07 maio, 2004

Eco-latifundiários no Coração do Alentejo

A ideia surgiu num lampejo, enquanto Miguel Vieira ouvia uma cassete, no seu carro, numa viagem entre Setúbal e Lisboa. Mas não era música a fonte de inspiração. O então vice-presidente da Liga para a Protecção da Natureza (LPN) vinha de uma reunião na sede da Reserva Natural do Estuário do Sado, à qual assistira munido de um gravador. Registou integralmente a apresentação que um alto funcionário de Bruxelas fez da nova fonte de financiamento comunitário para projectos de conservação da natureza - o programa LIFE. E no regresso, ao ouvir a cassete, teve a ideia: "Por que não usar esse dinheiro para comprar aquelas propriedades?"

Estava-se a entrar nos anos 90, e a polémica sobre a plantação indiscriminada de eucaliptos ainda ia no auge. As "propriedades" eram um conjunto de herdades no concelho de Castro Verde, que estava nas mãos das empresas de celulose. A possibilidade de se transformarem em eucaliptais era uma dura ameaça para a principal concentração nacional de aves típicas dos campos de cereais - em particular a abetarda.

Do momento em que se cristalizou aquela ideia até hoje, as planícies de Castro Verde transformaram-se no palco de um dos mais bem sucedidos projectos de conservação da natureza do país. Em termos numéricos, o saldo positivo é inegável. Em toda a região de Castro Verde, havia cerca de 400 abetardas no início da década de 1990. Este ano, a contagem chegou a 1022 aves. Também a população de peneireiro-das-torres - outra espécie ameaçada de ave - cresceu consideravelmente.

A protecção destas e de outras aves que vivem na região foi o ponto de partida para algo que acabou por se tornar muito maior - num exemplo bastante próximo do ideal do desenvolvimento sustentável, envolvendo ambientalistas, cientistas, agricultores, empresas, autarcas e a população. Daí que a LPN tenha rebaptizado o seu projecto como Programa Castro Verde Sustentável.

Com recurso a agricultores da região, a LPN faz a gestão dos 1700 hectares das suas propriedades, cultivados segundo normas destinadas a facilitar a vida à avifauna. "Somos eco-latifundiários", brinca a coordenadora do programa, Rita Alcazar.

Vêr o artigo completo no Público.

04 maio, 2004

Poluição das águas no terceiro mundo

Esta notícia da BBC descreve o estado geral da qualidade das águas na Ásia e em África, onde o problema é mais grave.

A poluição das águas provoca milhões de mortes todos os anos causadas pela proliferação de doenças. Não é um problema insolúvel. Pode ser resolvido. O número de pessoas em risco é da ordem dos 2 mil milhões e um investimento de cerca de 180 mil milhões de dólares por ano pode resolver o problema até 2025.

Parte deste investimento vai efectivamente ser feito pelos próprios países que têm este problema (por ex. China, India e Paquistão) à medida que, com o crescimento económico, a disponibilidade financeira for aumentando. Mas outros, nomeadamente os países africanos, dificilmente terão recursos para resolver os seus próprios problemas.

Excerto:

"Almost 40% of the world's population lives within 60 kilometres (38 miles) of the coast. In southern Asia, Unep says, 825 million people lack sanitation, putting them at high risk of sewage-related diseases and even death."

O artigo está em Inglês, façam um esforço para ler, porque vale a pena.

Graças a : Nónio

03 maio, 2004

Ministros impedem ICN de vetar projectos

Um despacho conjunto publicado em finais de Janeiro, assinado apenas pelos ministérios do Ambiente e da Economia, retirou o poder de veto do Instituto de Conservação da Natureza (ICN) em projectos inseridos em sítios da Rede Natura. Este expediente, de legalidade duvidosa, poderá vir a obrigar o ICN a «dar o dito por não dito» em relação à barragem do Baixo Sabor.

Até 31 de Janeiro, os projectos de energias renováveis, incluindo as grandes barragens hidroeléctricas, estavam condicionados, numa fase posterior à avaliação de impacte ambiental, a um parecer vinculativo do ICN. Significava isto que caso este instituto emitisse um parecer científico negativo durante o estudo de impacte ambiental, o projecto não teria hipóteses de ser aprovado em definitivo, pois em coerência o segundo parecer manter-se-ia desfavorável.

Ver o artigo completo da autoria de Pedro Almeida Vieira

Fonte: Diário de Notícias

01 maio, 2004

Delicioso!!! (Tunel do Marquês...)



Fonte: Diário de Notícias

29 abril, 2004

Por um rio Sabor sem barragens!

A Plataforma Sabor Livre lançou uma petição online "por um rio Sabor sem barragens", dirigida ao Primeiro Ministro, Durão Barroso e ao Ministro do Ambiente, Amílcar Theias. Conheça as razões da Plataforma e subscreva a petição!

Fonte: Quercus

28 abril, 2004

Tunel do Marquês sem E.I.A

No seguimento do post sobre o tema em epigrafe, consulte aqui a posição do Estado pelas palavras do Secretário de Estado do Ambiente.

Criada plataforma para defesa do Parque Florestal de Monsanto

O Parque Florestal de Monsanto, que levou mais de 50 anos a desenvolver-se, abrange 6 freguesias de Lisboa, tendo um papel de extrema importância não só como pulmão de toda a Área Metropolitana de Lisboa mas também como local de lazer para milhares de cidadãos que utilizam o Parque regularmente. A gestão do Parque Florestal de Monsanto deve ser feita de forma a conciliar a preservação da natureza com a utilização pelos cidadãos.

Ligações:

Plataforma Por Monsanto
Abaixo assinado (será entrgue ao Sr. Presidente da Câmara Municipal de Lisboa)

27 abril, 2004

Tunel do Marquês

É com grande espanto que vejo as noticias sobre a paragem desta obra. Quero aqui expressar a minha profunda indignação pelo modo como este processo está a ser conduzido, reflexo do País desorganizado e subdesenvolvido que somos. Ao contrário de muitos, não vou discutir se existe razão ou não para a paragem das obras e se seria necessário ou não estudo de impacte ambiental. Para mim a questão vai mais fundo: quem decide o quê? Não está o Estado dotado de organismos responsáveis por essa avaliação, pelo acompanhamento dos processos, por arrumar a sua propria casa?? Uma Autarquia é Estado. Será saudável um Estado (independentemente do partido politico que governa) sujeitar-se a acções movidas por associações ambientais de idole politica, lançando a confusão na opinião publica? Não deveria ser o contrario, um Estado esclarecedor e isento, um verdadeiro exemplo? Nunca foi, nem será!

Espanta-me que após a passagem para direito interno, tenha que a Comissão Europeia obrigar um Estado a tomar uma decisão. Uma vergonha!

Por outro lado, termino fugindo ao que prometi no inicio e deixo uma reflexão: leiam a nossa legislação referente a avaliação de impacte ambiental e tentem encaixar aquela obra no conjunto das que necessita de estudo de impacte ambiental. Confesso que não é facil, sendo esta uma obra camararia.
Pelo que me parece, temos uma lei pronta para ser revista. Faz tudo parte de um processo evolutivo, ao qual não estamos habituados.

26 abril, 2004

Aqueduto das Águas Livres reconhecido internacionalmente

O Aqueduto das Águas Livres (Alcântara, Lisboa) é considerado, de acordo com um site ambiental brasileiro (ÁguaOnline) uma das "obras de engenharia hidráulica mais notáveis de sempre". E vai mais longe, referindo que "As galerias do Aqueduto servem como suporte para uma viagem pela história da sua construção, 102 anos de atribulações, e dos diferentes costumes que Monarcas e pessoas comuns criaram em torno dos 58 Km que compõem o Aqueduto. [...] Pelo caminho, várias personagens, como a Rainha D. Carlota Joaquina, fonte de inspiração dos passeios, ganham vida e interagem com os visitantes."

Pelos vistos, só os nossos Exmos. "governantes" (Ministério do Ambiente e IPPAR) ainda não perceberam a importância de tal monumento, em nome do progresso - a finalização do traçado da CRIL.

Notícia integral em : Água Online

Explorar os benefícios do Protocolo de Quioto para a Qualidade do Ar na Europa



Este relatório vem explorar os potencias benefícios para a qualidade do ar - em termos de redução de emissões poluentes e alterações nos custos do seu controlo e impactes ambientais - resultantes das diferentes formas de implementação do Protocolo de Quioto para as alterações climáticas.

O documento assenta na comparação entre 3 possíveis cenários de políticas para as alterações climáticas, que diferem apenas no uso dos mecanismos previstos pelo protocolo, tendo como base um cenário para 2010.

Informação relacionada:

Ar
Qualidade do Ar

Fonte: Instituto do Ambiente