10 fevereiro, 2004
O Presidente vai nu
Neste preciso momento, no telejornal da RTP, o nosso Presidente da República (PR) passeia no Parque Natural da Serra de Aires e Candeeiros, tendo como cicerone José Alho, Galopim de Carvalho, entre outros. O passeio é na Pedreira do Galinha, num radiante dia de sol. Mais uma vez, sua Excelência o P.R. refere que temos imensa legislação no país mas que ninguém a cumpre, porque há falta de fiscalização. Mas, senhor Presidente. Eu até admitiria ouvir tais afirmações dum qualquer proletário alheio à realidade e sem qualquer tipo de poder, além do seu voto de 4 em 4 anos. Mas?!!? Sua Excelência é simplesmente o Presidente da República Portuguesa! De si esperaria mais do que simples lamentos semanais como se nada tivesse a ver com o assunto. Não tem Sua Excelência reuniões semanais com o nosso primeiro-ministro?! De certo que seria uma boa oportunidade de exprimir as suas preocupações. Ou até mesmo de exercer diplomaticamente pressão sobre o governo para repensar todo a fiscalização ambiental (e não só) existente. Apesar de não saber o que Vossa Exa. discute nas suas reuniões, parece-me que se o assunto já tivesse sido abordado, não necessitaria de o referir sempre que tem câmaras de televisão à frente. E também andar a homologar leis todas as semanas, para ninguém cumprir é uma tarefa ingrata. Saia mais vezes do seu palácio, do género presidência aberta, e vá passear. Das últimas vezes “descobriu” que as leis não se cumprem em Portugal. Podia ser que da próxima descobrisse que existe corrupção, que o crime compensa, que temos governantes patéticos, que a saúde, o ensino, a justiça, a agricultura, as pescas, etc. etc. vão de mal a pior. E assim até tinha mais coisas para se lamentar, à boa maneira “Tuga”. Pois é Sr. Presidente da República, isto do País real tem muito que se lhe diga.E logo vossa Exa. por quem eu tenho tanto respeito...
Estreia de novo colaborador
Esta é uma estreia neste blog. Posso apenas dizer que "melhorar o ambiente é ser inteligente"
Faz do mar tabua rasa
Faz do mar tabua rasa
09 fevereiro, 2004
Site do Instituto do Ambiente
O site do Instituto do Ambiente está com novo visual. Provavelmente terá também novas funcionalidades que não tive ocasião de confirmar. Passem por lá!
Podem aceder aqui
Podem aceder aqui
07 fevereiro, 2004
What a fine day...for Science!
Fui assaltado na semana passada pelo título de uma notícia que me deixou bastante intrigado: "Cientistas franceses revoltam-se na rua". Ao ver a foto que acompanhava o artigo (publicado no já por aqui habitual PÚBLICO) pensei: uma manifestação de cientistas? Com faixas, cartazes, cânticos a condizer e tudo? Muito bem!
A notícia dava conta que «milhares de cientistas, professores, engenheiros e estudantes se tinham manifestado no dia 29 de Janeiro em Paris, contra um programa governamental que dizem provocar a pauperização da investigação científica e uma fuga de cérebros para os EUA.»
«Uma petição lançada pelo colectivo "Salvar a Ciência" para denunciar a "asfixia financeira" da ciência já recolheu 31 mil assinaturas no mundo científico. Entre os assinantes, mais de metade dos directores de unidades de investigação e de laboratórios ameaçam demitir-se se o Governo não recuar - o que provocaria uma situação de caos na ciência, em França, e seria um golpe fatal para o futuro desenvolvimento do país.»
Será que os cientistas portugueses, face a um Governo tão padrasto para a Ciência (se bem que face ao anúncio do novo investimento para a Ciência, esta ideia esteja um pouco apaziguada - devia ter escrito este artigo aqui há pouco tempo atrás, bolas!), prosseguindo, será que os nossos cientistas e investigadores tinham coragem para agir da mesma forma? Eu gostaria de pensar que sim, já chegou a altura do Governo assumir (e não perceber, porque eles já percebem) a importância que a Ciência tem para o desenvolvimento de uma Nação. É absolutamente crucial!
Outro aspecto que achei interessante foi este: «Cada ano, milhares de cientistas franceses emigram para os EUA, onde são acolhidos de braços abertos, com salários quatro vezes mais elevados, e sobretudo condições de trabalho e orçamentos de funcionamento sem qualquer comparação com os praticados em França.» Imaginem se fizermos a comparação com Portugal!!
Mais: «Há actualmente 400 mil cientistas europeus a trabalhar nos EUA, enquanto o défice calculado de cientistas na União Europeia é de 700 mil investigadores.». Ridículo na minha opinião, numa Europa que quer constituir uma força de equilíbrio face aos EUA.
Moral da história: face ao tratamento que o Governo português dá à Ciência, cabe também aos cientistas lutar para que se criem as condições necessárias para um desenvolvimento sustentado da Ciência em Portugal (e de forma indirecta na Europa). Basta de vermos os nossos melhores valores nacionais contribuirem para o PIB de outros países! Esta é uma de muitas formas de lutar contra a crise instaurada.
Fonte: PÚBLICO de 30 de Janeiro
A notícia dava conta que «milhares de cientistas, professores, engenheiros e estudantes se tinham manifestado no dia 29 de Janeiro em Paris, contra um programa governamental que dizem provocar a pauperização da investigação científica e uma fuga de cérebros para os EUA.»
«Uma petição lançada pelo colectivo "Salvar a Ciência" para denunciar a "asfixia financeira" da ciência já recolheu 31 mil assinaturas no mundo científico. Entre os assinantes, mais de metade dos directores de unidades de investigação e de laboratórios ameaçam demitir-se se o Governo não recuar - o que provocaria uma situação de caos na ciência, em França, e seria um golpe fatal para o futuro desenvolvimento do país.»
Será que os cientistas portugueses, face a um Governo tão padrasto para a Ciência (se bem que face ao anúncio do novo investimento para a Ciência, esta ideia esteja um pouco apaziguada - devia ter escrito este artigo aqui há pouco tempo atrás, bolas!), prosseguindo, será que os nossos cientistas e investigadores tinham coragem para agir da mesma forma? Eu gostaria de pensar que sim, já chegou a altura do Governo assumir (e não perceber, porque eles já percebem) a importância que a Ciência tem para o desenvolvimento de uma Nação. É absolutamente crucial!
Outro aspecto que achei interessante foi este: «Cada ano, milhares de cientistas franceses emigram para os EUA, onde são acolhidos de braços abertos, com salários quatro vezes mais elevados, e sobretudo condições de trabalho e orçamentos de funcionamento sem qualquer comparação com os praticados em França.» Imaginem se fizermos a comparação com Portugal!!
Mais: «Há actualmente 400 mil cientistas europeus a trabalhar nos EUA, enquanto o défice calculado de cientistas na União Europeia é de 700 mil investigadores.». Ridículo na minha opinião, numa Europa que quer constituir uma força de equilíbrio face aos EUA.
Moral da história: face ao tratamento que o Governo português dá à Ciência, cabe também aos cientistas lutar para que se criem as condições necessárias para um desenvolvimento sustentado da Ciência em Portugal (e de forma indirecta na Europa). Basta de vermos os nossos melhores valores nacionais contribuirem para o PIB de outros países! Esta é uma de muitas formas de lutar contra a crise instaurada.
Fonte: PÚBLICO de 30 de Janeiro
06 fevereiro, 2004
A "educação ambiental" também se faz com medidas destas
Brazil, Rio de Janeiro
Um Decreto do prefeito Cesar Maia, tornará obrigatória a construção, em novos prédios, de reservatórios para reter temporariamente e armazenar água de chuva. A água poderá ser reaproveitada para usos não potáveis, como lavar veículos e calçadas e regar jardins. A medida atinge edificações residenciais, comerciais e industriais com mais de 500 metros quadrados de superfície impermeabilizada (telhado e trechos cimentados ou asfaltados em volta dos edifícios). As casas ficam de fora.
Um dos objetivos do decreto é o de ajudar a prevenir inundações.
Outro, é começar a criar a cultura da economia de água - diz o Secretário Municipal do Urbanismo , Alfredo Sirkis.
A capacidade dos reservatórios será calculada por uma equação que leva em conta a área impermeabilizada e os índices pluviométricos do lugar.
In Jornal do Meio Ambiente
Fonte: Versão impressa (Jornal O Globo 02/2004).
Poderemos nós continuar a pensar que ainda não precisamos poupar água?
Será esta uma boa medida? Não teria ela efeitos secundários se aplicada á maioria das cidades Portuguesas?
Está aberta a discussão!
Um Decreto do prefeito Cesar Maia, tornará obrigatória a construção, em novos prédios, de reservatórios para reter temporariamente e armazenar água de chuva. A água poderá ser reaproveitada para usos não potáveis, como lavar veículos e calçadas e regar jardins. A medida atinge edificações residenciais, comerciais e industriais com mais de 500 metros quadrados de superfície impermeabilizada (telhado e trechos cimentados ou asfaltados em volta dos edifícios). As casas ficam de fora.
Um dos objetivos do decreto é o de ajudar a prevenir inundações.
Outro, é começar a criar a cultura da economia de água - diz o Secretário Municipal do Urbanismo , Alfredo Sirkis.
A capacidade dos reservatórios será calculada por uma equação que leva em conta a área impermeabilizada e os índices pluviométricos do lugar.
In Jornal do Meio Ambiente
Fonte: Versão impressa (Jornal O Globo 02/2004).
Poderemos nós continuar a pensar que ainda não precisamos poupar água?
Será esta uma boa medida? Não teria ela efeitos secundários se aplicada á maioria das cidades Portuguesas?
Está aberta a discussão!
05 fevereiro, 2004
Será que ainda há esperança para a ciência em Portugal?
O Governo tenciona atribuir 12 mil bolsas de formação para jovens licenciados e doutorados já em Julho, anunciou hoje a ministra da Ciência e do Ensino Superior.
Maria da Graça Carvalho falava no final da primeira reunião do Conselho Superior de Ciência, Tecnologia e Inovação, realizada na residência oficial do primeiro-ministro, e em que foram debatidas as linhas-gerais de duas novas iniciativas estratégicas para a ciência e investigação.
"Pensamos no início de Julho avançar com as bolsas", afirmou a ministra da Ciência e do Ensino Superior, acrescentando que o Governo terá de apresentar, até Março, um "programa detalhado" sobre estas duas iniciativas, que serão principalmente financiadas com fundos comunitários.
Fonte: Ministério da Ciência e do Ensino Superior
Ver Notícia Completa
Maria da Graça Carvalho falava no final da primeira reunião do Conselho Superior de Ciência, Tecnologia e Inovação, realizada na residência oficial do primeiro-ministro, e em que foram debatidas as linhas-gerais de duas novas iniciativas estratégicas para a ciência e investigação.
"Pensamos no início de Julho avançar com as bolsas", afirmou a ministra da Ciência e do Ensino Superior, acrescentando que o Governo terá de apresentar, até Março, um "programa detalhado" sobre estas duas iniciativas, que serão principalmente financiadas com fundos comunitários.
Fonte: Ministério da Ciência e do Ensino Superior
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02 fevereiro, 2004
Ligações temáticas - Novo tema disponível: Gestão do Litoral
Era imperativo que este tema constasse dos temas disponíveis para consulta aqui n'Os Ambientalistas. Estava a ter alguma dificuldade em encontrar um conjunto interessante de links, mas obtive uma preciosa ajuda: O Professor Alveirinho Dias criou a página da cadeira de Gestão do Litoral da Faculdade de Ciências do Mar e do Ambiente (Universidade do Algarve). Muito obrigado Sr. Professor!
A problemática da Gestão das zonas costeiras é ampla e complexa. O funcionamento dos sistemas naturais, as interferências causadas pelas actividades antrópicas, as modificações climáticas, e as preocupações com a sustentabilidade da exploração racional desses sistemas são algumas das questões a discutir quando se aborda este tema.
Vamos discuti-lo?
A problemática da Gestão das zonas costeiras é ampla e complexa. O funcionamento dos sistemas naturais, as interferências causadas pelas actividades antrópicas, as modificações climáticas, e as preocupações com a sustentabilidade da exploração racional desses sistemas são algumas das questões a discutir quando se aborda este tema.
Vamos discuti-lo?
29 janeiro, 2004
Células de combustível domésticas
Qualquer casa tem um esquentador a gás para a água e uma conexão à rede eléctrica para as luzes. Portugal será um dos primeiros países europeus a testar uma solução doméstica que faz as duas coisas ao mesmo tempo, utilizando células de combustível que produzem electricidade a partir do hidrogénio, sem provocar emissões poluentes.
Juntamente com a Alemanha, Holanda e Espanha, o país está representado no projecto "Virtual Fuel Cell Power Plant", que envolve a instalação de 31 equipamentos à base de células de combustível, para a produção de electricidade e calor. Um deles ficará no Instituto Superior Técnico, em Lisboa.
Por: RICARDO GARCIA Ver artigo completo
Fonte: Newsletter Ambio
27 janeiro, 2004
Estudo sobre o Golfe no Algarve
Elaborado por uma equipa da Universidade do Algarve, este estudo interessará certamente a quem pretender compreender o fenómeno da multiplicação dos golfes no Algarve e os cenários futuros que se esperam encontrar face a este fenómeno.
São aqui estudados os impactes Ambientais, Económicos e Sociais e todas as grandes questões com que se confronta a actividade do Golfe no Algarve.
O estudo encontra-se dividido em dois volumes:
Volume I - Relatório Preliminar
Volume II - Cenários de Desenvolvimento
24 janeiro, 2004
Petição Online - PNSACV
(...)Ex.mo Senhor Ministro,
Vimos exprimir a nossa profunda preocupação com o estado de degradação em que se encontra o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (PNSACV).
Esta situação resulta, em nossa opinião, de uma grave escassez de recursos humanos qualificados e de meios financeiros para o seu normal funcionamento.
A ausência de uma estratégia clara para o Parque Natural, uma notória incapacidade de liderança, assim como a inexistência de uma política de informação e educação ambiental levou ao difícil relacionamento com as autarquias e as populações. Ora sem o apoio destas, não é possível implementar uma eficaz política de Conservação da Natureza
Neste contexto, volta a ouvir-se falar dos grandes projectos imobiliários para o Parque Natural - os alegados “compromissos assumidos”- mas não só. Já se fala também de novos “projectos turísticos estruturantes”, como uma eventual marina na Boca do Rio, que estariam agora em condições de avançar, à luz do novo Plano de Desenvolvimento do Turismo, violando todos os instrumentos legais de ordenamento do território (PMOT de Vila do Bispo, PROTAL, Plano de Ordenamento do PNSACV, Rede Natura 2000).
No cidadão comum, perpassa a ideia que o PNSACV está “a saque”.(...)
Petição online criada pela LPN e Almargem, escrita por Sebastião Pernes.
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