04 março, 2004

Multas para quem não separar os resíduos

No minimo é errado do ponto de vista educacional. Tratando-se de uma matéria que aparenta dificil aprendizagem, penso que a reciclagem deveria ser relacionada com incentivos e não com penalizações. Nos ditos paises desenvolvidos chega a coexistir o incentivo e penalização. Para um país que ainda agora começou, deveriam existir incentivos, pois está provado que só assim as pessoas fazem alguma coisa.
Vivemos num sistema "Ora toma lá, dá cá".

Tenho ainda outro ponto de vista: essa lei deveria ser aplicada em primeiro lugar ao Estado, por ton. de resíduos não reciclados.

03 março, 2004

Aproveitamentos energéticos do rio Sabor

Li uma noticia interessante que reflectia os protestos de várias ONGAs acerca do projecto e EIA da barragem no rio Sabor. Este EIA encontra-se para consulta pública, disponível no site do instituto do Ambiente. Sugiro uma leitura, pois é para isso que serve a consulta, e é deste modo que todos nós podemos pronunciar-nos com conhecimento de causa acerca de algo tão sério e importante.

Eu encontro-me a ler este EIA, talvez as ONGAs tenham razão ou talvez não.

02 março, 2004

Assalto à Ria de Alvor

Não podia deixar de recomendar a leitura de um artigo do Miguel Sousa Tavares, ao seu melhor estilo, sobre a Ria de Alvor. MST a ministro do Ambiente!

"Assalto à Ria de Alvor"

01 março, 2004

Comércio e Ambiente

A vertente mais conhecida da relação entre o comércio e o ambiente é a sobre-exploração de recursos naturais a que o comércio sem regras poderá levar. Contudo, trata-se de uma relação mais ampla, em que novos aspectos começam a tomar forma – até que ponto poderão as políticas ambientais funcionar como um travão ao comércio? e como formas disfarçadas de restrição ao comércio? e como medidas de proteccionismo do comércio nacional? como é que estas situações são reguladas? como é que as políticas ambientais se articulam com as normas mundiais do comércio livre e sem fronteiras?

Estes são alguns dos aspectos que são abordados num artigo muito interessante que poderão ler na íntegra aqui.

Fonte: Naturlink

25 fevereiro, 2004

Para observar... do lado de fora da vitrine?

Aqui fica um link interessante que me despertou a atenção, e que serve para mostrar que há lugares no mundo onde a gestão costeira é levada muito a sério, considerando-se as suas componentes Ambientais, Económicas e Sociais, num planeamento meticuloso.



A um passo do mar! Mas a que preço?
A um passo do mar! Mas a que preço?



A nossa costa não fica a dever a nenhuma outra no mundo, não compreendo para quê tanto desmazelo...

21 fevereiro, 2004

Novidade ! - Comunidade Portuguesa de Ambientalistas

Foi hoje criada n'Os Ambientalistas a Comunidade Portuguesa de Ambientalistas. Esta pretende agrupar num Círculo de Interesses ("Site Ring"), todos os blogues e páginas pessoais da comunidade "internáutica" portuguesa, que se dediquem ás questões ambientais.
Espero que este Círculo venha agrupar um conjunto interessante de Sectores, Ideologias, Interesses e Correntes provenientes da heterogénea oferta que hoje se encontra dispersa no "ciberespaço" português.

Podem encontrar o Painel da Comunidade Portuguesa de Ambientalistas no fim da página deste blogue.

Agradeçe-se a vossa compreensão nestes primeiros dias face a gralhas existentes ou lapsos, uma vez que o Círculo ainda está em fase de testes.

20 fevereiro, 2004

Uma questão de polí­tica...

Surgiu ontem uma notícia na comunicação social que referia que o Governo propunha duplicar para cinco milhões de euros o valor máximo das coimas para infracções ambientais, sendo que actualmente as coimas assumem valores entre os 250 mil e os 2,5 milhões de euros. Embora não condene esta medida, pergunto se não seria mais importante investir na aplicação da legislação existente com medidas de controlo e fiscalização que actualmente se revelam deficientes!Talvez por isto continuemos a assistir aos graves crimes ambientais que se cometem por esse país fora, tentando depois descobrir culpados.Não será a política ambiental que está errada?

16 fevereiro, 2004

Empresas industriais não controlam emissões poluentes

Na sequência do elevado número de queixas sobre a poluição do ar recebidas pela Linha SOS, que é mantida pelo Ministério das Cidades, do Ordenamento do Território e do Ambiente a Inspecção Geral do Ambiente (IGA) desenvolveu uma acção de inspecção a industrias que constituem fontes fixas de poluição. O objectivo era detectar que empresas fazem o autocontrolo das suas emissões atmosféricas. O resultado foi surpreendente. Apenas 1% das indústrias (33) revelaram cumprir escrupulosamente o que está previsto na legislação. Outros 5% (145) até faziam o autocontrolo, mas ou apresentavam apenas uma medição, em vez de duas, ou os resultados mostravam que a poluição era superior à permitida. Um terço das indústrias (32 por cento) nem sequer respondeu à notificação e, entre as que responderam, a maior parte não enviou quaisquer análises (25 por cento do total) ou argumentou que não tinha fontes fixas de poluição (36 por cento). O relatório da IGA salienta que muitas empresas "afirmam total desconhecimento da legislação em vigor". Uma vez mais a legislação existe mas o seu cumprimento deixa muito a desejar…
Ver desenvolvimento

As salinas do Tejo

Que a RNET (Reserva Natural do estuário do Tejo) é um dos piores exemplos de gestão de uma área protegida já não é novidade para ninguém, mas compreende-se as dificuldades que a direcção enfrenta: toda a reserva está envolvida pela área metropolitana de Lisboa, ele é lisboa, é o Barreiro, o Seixal, Almada, Alverca, Sacavém, já para não falar de Alcochete e do Montijo que estão actualmente a crescer a um ritmo quase exponencial, fruto da ponte Vasco da Gama. Como se não bastassem os grandes centros urbanos, temos grandes centos industriais, nomeadamente Alhandra e o Barreiro e essa grande mafia a que chamam Porto de Lisboa. Apesar de tudo, e por incrivel que pareça, o estuário conegue ainda ser a mais importante zona húmida portuguesa, sobretudo no que respeita às aves, e está entre os 10 locais mais importantes da europa para as Aves aquáticas.
O que muita gente talvez não saiba é que as velhinhas salinas, que durante décadas e décadas forneceram não só sal para cozinha mas também o sal para a produção de bacalhau salgado (esse produto tão português) são essenciais para a sobrevivência de muita avs aquáticas, que necessitam delas como refugios durante a maré alta, altura em que as suas áreas de alimentação ficam submersas. Pois, até aqui tudo muito bonito, mas falta dizer o que se passa com as salinas do Tejo.
Na zona Sul do estuário, abaixo do montijo, quase todas as salinas estão completamente abandonadas, algumas cobertas pela vegetação de sapal, outras usadas para despejar entulho ou até mesmo aterradas para construir campos de futebol (como aconteceu perto da Baixa-da-Banheira), essas salinas estão praticamente perdidas para as aves; no entanto, estas salinas não estão incluídas na RNET, nem mesmo na ZPE do estuário do Tejo, pelo que uma vez abandonadas o seu destino estava selado. A situação é muito mais grave na zona Norte do estuário.
As salinas de Alverca, o único local do estuário onde nidificam espécies como a Perdiz-do-Mar ou o Pato-de-Bico-Vermelho, estão prestes a ser destruidas para construir uma bacia de retenção de águas, possivelmente o primeiro passo para a construção de uma nova mega ETAR, daquelas que custam uma pipa de massa e depois de prontas nunca chegam a funcionar... à esqueci-me de dizer, curiosamente o projecto não foi sequer alvo de um estudo de Impacto Ambiental!
Na margem esquerda do Tejo, bem dentro da RNET, existem três grandes complexos de salinas de grande importância para as aves: Vasa-Sacos, Vale de Frades e Samouco (aquelas salinas debaixo da Ponte Vasco da Gama). As primeiras, e mais importantes, foram alugadas por "tuta-e-meia" a uns espanhóis que as encheram de água para produção de camarinha, agora se as aves as quiserem usar só a nado... Quanto a vale de Frades, o ICN ganhou um projecto Life para recuperar essas salinas, ao fim de quase 2 anos a única coisa que fizeram foi restaurar o edificio de um velho moinho de maré e ao que se diz, o dinheiro já acabou, perdido nos meandros orçamentais do Instituto! Finalmente no amouco vai arrancar brevemente um projecto Life para a sua recuperação, neste momento é o complexo de salinas que alberga um maior número de aves, mas tenho muito curiosidade para saber o que se vai passar!

Tenho dito

15 fevereiro, 2004

Aproveitem, ambientalistas!

Informa-se a todos os interessados que a editora Kluwer tem disponível para "download" os artigos das seguintes revistas até 31 de Março de 2004:

The Environmentalist
Environment, Development and Sustainability
Water, Air and Soil Pollution
Water, Air and Soil Pollution Focus
Environmental Monitoring and Assessment
Ecotoxicology
Environmental Geochemistry and Health
Aerobiologia
Environmental and Ecological Statistics
Environmental and Resource Economics

Esta informação foi obtida graças ao Professor Luís Nunes.
Aproveitem para pesquisar a sua página. Está muito completa e é muito útil.