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O Ponto de vista da APCER
Aqui fala-se de curiosidades, política, experiências, e outros temas, desde que tenham a ver com Ambiente.
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O Ponto de vista da APCER
Portugal continua a atirar para a sucata a quase totalidade de frigoríficos e aparelhos de ar condicionado sem recuperar os gases nocivos à atmosfera que contêm, acusou a associação ambientalista Quercus.
Fazendo referência ao Dia Internacional para a Protecção da Camada de Ozono, os ambientalistas adiantam que Portugal emite anualmente 500 toneladas de CFC (clorofluorcarbonetos), substância existente em frigoríficos ou aparelhos de ar condicionado e que prejudica a camada de ozono.
Este ano, até Setembro, foram recuperados CFC de 0,5 por cento dos aparelhos enviados para o lixo, segundo dados recolhidos pelos ambientalistas junto da Interecycling, a única empresa em Portugal que faz este tipo de reciclagem."Há alguma melhoria, mas muito pouco significativa, uma vez que no mesmo período do ano passado tinham sido recuperados CFC de 0,3 por cento dos equipamentos", afirmou à agência Lusa o presidente da Quercus, Hélder Spínola.
Esta melhoria resultou de um aumento do número de equipamentos encaminhados pela Valorsul, entidade responsável pelo destino final dos resíduos de vários concelhos do distrito de Lisboa.
Desde Janeiro de 2002, a lei prevê a obrigação de recuperar os CFC. Mas, segundo a Quercus, a legislação tem sido ignorada porque não existe um sistema integrado que garanta a recuperação e tratamento dos CFC, à semelhança do da Sociedade Ponto Verde para as embalagens e papel.
Reclamando novas medidas para inverter esta situação, a Quercus lembra que a camada de ozono sobre Portugal está diminuir 3,3 por cento por década, o que provoca um aumento da radiação ultravioleta e, consequentemente, um maior risco de ocorrência do cancro da pele.
A 7 de Outubro a LPN retoma o seu já habitual Ciclo de Debates das 17h00 às 19h00, sempre com entrada livre. O tema é particularmente relevante, já que níveis crescentes de protecção ambiental e a sustentabilidade a longo prazo estão fortemente dependentes da erradicação da pobreza. Os extractos da população que todos os dias enfrentam a fome, a doença e a iliteracia, tendem a exaurir os recursos, poluir o ambiente e destruir os habitats naturais numa luta pela sobrevivência.
Este não é um assunto exclusivo de ambiente mas tem consequências dramáticas sobre ele. Enquanto não for melhorado o nível de vida das populações, a consciência e a protecção ambiental têm poucas probabilidades de aumentar.
Local: Auditório Jornal de Notícias, Av. da Liberdade n.º 266, Lisboa
Pensemos um pouco nisto...
Os combustíveis aumentaram, nos primeiros seis meses do ano, 12,4 por cento, mas os portugueses, não só não reagiram a esta escalada dos preços, poupando nas bombas, como ainda gastaram mais, registando-se, em relação ao mesmo período no ano anterior, um crescimento de 2,9 por cento nos abastecimentos dos seus carros, denunciou ontem a associação ambientalista Quercus.
"As políticas energéticas e ambientais no sentido de diminuir a dependência energética externa do nosso país continuam a caminhar no sentido errado e o objectivo dos sucessivos governos tem sido gerar maior oferta de electricidade, sem um investimento paralelo em diminuir o consumo", salientam os ambientalistas. Tanto mais que ninguém conseguir perceber por que razão o consumo de energia e combustíveis sobe quando a lógica do mercado leva a crer que se deveria passar o contrário.