09 março, 2005

Quando "a àgua não cai do céu"

A não perder hoje à noite (às 22:15) a edição especial de informação da RTP "A àgua não cai do céu", que irá abordar a temática da seca em Portugal.

O tema estará de resto presente nos espaços de informação deste canal durante o dia de hoje.

Não é o especial da Gisela, nem do Carlos Cruz, nem do Mourinho, nem de qualquer outro tema mastigado e espremido, para deleite dos dependentes de escândalos, celebridades, e drama. É um especial de informação que irá abordar um problema gravíssimo para o nosso país, que a muitos de nós irá afectar directa ou indirectamente.

O combate aos efeitos da seca implicará certamente o planeamento a longo prazo da maneira pela qual gerimos o recurso àgua (não passará simplesmente pela adopção de algumas medidas de emergência), logo é fundamental que a opinião pública começe desde já a informar-se acerca das medidas que terão que ser adoptadas e de quais serão as consequências de deixarmos as coisas como estão.

Estejam atentos!

08 março, 2005

Dia da Mulher

Wangari MaathaiSendo hoje o Dia Internacional da Mulher, não queria deixar de referir a valiosa contribuição de uma mulher para a causa ambiental: a da queniana Wangari Maathai.

Esta activista ambiental recebeu o reconhecimento internacional pela "contribuição dela para o desenvolvimento sustentado, democracia e paz" (NobelPrize.org).

Maathai liderou no final dos anos 70 uma campanha batizada de "Green Belt Movement" que conseguiu plantar 30 milhões de árvores por toda a África. O movimento cresceu e faz hoje em dia vários projetos para preservar a biodiversidade e promover os direitos humanos das mulheres.

A activista, além de ser a primeira mulher africana a receber o Nobel da paz, também foi uma das primeiras quenianas a obter um doutoramento. Maathai já esteve presa pelo governo do próprio país, parte do currículo comum a de vários premiados nos últimos tempos

"O meio ambiente é muito importante para a paz, porque quando nossos recursos se tornarem escassos, entraremos em guerra"

Wangari Maathai

Fonte: www.br101.org

06 março, 2005

Projecto Reciclagem AMI

Projecto Reciclagem AMIReciclagem de consumíveis informáticos e telemóveis a custo zero!

A Fundação AMI - Assistência Médica Internacional iniciou um projecto de reciclagem de consumíveis informáticos - tinteiros e toners - e de telemóveis - avariados ou em desuso. Ainda pouco divulgada em Portugal, a reciclagem de consumíveis informáticos e de telemóveis é já há muito praticada noutros países europeus. Este projecto permite defender o ambiente - já que estes materiais contêm resíduos perigosos - ao mesmo tempo que é uma fonte de financiamento para os projectos humanitários e de acção social que a AMI desenvolve dentro e fora de Portugal.

A AMI conta com a parceria de uma empresa especializada na logística de resíduos recicláveis. Esta empresa irá colocar contentores nas empresas, organizações, escolas e estabelecimentos comerciais que estejam interessados em participar. As entidades que se disponibilizem para colaborar com a AMI não terão, assim, de suportar nenhum encargo. A AMI entregará recibos de donativo - de acordo com a valorização dos materiais recolhidos - dedutíveis nos impostos e majorados em 40%.

Âmbito geográfico da recolha de consumíveis informáticos (a recolha de telemóveis poderá ser efectuada em qualquer ponto do território nacional) - Documento em PDF.

Agradece-se a máxima divulgação desta iniciativa.

Para participar no projecto, queira preencher este formulário (PDF).

Para ver esclarecidas quaisquer dúvidas, contacte a AMI, através do número de telefone 218 362 100 ou do endereço de correio electrónico reciclagem-ami@netcabo.pt.

Fonte: Luís Lucas - Fundação AMI


Artigos relacionados:

Reciclagem de material informático - Ambientalistas, 18 Junho 2004

Reciclagem de consumíveis informáticos - Naturlink


Empresas no ramo da reciclagem de material informático e consumíveis:

Eco-box
Reciclinfor
Interecycling
CiprECO, Lda.
2ndMARKET
PRINTECO-EQUI
ECOLOURES
RECECO
RECINS

04 março, 2005

Novo livro "Energia das Ondas" lançado

Energia das OndasAqui fica a notícia avançada pelo Instituto do Ambiente (IA) do lançamento de um livro interessantíssimo face à cada vez mais premente questão das alternativas energéticas. Portugal tem das costas mais energéticas do mundo, por isso esta seria uma boa forma de aproveitar uma energia que nos é fornecida gratuitamente.

"No passado dia 23 de Fevereiro foi apresentado o livro "Energia das Ondas", da autoria do Eng.º João Cruz, investigador do Instituto Superior Técnico (IST), e do Prof. António Sarmento, director do Centro de Energia das Ondas (CEO) e é o resultado da iniciativa conjunta do IA, IST e do CEO.

A edição desta obra é co-financiada pelo Programa Operacional do Ambiente (POA) e tem como objectivo introduzir os conceitos fundamentais subjacentes à temática da energia das ondas, de forma acessível a um leitor não familiarizado com os detalhes técnicos desta área. A sua existência justifica-se pelo crescente interesse em outras formas de energias renováveis, sendo particularmente relevante para Portugal, onde a energia das ondas se pode vir a afirmar como uma alternativa bastante atractiva, dado o potencial existente.

É descrito o caso Português e as actividades desenvolvidas no país, assim como as principais tecnologias da actualidade. É ainda efectuada uma incursão pelas questões económicas inerentes, assim como uma tentativa de previsão dos principais impactes ambientais. Refira-se que este livro tem como objectivo principal estimular o interesse pela energia das ondas a um público que não tenha ainda entrado em contacto com toda a envolvente desta forma tão promissora de energia renovável, e na qual Portugal poderá encontrar um vector de desenvolvimento a nível internacional num futuro próximo.A apresentação pública teve lugar no auditório sede do Instituto do Ambiente. "

02 março, 2005

Ruído de baixa frequência

A Poluição Sonora hoje é tratada como uma contaminação atmosférica através da energia (energia mecânica ou acústica). Tem reflexos em todo o organismo e não apenas no aparelho auditivo. Ruídos intensos e permanentes podem causar vários distúrbios, alterando significativamente o humor e a capacidade de concentração nas ações humanas. Provoca interferências no metabolismo de todo o organismo com riscos de distúrbios cardiovasculares, inclusive tornando a perda auditiva, quando induzida pelo ruído, irreversível.

Há sérias razões para nos preocuparmos com ruídos de baixa frequência, (abaixo dos 500 hertz). Apesar do ouvido notar a maior parte dos ruídos com frequências abaixo daquele intervalo, são sons que não parecem incomodar-nos por aí além. Mas todo o nosso corpo parece reagir à agressão provocada pela exposição prolongada, podendo inclusive desencadear alguns tipos de cancro.


Aprenda aqui um pouco mais sobre este tipo de ruído:

Ruído de baixa frequência - FAQ (em inglês)


Consulta de artigos sobre suído de baixa frequência (PDF-Inglês):

An Investigation on the Physiological and Psychological Effects of Infrasound on Persons

Effects on Spatial Skills after Exposure to Low Frequency Noise

A Review of Published Research on Low Frequency Noise and its Effects

22 fevereiro, 2005

Eleições 2005

Enquanto preparava um novo post sobre as últimas eleições, reparei que o Estrago da Nação já se tinha adiantado… Mesmo assim, repito-o:
Na vossa opinião, quem será o próximo ministro do Ambiente?
Sendo que o próximo primeiro-ministro, eleito com maioria absoluta, já foi ministro do ambiente, acham que ele dará prioridade e relevância ao Ambiente?
Quais são as prioridades ambientais a que o próximo governo deverá atender de imediato?
Opinem, sff.

PS: Para quem não leu (incluindo eu), aqui ficam bases programáticas do partido que ganhou as eleições.

21 fevereiro, 2005

Medidas que funcionam

A cidade de Londres em Inglaterra introduziu há dois anos atrás uma polêmica taxa de cinco libras por dia para desincentivar o uso de carros no centro da cidade.

O resultado é que, na área de 21 quilômetros quadrados atingida pela medida, o tráfego caiu 15%, os congestionamentos 30%, as emissões de partículas e NOx 12%, os tempos de espera por autocarros 45% e as obstruções ao funcionamento dos autocarros 60%.

Parte da verba arrecadada deverá ser investida no sobrecarregados transportes públicos londrinos. A redução do tráfego melhorou a velocidade média nas ruas e deu mais mobilidade para táxis e autocarros.

Por todos esses factores, a experiência londrina vem sendo considerada um sucesso, apesar da reação inicial num país que mal conhece as portagens nas estradas, ao contrário, por exemplo,da França onde estas são muitos comuns.

A cidade de Edimburgo pondera adoptar a mesma medida,

e a de Paris também...

No verão de há dois anos, por causa da poluição e dos graves problemas de saúde pública que estes causaram para os parisienses, a polícia de Paris impôs limites de velocidade dentro da cidade. Durante o fim de semana, as autoridades ponderaram retirar metade dos carros das rodovias, também para tentar melhorar a qualidade do ar.

Problemas como estes ocorrem em várias grandes cidades no mundo inteiro. As grandes cidades portuguesas, previligiando o uso do automóvel dentro das zonas centrais não tardarão a ter que enfrentá-los.

É altura de dar prioridade aos transportes públicos dentro das cidades antes que medidas como as Taxas de Congestionamento (Congestion Charges) sejam a nossa única chance de alterar a relação automóvel/transporte público existente.

Consultem aqui informação completa relativa ao sucesso das Congestion Charges na cidade de Londres.


Consulta:

Relatório de monitorização de impactes na zona de congestionamento referente a Janeiro do presente ano (PDF - em Inglês).

18 fevereiro, 2005

Portal: Ambiente para jovens europeus

Atenção Jovens!

Este é um portal especialmente dedicado a voçês. Foi criado pelo Comissariado Europeu para o Ambiente e é um sítio onde podem descobrir mais sobre os problemas que o nosso ambiente enfrenta.

Fala dos problemas do Ar:

As mudanças climáticas estão a alterar os nossos padrões de tempo na Europa. Descubra como.

Da água:

Sem água potável não podemos viver. Há água suficiente para todos?

Fala dos resíduos:

Todos os anos as pessoas deitam cada vez mais lixo fora na Europa. O que faz isso ao nosso ambiente?

E da Natureza:

Muitos animais e plantas europeus correm o risco de desaparecer para sempre. Aprenda como podemos protegê-los.

Vão lá dar uma espreitadela, há jogos!


Ligações relacionadas:

Participa!Participa!





17 fevereiro, 2005

Inquérito sobre as necessidades e experiências de pequenas empresas

A ISO (International Organization for Standartization) está a realizar um inquérito junto de pequenas empresas (com menos de 100 trabalhadores) para determinar como melhorar a experiência com a norma ISO 14001.

Neste inquérito são colocadas questões acerca da utilização – ou não – das normas ISO 14001, ISO 14004 e de sistemas de gestão ambiental (SGA) em geral.

O inquérito foi concebido de forma a adaptar-se a cada situação; as questões variam conforme a empresa tenha implementado a ISO 14001 ou não, ou no caso de o inquirido ser um consultor ou certificador que trabalhou ou trabalha com pequenas empresas.

Nenhuma informação recolhida pode ser relacionada com uma pessoa ou organização específicas e não serão divulgados quaisquer dados individuais. Todos os dados recebidos serão considerados confidenciais.

O questionário pode ser respondido por mais de uma pessoa de cada empresa com experiência em ISO 14001 ou SGA.

Clique na imagem para participar!!

Participe!





Todos os participantes neste inquérito terão acesso aos dados e poderão efectuar a sua própria análise. Clique aqui para ver os resultados estatísticos em tempo real.

Os dados serão recolhidos até 8 de Março de 2005
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16 fevereiro, 2005

Protocolo de Quioto entrou em vigor e Portugal não está preparado

O protocolo de Quioto!Noventa dias após a assinatura do protocolo de Quioto por parte da Rússia, entra em vigor o acordo internacional que visa reduzir as emissões poluentes responsáveis pelas alterações climáticas.

O que tem feito Portugal para fazer face às limitações impostas por este protocolo?

Durante o Primeiro Período de Cumprimento do Protocolo de Quioto (de 2008 a 2012), a meta a alcançar será a redução de emissões totais dos gases responsáveis pelo efeito de estufa para níveis inferiores em, pelo menos, 5% dos verificados em 1990. Esse valor varia de país para país e Portugal até estava autorizado a aumentar as suas emissões em 27%, relativamente às emissões verificadas em 1990.

No entanto, os dados disponíveis relativos a 2002 mostram que Portugal está já cerca de 14% acima deste limite estabelecido de aumento de emissão de gases com efeito de estufa. De acordo com o relatório publicado pela Agência Europeia de Ambiente (AEA) Portugal foi o único Estado-Membro da União Europeia que aumentou as emissões de poluentes em relação ao PIB (Produto Interno Bruto), no período compreendido entre 1990 e 2002. Ou seja, para gerar riqueza actualmente em Portugal são emitidos mais gases com efeito de estufa que em 1990. A continuar assim e dado que as emissões não param de aumentar, sobretudo nos transportes, terá que ser feito um grande esforço para que Portugal consiga alcançar a meta de Quioto.

A participação no Comércio Europeu de Licenças de Emissão, o Plano Nacional para as Alterações Climáticas e a obtenção de créditos de emissão, os três pilares onde assenta a estratégia nacional de mitigação das Alterações Climáticas, serão suficientes para fazer travar este aumento?

Como foi reconhecido na sessão pública de apresentação do pacote legislativo para as alterações climáticas, hoje em dia a questão central é saber qual o preço que estamos dispostos a pagar para cumprir o protocolo de Quioto. Com o estado actual da economia nacional e sem perspectivas de melhores dias a curto/médio prazo, o preço a pagar poderá ser demasiado alto e "vencer na economia do Carbono" poderá ser uma miragem. Tudo porque as acções têm tardado e não foram acauteladas medidas para fazer face aos limites finalmente impostos pelo Protocolo de Quioto.

Ver artigo completo na Lpn


Documentos a consultar:

Alterações climáticas/Portugal (Quercus)

Dossier Quioto no Público.pt