoluçăo histórica e situaçăo presente. Diferenças de discursos informativos na imprensa e na televisăo. Que fontes de informaçăo? Que formaçăo jornalística? Reflexos na formaçăo da opiniăo pública e no poder político. Defesa do meio ambiente, um compromisso ético e social dos jornalistas? Amanhã, na Livraria Almedina do Atrium Saldanha, em Lisboa, vai decorrer uma conferência ,que discutirá estes temas, integrada no Ciclo Comunicação - Discutir o Jornalismo (organizada em conjunto pela Almedina e por Filipa Melo), com início às 19 horas.
A conferência intitula-se "Jornalismo e Meio Ambiente" e contará com a presença da socióloga e jornalista Luísa Schmidt e do jornalista Pedro Almeida Vieira (também autor do blogue Estrago da Nação).
Local:
Almedina Atrium Saldanha
Atrium Saldanha, Loja 71, 2.º Piso
Lisboa
Subscrever:
Mensagens (Atom)