09 janeiro, 2004

Maior central de energia solar do mundo vai ser instalada na Amareleja

Painéis solares

O Baldio das Ferrarias, na vila da Amareleja, concelho de Moura, por ser um dos locais do planeta com maior número de horas com sol, foi o local escolhido para a instalação daquela que vai ser a maior central de energia solar do mundo.

Mais de 100 hectares de painéis solares fixos e móveis - uma dimensão 12 vezes superior ao maior projecto actualmente existente - vão produzir 64 "megawatts" de energia, que serão lançados na Rede Eléctrica Nacional a partir de Alqueva (...)

Artigo de Carlos Dias    Ver artigo completo

Fonte: Newsletter AMBIO

07 janeiro, 2004

Resultados do inquérito: Que temas devem ser aqui abordados/comentados?

Política e Planeamento 31,25%
Boas-práticas ambientais 21,88%
Inovações tecnológicas 18,75%
Promoção de eventos 18,75%
Catástrofes ecológicas 9,38%

O presente inquérito será tido em conta daqui em diante por parte da gerência d'Os Ambientalistas.
Será afixado um novo inquérito em breve na coluna da direita.

Obrigado por participarem!

03 janeiro, 2004

Notí­cias relevantes

Aproveito mais uma vez para vos deixar algumas notícias de interesse publicadas no jornal "Público" de 29 de Dezembro, que podem ser consultadas no site www.publico.pt.

A primeira diz respeito ao mercado da energia solar em Portugal onde se demonstram os avanços tecnológicos conseguidos nesta área e a necessidade de se apostar neste tipo de energia face à "institucionalização da sustentabilidade como paradigma de desenvolvimento" consequente da conferência do Rio. São ainda apresentados como argumentos o facto deste tipo de energia ser actualmente mais rentável que no passado (consequência dos já referidos avanços tecnológicos que consistem em aumentos de rendimento e diminuições de custo) e as metas de electricidade produzida a partir de fontes de energia renováveis (consagradas na lei), as quais ainda estão longe de se atingir.

Se consultarem a secção Local Lisboa poderão também encontrar artigos de interesse ambiental, nomeadamente respeitantes à  ainda existência de lixeiras a céu aberto com resíduos considerados perigosos (em Alvalade/Sado), ou à  deposição ilegal de pneus em Vila Franca de Xira, onde inclusivé algumas pessoas recebem dinheiro para encaminhar os pneus para reciclagem e depois descarregam-nos nessa zona, ou ainda a interminável história da protecção de habitações na Lagoa de Óbidos, mais concretamente na zona do Bom Sucesso, onde alguns sacos de areia colocados pelo Inag já se soltaram (como acontece sempre), fazendo com que os habitantes da zona reclamem por uma solução científicamente estudada e viável a longo prazo (no artigo é possí­vel encontrar uma opinião bastante elucidada por parte do porta-voz da comissão de moradores do Bom Sucesso.

Gostaria ainda de destacar um outro artigo, não disponí­vel on-line, e que diz respeito aos erros efectuados no planeamento da rede de transportes públicos de Lisboa, na minha opinião, um dos aspectos essenciais para um bom planeamento urbano. Nesse artigo, de autoria de Rui Rodrigues, defende-se uma rede de comboio convencional a partir da qual se iriam estruturar os restantes transportes públicos, quando na realidade se tem feito exactamente o contrário. E são apontados alguns erros de planeamento: a falta de interface entre a linha de Cascais e os restantes meios de transporte (exemplo: um utente de Cascais ou Oeiras que queira deslocar-se até à Cidade universitária ou EntreCampos, terá de efectuar três mudanças de transporte - uma do comboio para o Metro e mais duas no Metro; o prolongamento da Linha Azul, desde Baixa-Chiado até à  estação de S. Apolónia, pela simples razão de que esta irá fechar quando a futura estação Central de Lisboa, em Chelas-Olaias, passar a ser o términos da linha do Norte; o alargamento do IC19 e o túnel das Amoreiras porque ambos vão trazer mais carros para o interior de Lisboa.

São ainda apresentados dois argumentos que considero bastante interessantes: o primeiro é que dentro de anos, quando se verificar novamente um agravamento do trânsito, os responsáveis por tais investimentos vão invocar o argumento de que a perda de passageiros nos transportes públicos e a opção pela viatura particular se deve à  melhoria do nível de vida da população. Contudo, este argumento não é valido pois na Suiça, um dos países mais ricos do mundo, a maioria dos habitantes das maiores cidades utiliza o comboio ou o Metro ligeiro e o autocarro, devido às medidas inteligentes adoptadas naquele país. O segundo argumento é o seguinte, na área metropolitana da capital, segundo dados do INE, actualmente cerca de 60 % dos seus habitantes utilizam a viatura particular e 40 % o transporte público. Há poucos anos, os valores eram inversos. A consequência de tal alteração foi um agravamento nos custos e tempos de deslocação e, sobretudo, na qualidade de vida desta cidade.

29 dezembro, 2003

Balanço cabal de 2003 e perspectiva filosófica para 2004

Num ano que finda é habitual fazerem-se balanços. Num ano de 2003 onde dificilmente se escolhe um acontecimento verdadeiramente positivo, é altura de pensar no ano que se aproxima. Não querendo ser pessimista (apenas despertar algumas mentes mais conformadas), deixo-vos um excerto de um artigo escrito por Fernando Ilharco, publicado no jornal "Público" de 29 de Dezembro, para que reflictam no caminho que poderemos estar a tomar, e no papel de cada um de nós para resistir a certas tendências que só a nós, em última instância, prejudicarão.

Peço desculpa porque provavelmente o artigo não tem a ver especificamente com a temática do blog...ou talvez até seja assustadoramente pertinente... Aqui fica:
"O mundo é um imenso lugar; um imenso, prodigioso e estranho lugar (...). Nessa estranheza, berço da surpresa e do futuro, a ciência e a tecnologia constituem uma das mais fortes e poderosas alianças nos anéis do amanhã. Desde a cura de muitas das doenças da contemporaneidade e do aumento da esperança de vida, até à manipulação dos fenómenos da vida na Terra e à criação de novas e variadas formas de percepção e de conhecimento, a ciência tecnologicizada tenderá crescentemente a colocar-nos desafios que poucos, se é que alguém, poderemos inteiramente compreender. Muitos dos investigadores, no âmbito de uma tradição reducionista que se tem vindo a desligar da ética, tendem a assumir a autonomia da ciência e da tecnologia e a tomar os seus caminhos como naturalmente bons, positivos e benéficos para a humanidade. Ora, escusado será dizer que nada foi provado ser assim tão linear: uma boa parte dos problemas do mundo de hoje tem origem precisamente nas soluções científicas e tecnológicas do mundo de ontem. As populações, presas aos ecrãs das televisões, dos computadores e dos telemóveis, perseguindo os concursos, as novelas e as últimas novidades da moda, obviamente não estão minimamente preparadas nem interessadas em debater e ponderar as implicações da revolução da informação, da genética ou da biotecnologia. O mesmo pode aliás dizer-se de uma boa parte da classe política, herdeira de décadas de jogos de cintura, de alianças e de traições nos corredoress dos poderes do Estado, e de pouco mais. Assim, sobrarão poucos. (...)

Peço desculpa pela imensidão de espaço que ocupei e aproveito para desejar as melhores entradas em 2004 para todos.

Programa Nacional para as Alterações Climáticas





Está em discussão pública o Relatório Síntese das Medidas Adicionais do Programa Nacional para as Alterações Climáticas.

O Relatório Síntese apresenta o conjunto de propostas de medidas adicionais do PROGRAMA NACIONAL DAS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS (PNAC), medidas essas que o Governo vem preparando com o objectivo de garantir o cumprimento por parte de Portugal dos seus compromissos no âmbito do Protocolo de Quioto sobre Alterações Climáticas (PQ) e do Acordo de Partilha de Responsabilidades da União Europeia (UE).

Relatório Síntese disponível para download

27 dezembro, 2003

Boas Festas!

A administração d'Os Ambientalistas deseja a todos os participantes boas entradas no ano de 2004.





18 dezembro, 2003

Arquivo de imagens - Nova funcionalidade!

O Serviço "Arquivo de imagens" contém alguns ficheiros jpeg descarregáveis com informação para divulgação, e imagens que já estiveram afixadas no Blogue e que vale a pena guardar para recordar.

A quem quiser contribuír com uma imagem basta enviar um mail para polietileno@portugalmail.pt . Os gerentes do blog encarregar-se-ão de colcar a imagem na pasta que mais se adeque.

Minas de S. Domingos: Natureza Morta



Durante mais de um século a mina de S. Domingos, no concelho de Mértola, foi explorada por ingleses. Procuravam e extraíam o cobre, que era exportado para Inglaterra quando a Revolução Industrial estava no auge. Nesta altura os cuidados ambientais não eram sequer questionados...
Há pouco mais de três décadas, a mina parou. Actualmente, S. Domingos não é mais do que um sítio em ruínas, uma relíquia industrial...mas que encerra perigos: águas ácidas, em que dominam cores amarelas e avermelhadas, como se de uma "natureza morta" se tratasse...

Sigam os links para saber mais.

Fonte: Planeta Azul

16 dezembro, 2003

Ordem dos engenheiros: Informação


Como poderei inscrever-me como membro Estagiário?
Contactando os Gabinetes do Estagiário, existentes em cada uma das Regiões da Ordem, e escolhendo a modalidade do Estágio (formal ou curricular) integrada num dos 12 Colégios de Especialidade.

Também existe a possibilidade de inscrição na Ordem, se após uma permanência de 5 anos de trabalho numa das especialidades de Engenharia (e apresentando provas disso) existir consentimento da Ordem na acreditação.

14 dezembro, 2003

Portugal é um dos países com maiores índices de emissão de gases com efeito de estufa



Com base num instrumento apresentado na 9ª Conferência das Partes da Convenção Quadro da ONU para as Alterações Climáticas (COP 9), que decorreu em Milão e terminou no passado dia 12 de Dezembro, a Quercus constatou que Portugal é um dos 50 países com maiores índices de emissões de gases com efeito de estufa (GEE).

Segundo as contas da associação ambientalista Quercus, presente na COP 9, "em 2000 Portugal foi o 49º país com maiores emissões de gases de efeito de estufa do planeta, apesar de ser o 97º em termos de população". No espaço da União Europeia, Portugal estava em nono lugar, "apesar de ser a penúltima economia desta região".

A associação considera que Portugal "deve aproveitar a necessidade de reduzir as suas emissões não como uma mera obrigação mas acima de tudo como uma oportunidade de tornar a nossa economia mais eficiente e como tal mais competitiva". Segundo a Quercus, em todos os países da UE, à excepção de Portugal, o PIB (Produto Interno Bruto) tem aumentado e as emissões têm diminuído.

Fonte: Ecosfera                Ver notícia completa