29 setembro, 2005

Dióxido de Carbono pode ser armazenado, diz ONU


A Captura e o armazenamento de CO2 produzido por centrais de energia ou fábricas antes da sua entrada na atmosfera poderá desempenhar um papel extremamente importante na minimização das alterações climáticas, segundo um estudo divulgado esta semana pelo Painel Intergovernamental para as alterações Climáticas (IPCC) um grupo de especialistas directamente ligado a agências das Nações Unidas nomeadamente o Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEP) e a Organização Meteorológica Mundial (WMO)

Segundo Klaus Toepfer, director executivo da UNEP, este novo relatório demonstra que a captura e armazenamento do Dióxido de Carbono poderá ser um complemento importante às soluções primordiais para o problema (eficiência energética e a utilização de fontes de energia mais limpas).

Segundo os estudos divulgados no relatório, a captura e armazenamento do CO2 em formações geológicas significaria uma percentagem de 15 a 55 por cento de todas as reduções de emissões necessárias para estabilizar as concentrações dos gases de efeito estufa na atmosfera até 2100.

No que diz respeito à tecnologia, já há muitos componentes desenvolvidos para o processo de armazenamento e captura da substância, incluindo várias aplicações que injectam o gás enas tais formações geológicas. Apesar destas boas notícias, o processo está dependente mais uma vez do poder político e da sua boa vontade para poder haver a aplicação destas políticas, ou não haverá incentivo para o uso destas tecnolgias


As reacções do Greenpeace e da WWF não se fizeram esperar, considerando que esta tecnologia ainda comporta riscos, embora reconheçam a necessidade de combater as alterações climáticas.

Documentos a consultar

Veja a Notícia Completa

Sumário do relatório para Decisores - A não perder

28 setembro, 2005

Ambiente - Conversas de fim de tarde para amanhã

Em Lisboa:

A LPN organiza e promove desde 2003 um ciclo de debates ao fim da tarde das quintas-feiras (17-19 horas), abordando um conjunto de questões ambientais de relevância, actualidade e preocupação, desta vez o tema é Biodiversidade/Conservação de espécies ameaçadas.

O local é a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, no auditório 3.2.14.

Estão todos convidados (a entrada é gratuita mediante inscrição prévia para o Tel.: 21 778 00 97 e Correio electrónico: lpn.natureza@lpn.pt).

Em Faro:

O Cafe Oceano é uma ideia dos alunos de Oceanografia da Faculdade de Ciências do Mar e do Ambiente da Universidade do Algarve e da Prof. Cristina Veiga Pires para debater assuntos relacionados com o oceano.

O tema sugerido para o próximo Café Oceano foi "Isostasia vs Eustasia: Será que o nivel do mar está a subir em todo o planeta?".

A tertúlia/debate realizar-se-á no pátio da Biblioteca Municipal de Faro, das 17 ás 18:30.

Participem!

26 setembro, 2005

O Blog de Margot Wallstrom

Margot Wallstrom foi nomeada por Durão Barroso Comissária para as Relações Institucionais e Comunicação em Agosto de 2004. O presidente da Comissão Europeia criou este cargo para melhorar a forma como a Comissão comunica a Europa com os cidadãos.

Nos últimos 5 anos Margot Wallstrom foi a Comissária do ambiente na Comissão de Prodi.

Esta Comissária tem um blog onde comenta vários assuntos internacionais relevantes para a actualidade.

Um dos pontos fortes do blog é mesmo a simplicidade, sinceridade e abertura com que Margot Wallstrom aborda os temas que comenta, o que faz com que nos identifiquemos com ela enquanto cidadãos europeus e que nos sintamos confortados por saber que há pessoas com cargos políticos importantes com tal sensibilidade para os problemas que nos afligem.

O mais recente post é relativo à crise de valores que assola a União Europeia actualmente e sobre o Plano D apresentado à Comissão por Wallstrom - diálogo, debate e democracia, onde apresentou uma lista de acções para melhor escutar os cidadãos, explicar melhor o que a Comissão faz e como agir localmente.

Aqui fica uma passagem interessantíssima desse post onde podem constatar a tal abertura e sinceridade que referi:
"Had a breakfast meeting with representatives from the so-called Roundtable of Industrialists. I made them angry by saying that they could do more for sustainable development and more to promote corporate social responsibility. (Maybe I should stop accepting breakfast meetings – it is not my best time of the day…) They said it was already taken care of…"

Espero que tenha despertado o vosso interesse.

Essencial para todos os cidadãos activos europeus!

25 setembro, 2005

Pobreza e sustentabilidade

"Os Ambientalistas" decidiram hoje colocar a faixa referente ao movimento de pressão multinacional tem vindo progressivamente a consciencializar a opinião pública para a erradicação da pobreza no mundo.

À semelhança de outros blogues da Comunidade Portuguesa de Ambientalistas, optámos por usar a banda branca do Make Poverty History (do Reino Unido) por esta ser visualmente bastante mais apelativa que a do Pobreza Zero promovido pela OIKOS e outras instituições em Portugal.

Os Recursos Naturais (tais como a água, as fontes energéticas, as florestas, o ar e a biodiversidade) são factores ambientais chave para a qualidade da vida humana e que compõem o nosso ambiente.

Hoje em dia, por falta de condições ambientais, 2 mil milhões de pessoas no mundo não têm acesso a fontes de energia regulares. 1000 milhões de pessoas no mundo não têm acesso a água potável. 2,4 mil milhões de pessoas no mundo não podem contar com a melhoria do seu sistema sanitário.

Como existe uma relação directa entre deplecção de recursos e aumento da pobreza, acreditamos que a integração de princípios de desenvolvimento sustentável nas políticas dos países e que a sustentabilidade na exploração e utilização dos recursos naturais por parte dos seus cidadãos podem contribuír para a atenuação das enormes diferenças existentes entre aqueles que vivem abaixo do limiar de pobreza - e que em virtude disso não têm acesso a recursos com qualidade nem em quantidade suficiente - e os que continuam a usufruir dos recursos como se estes fossem ilimitados.

Garantir a sustentabilidade ambiental é aliás um dos objectivos de desenvolvimento decorrentes da "Cimeira do Milénio" da ONU, que teve lugar em Setembro de 2000.

Nesta, os países membros assinaram, em conjunto, uma declaração, a Declaração do Milénio, que fixou 8 objectivos de desenvolvimento específicos, a serem atingidos até 2015, que são:

1 Reduzir para metade a pobreza extrema e a fome
2 Alcançar o ensino primário universal
3 Promover a igualdade entre os sexos
4 Reduzir em dois terços a mortalidade infantil
5 Reduzir em três quartos a taxa de mortalidade materna
6 Combater o VIH/SIDA, a malária e outras doenças graves
7 Garantir a sustentabilidade ambiental
8 Criar uma parceria mundial para o desenvolvimento

Para que não pensem que a pobreza é um problema exclusivo dos países do terceiro mundo, aqui ficam alguns dados acerca da situação da pobreza em Portugal:

24% das famílias estão em situação de pobreza
30% dos pobres são idosos pensionistas
15% da população está em risco de persistência de pobreza
470 mil estão desempregados
mais de 200 mil recebem Rendimento Social de Inserção
207 mil pessoas e 1100 intituições são apoiadas pelo Banco Alimentar contra a Fome
só na região de Lisboa, são servidas diáriamente 40 mil refeições


O principal objectivo desta campanha é consciencializar a opinião pública de que têm que ser tomadas medidas definitivas e efectivas para erradicar a pobreza no mundo.

Existem aliás metas que os países das Nações Unidas se cumpremeteram a cumprir (Portugal inclusivé), as referentes ao objectivo 7 (sustentabilidade ambiental) são:

Meta 9. Integrar os princípios do desenvolvimento sustentável nas políticas e programas nacionais e inverter a actual tendência para a perda de recursos ambientais

Meta 10. Reduzir para metade, até 2015, a percentagem de população sem acesso permanente a água potável

Meta 11. Até 2020, melhorar significativamente a vida de pelo menos 100 milhões de habitantes de bairros degradados

Todos podemos contribuir com a nossa participação para pressionar o governo português a cumprir as metas com que se compromenteu.

Participem!


Documentos a consultar:

Objectivos de Desenvolvimento do milénio

Relatório de Portugal (o que Portugal deve cumprir)

24 setembro, 2005

Autarquias e desenvolvimento sustentável

Agenda 21 Local
Será lançado no centro comercial Colombo (Lisboa), na FNAC, ás 18:30 do dia 28 de Setembro o livro "Autarquias e desenvolvimento sustentável- Agenda 21 Local e novas estratégias ambientais"

O livro é da autoria de Luísa Schmidt, Joaquim Gil Nave e João Guerra.

A obra será apresentada pelo Prof. Doutor João Ferrão, Secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades e pelo Eng. Carlos Pimenta.

Encontramos neste livro uma crítica fundamentada, e ao mesmo tempo incisiva, do pouco que em Portugal se tem feito pelo ambiente e pela sustentabilidade ao nível do poder local.

Nele encontramos também alguns sinais encorajadores e, acima de tudo, um conjunto amplo de orientações estratégicas e medidas de política que os autores sugerem como quem lança um repto.

Para os que pretendem ficar a saber como passar à prática, com sucesso, uma Agenda 21 Local, o Roteiro que com esta obra se disponibiliza, constitui uma ferramenta inovadora em termos informativos e imprescindível no plano operacional.

23 setembro, 2005

Dia europeu sem carros

Celebrou-se ontem mais um dia europeu sem carros, uma iniciativa que pretende alertar para os problemas urbanos resultantes dos transportes (poluição atmosférica e ruído essencialmente), nomeadamente do uso de viatura própria em detrimento dos transportes públicos.

A realidade é que ao ver o telejornal da manhã, assisti a uma cidade de Lisboa completamente entupida com os habituais engarrafamentos e a única iniciativa visível pertenceu à associação QUERCUS, que realizou medições de ruído e poluição atmosférica (estas últimas com resultados preocupantes).

Na cidade de Faro também não se assistiu a uma diminuição significativa do habitual trânsito automóvel (cada vez mais intenso).

Na minha opinião, a implementação desta iniciativa falhou em vários pontos. No início optou-se por fechar o acesso a determinadas vias de trânsito para as disponibilizar a outras formas de veículos como as bicicletas. Má escolha: quem precisava mesmo de utilizar essas vias ficou irritado com a decisão e muita gente foi para essas vias andar de patins ou disfrutar de belos passeios, ou seja, não se alterou a forma como as pessoas se deslocam na sua vida rotineira, apenas se criou um dia de excepção em que quem trabalhava ficava iritado, e quem não trabalhava ou tirou esse dia andava a passear nas vias afectadas.

Isto levou a uma descredibilização da iniciativa e a um sentimento de não identificação para com ela. Resultado disso: este ano as iniciativas foram ainda mais incipientes, sendo a única medida notável a gratuitidade dos transportes públicos.

Só isso não chega, esta é uma questão que deve ser encarada com seriedade e devidamente planeada. Deveriam ter sido criados horários suplementares de transportes públicos e os cidadãos deveriam ter sido informados previamente (previamente não é um dia ou dois antes) desses mesmos horários e de quais as alternativas ao seu dispôr. Isto porque o cidadão comum, com a sua vida rotineira, precisa de se preparar para fugir à sua rotina.

Não esperem que o cidadão investigue qual será a melhor alternativa pois ele não o fará se não sentir que foi feito um esforço para o informar. Culpa do cidadão? Sem dúvida. Culpa das autoridades? Concerteza, quando em muitos casos nem sequer existem essas alternativas ao transporte particular.

Qual é a vossa opinião sobre este assunto?


Mais informação sobre esta iniciativa aqui.

Leituras complementares:
Dia Europeu Sem Carros: Quercus propõe 10 medidas
Dia sem Carros: Quercus decepcionada com fraca participação

Documento-chave:
Agenda Local 21 - Guía práctica para la elaboración de Planes Municipales de Movilidad Sostenible (requer registo)

22 setembro, 2005

Construção de última hora

AlfaiateCaros ambientalistas,

Mais uma campanha eleitoral à vista e vão-se multiplicando as construções de última hora. Hoje dei uma volta pelo Estuário do Tejo, a minha área de estudo, para mostrar as principais áreas com aves aquáticas a mais um biólogo que vai trabalhar nesta zona. Qual não foi a minha surpresa quando descobri que em nada mais nada menos de três áreas (Amora, Moita e Alhos-Vedros), as betoneiras e os tractores tinham substituído a habitual calma ribeirinha, em apressados arranjos das zonas ribeirinhas, com magníficos passeios panorâmicos, bonitos jardins de plantas exóticas e novas ciclovias, que cortavam a eito sobre descampados, salinas e sapais.
É sempre bom ver como as autarquias continuam tão preocupadas com o ambiente ribeirinho.
Curioso, não vi uma única ave (excluíndo as gaivotas) em nenhum destes três sítios, poderá estar o seu desaparecimento relacionado com a destruição dos seus habitats e com a actividade barulhenta da maquinaria das obras? As aves não votam... e os eleitores estão-se nas tintas para elas!

21 setembro, 2005

V Congresso de Ornitologia da SPEA

A SPEA – Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves está a organizar o V Congresso de Ornitologia, que se irá realizar de 23 a 26 de Março de 2006, em Oeiras (Estação Agronómica de Oeiras).

Os interessados em apresentar Comunicações Orais e Posters deverão enviar os resumos até 31 de Outubro de 2005.

As inscrições no congresso poderão ser efectuadas até 31 de Janeiro de 2006, através do envio obrigatório do Boletim de Inscrição e respectivo pagamento.

Mais informações sobre as Normas de Apresentação das Comunicações e Inscrição estão disponíveis aqui ou através dos contactos:
Vanessa Oliveira
Tel: +351 213220430;
Fax: +351 213220439
E-mail: congresso2006@spea.pt

Site da SPEA

20 setembro, 2005

Alqueva aposta nas mini-hídricas

A Edia, empresa que gere a barragem do Alqueva estuda a construção de seis centrais mini-hídricas. A primeira já está em fase de adjudicação, segundo refere o Diário Económico de terça-feira citando um relatório da empresa.

No âmbito deste trabalho, explica o artigo, foram identificados «dezenas de locais» com potencial de instalação de aproveitamentos hidroeléctricos nos sub-sistemas do Alqueva, Ardila e Pedrógão.

As conclusões do relatório elaborado pela EDIA - Empresa de Desenvolvimento de Infra-Estruturas do Alqueva apontam, no entanto, para a viabilidade económica em apenas seis centrais: Alvito, Odivelas, Vale do Gaio, Pisão Roxo e Serpa, potenciais mini-hídricas que poderão reforçar a produção de electricidade em 64 GWh (gigawatts/hora). Desta lista, a central que está em adjudicação é a do Pisão, com uma capacidade prevista de 680 KWh.

A central hidroeléctrica do Alqueva, cuja exploração a EDIA iniciou em 2003, tem uma capacidade instalada de 260 MW (dois grupos de 130 megawatts). Em 2004, a produção atingiu 104 GWh, os quais geraram receitas de 6,3 milhões de euros.

As previsões de operação do empreendimento em «velocidade cruzeiro» apontam para uma produção de 460 GW/ano.

14 setembro, 2005

Tablete de hidrogénio como combustível para automóveis

Cientistas dinamarqueses desenvolvem tabletes de hidrogénio a baixo preço e que oferecem o máximo de segurança. Uma nova tecnologia que transforma combustível de hidrogénio em material sólido e que pode ser transportado no bolso.

Investigadores da Universidade Técnica da Dinamarca (UTD) desenvolvem uma nova tecnologia que transforma hidrogénio em material sólido e que pode vir a resultar numa alternativa aos combustíveis fósseis actualmente utilizados, como o gás e o petróleo.

Há muito que se sabe que o hidrogénio é uma fonte de combustível eficaz e amiga do ambiente muito viável para vir a substituir os combustíveis fósseis. No entanto, até agora o hidrogénio apresentava-se como um grande desafio para os investigadores, já que é difícil de armazenar por ser um gás leve que ocupa muito espaço e é inflamável.

Agora, os cientistas da UTD dizem ter desenvolvido uma nova tecnologia capaz de transformar hidrogénio em estado gasoso numa forma sólida, ou seja, numa tablete de fácil transporte e armazenamento. Uma fórmula revolucionária, já que os cientistas adiantam que pode ser facilmente transportado no bolso com a máxima segurança.

Claus Hviid Christensen, do Departmento de Química da UTD explica que «para se conduzir um automóvel durante 600 km a utilizar hidrogénio gasoso com pressão normal é necessário um tanque de combustível do tamanho de nove carros. Com a nossa tecnologia, a mesma quantidade de hidrogénio pode ser armazenada num tanque normal de gasolina».

Para além das vantagens visíveis de segurança e armazenamento, os cientistas referem ainda que a tablete é produzida a baixos custos. Estes referem que esta consiste em amónia absorvida por sal marinho. Os cientistas explicam que a amónia é constituída por hidrogénio, nitrogénio e ar comum e que tablete para além de ser feita de amónia contém ainda grandes quantidades de hidrogénio.

«A tecnologia é um passo em frente para tornar a sociedade independente dos combustíveis fósseis», refere Jens Nørskov, Director do Nanotechnology Center, da mesma Universidade e acrescenta: «Nós temos uma nova solução para um dos principais obstáculos para a utilização de hidrogénio como combustível. E nós precisamos de novas tecnologias de energia – o petróleo e o gás não vão durar sempre e sem energia não há sociedade moderna».

Os cientistas referem ainda que a tablete tem a capacidade de ser utilizada as vezes que forem necessárias mesmo depois de se esvaziar, ou seja, a amónia é libertada através de um catalisador até se obter apenas o hidrogénio. Quando vazia a embalagem pode voltar a ser enchida por amónia.Os investigadores estão a conjugar esforços para comercializarem a tablete.

13 setembro, 2005

Guia de Acesso à Justiça em Matérias Ambientais

A EURONATURA lançou em Maio deste ano o "Guia de Acesso à Justiça em Matérias Ambientais", que podem agora consultar em formato electrónico aqui.

Boas leituras!



Ver também:

Cidadania (realmente) Participativa: Os Ambientalistas - Agosto 2005

10 setembro, 2005

Breve história sobre ambiente

Neste site do Instituto de Estudos Avançados do Centro Técnico Aeroespacial brasileiro, encontram uma perspectiva histórica muito interessante sobre a questão ambiental.

A página intitula-se “Salvando o Ecossistema e a Civilização Global – Perspectiva histórica de esforços mundiais”, e está dividida por décadas, começando na década de 70 – início do ambientalismo moderno, até à actual onde ainda nos encontramos a construir o retrato/identidade ambiental do nosso planeta (o site associa a presente década à frase: revisando a agenda).

Além da informação histórica, podem também encontrar links para convenções, tratados e outros acordos citados, e para as principais organizações relacionadas com o desenvolvimento sustentável.

Aqui fica a sugestão:
http://www.ieav.cta.br/hpenu/yuji/ecossistema.html

Portal sobre lixo marinho

Existe um portal de informação sobre lixo marinho global na Internet.

Segundo o site, o lixo marinho não é apenas algum lixo na praia ou nas águas que possa ser facilmente limpo. É um problema sério, com tendência a piorar. O lixo marinho viaja grandes distâncias e por isso, não é um problema apenas das áreas mais povoadas, mas um problema global.

O lixo marinho é assim capaz de matar inúmeras espécies marinhas, sejam elas de peixes, mamíferos ou aves marinhas por exemplo.

Num país como o nosso que aposta no turismo como grande produto de exportação, sendo esse turismo baseado no sol e praia para as massas, esta é uma problemática que se reveste de grande importância, e que deveria ser encarada com mais seriedade.

Assim, neste site, podem ficar a par das principais formas de luta global, nacional e regional ao lixo marinho, sob a forma de tratados e acordos existentes, bons exemplos, e as principais entidades envolvidas ou com influência no caso.

Tem também disponíveis fotos que falam por si quando nos referimos aos perigos do lixo marinho, além de documentos publicados bastante interessantes que relatam resultados de estudos científicos sobre a matéria ou casos de estudo, só para referir alguns exemplos.

Cá está ele:
http://marine-litter.gpa.unep.org/

O site sobre ciência em Portugal

O site cienciapt.net dedica-se à informação da ciência, tecnologia e inovação em Portugal, estando integrado num projecto europeu, o scienceineurope.net.

No site podem encontrar oportunidades de financiamento científico, empregos científicos, notícias, biblioteca e outras variadas ferramentas sobre e a para a ciência.

Também não faltam entrevistas e artigos de opinião, bem como uma agenda dedicada aos principais congressos, seminários e eventos. De momento existe também um dossier dedicado ao Discovery.

Gostaria de destacar o acesso a software científico, mediante um registo gratuito no site com muitas aplicações úteis para académicos e profissionais da ciência. Aqui fica um exemplo, o Earth Explorer DEM 3.0 integra uma imagem e mapa topográficos com 1 km de resolução e com uma vista 3D do Planeta Terra. Para além do mapa vectorial existem outras funcionalidades disponíveis com fronteiras políticas e países, linhas costeiras, 15000 ilhas, lagos, 40000 cidades, 1700 terramotos sentidos desde 1980.

Boas navegações!

http://www.cienciapt.net

09 setembro, 2005

Despertar para a luta contra a pobreza

CAMPANHA GLOBAL DE LUTA CONTRA A POBREZA - Pega num despertador e vem...

Vamos despertar o Primeiro Ministro para a Luta Contra a Pobreza! 6ª feira, 9 de Setembro, a partir das 23h00, concentração junto ao Palácio de S. Bento.

Segunda semana da Banda Branca - 9 a 16 de Setembro 2005

75 países no mundo inteiro vão despertar os seus governantes para a luta contra a pobreza.

Na 6ª feira, 9 de Setembro, a partir das 23h00, realiza-se uma concentração junto ao Palácio de S. Bento (residência oficial do Primeiro Ministro).

Os participantes devem levar despertadores para os pôr a tocar às 0h00 do dia 10!

Vamos despertar o Primeiro Ministro para a Luta Contra a Pobreza!

Participa! Mobiliza-te!
Desperta para a luta contra a Pobreza!


Link

Make poverty history.org

08 setembro, 2005

Soluções para a casa nova

Com o período de seca que assolou Portugal, surge uma invenção interessante, já considerada a melhor criação num concurso de design ecológico - um chuveiro que recicla a água utilizada durante o banho.

Fonte: CONFAGRI Ambiente

Encontrei uma outra referência que explica um dispositivo que também utiliza a água do chuveiro para descargas sanitárias.

Já há forma comercializável deste tipo de chuveiros?

Hoje, as torres vão abaixo....

As torres da Torralta, na península de Tróia, vão ser destruídas na quinta-feira à tarde, com recurso à implosão.

As Verde Mar e a T04 são o Tolan do Sado. E, tal como o lendário navio encalhado do Tejo, integraram - para o bem e para o mal, mais para o segundo ponto do que para o primeiro - a paisagem de uma região. Até um dia...

Para uns, estas torres personificam um sonho inacabado. Para outros algo que começou torto e que nunca se endireitou. E nesta quinta-feira, em três meros segundos, cairão de vez as memórias de um empreendimento que agitou em tempos idos os verões de milhares de pessoas.

Ficam os fantasmas e os arrepios de quem por lá passou nos últimos anos e vislumbrou o abandono, a falência e a decadência, por entre o desenvolvimento de uma colónia de morcegos-rabudos - ironicamente comentado por alguns como o mais importante contributo da Torralta para a região.

Do que aí vem espera-se que, no mínimo, respeite o enquadramento paisagístico e ecológico de uma das zonas mais bonitas do País, entre o estuário do rio Sado e o Oceano Atlântico.

Seria um bom princípio para o arrojado projecto do grupo liderado por Belmiro de Azevedo.

06 setembro, 2005

As lições do furacão Katrina

Concerteza que se lembram dos nomes que chamaram àqueles que já há largos anos alertaram para os problemas associados às alterações climáticas e outros problemas, como por exemplo o ordenamento do território. Catastrofistas, ambientalistas (no mau sentido da palavra) e fundamentalistas foram alguns deles.

O furacão Katrina veio relembrar a nossa dependência económica dos recursos naturais, veja-se como de um momento para o outro a cidade de Nova Orleães parou (ou seja, o output económico deixou de existir e recursos financeiros foram e continuarão a ser gastos na reabilitação da cidade e no destacamento de recursos militares). Se os capitalistas deste mundo acharem importante, também se pode referir o enorme impacte social que o furacão teve (desalojados, mortos, entre outras tragédias).

O certo é que parte desta tragédia tem origem humana: as alterações ao rio Mississippi e a destruição de zonas húmidas no seu estuário deixaram a área circundante a Nova Orleães anormalmente vulnerável às forças da natureza. As alterações climáticas - com temperaturas crescentes e subida do nível médio do mar - podem também ter exacerbado o poder destrutivo do Katrina.

Citando o presidente do Worldwatch Institute (onde me inspirei para este post), este evento demonstra que "o país mais rico do mundo não está imune à necessidade de respeitar os sistemas naturais e de investir na sua protecção".

Quantas mais evidências serão precisas para que os políticos e a população em geral (que também não está isenta de culpa em muitas questões ambientais) se apercebam da urgência dos problemas ambientais?

Para ler com atenção:
Comunicado do Worldwatch Institute: Unnatural disaster - the lessons of Katrina

Relatório Living Planet

O Living Planet Report é da autoria da WWF, e é uma actualização periódica sobre o estado dos ecossistemas mundiais usando dois indicadores:

O Living Planet Index, que resulta de tendências dos últimos 30 anos em populações de centenas de espécies de aves, mamíferos, répteis, anfíbios e peixes.

O segundo indicador é uma medida da Pegada Ecológica humana, ou seja a pressão exercida pelos humanos nessas populações, causada pelo nosso consumo de recursos naturais.

Podemos então constatar na versão mais recente deste relatório que a humanidade excede agora a capacidade que o planeta Terra tem para nos sustentar.

Fonte: WWF

Mais informações, relatórios desde 1999 e último relatório completo aqui! Podem inclusivé ver um vídeo animado sobre a evolução da nossa Pegada Ecológica no Planeta.

04 setembro, 2005

Prémio internacional atribuído ao Programa Castro Verde Sustentável da LPN

No âmbito da Exposição Universal de 2005, que decorre até dia 25 de Setembro em Aichi (Japão), foi criado o programa "Global 100 Eco-Tech Awards", visando premiar 100 tecnologias ambientais que contribuem significativamente para a resolução de problemas ambientais globais e para a criação de um futuro sustentável. O Programa Castro Verde Sustentável da LPN foi um dos premiados a nível mundial, sendo assim reconhecido, mais uma vez, o importante trabalho desenvolvido pela LPN no âmbito deste Programa.

A LPN possui na Zona de Protecção Especial para as Aves (ZPE) de Castro Verde 5 herdades, perfazendo um total de cerca de 1700 ha, onde tem vindo a desenvolver o Programa Castro Verde Sustentável. Este programa conta já com 13 anos de existência e tem como objectivo promover a conservação do ecossistema pseudo-estepário da ZPE de Castro Verde, integrando as vertentes da gestão agrícola e do património, da educação ambiental, do ecoturismo, da investigação científica e da conservação da Natureza.

Este é o maior Projecto de Conservação da Natureza desenvolvido em Portugal por uma Organização Não-Governamental, tendo a LPN sido agraciada com a atribuição de prémios por diversas entidades nacionais e internacionais como reconhecimento dos resultados do Projecto.


Consulte também:

Turismo sustentável: o Caso da Liga da Protecção
da Natureza em Castro Verde

02 setembro, 2005

Movimento 560

Foi na última edição do jornal Expresso que, pela primeira vez, ouvi falar no Movimento 560. Este movimento, fundado por três jovens, pretende incentivar a compra de Marcas e Produtos nacionais. A ideia é simples, prática e eficaz. No site do Movimento pode-se encontrar informação sobre o assunto, propaganda para divulgação do mesmo, entre outras informações úteis. Consultem, vale a pena.

Mas, como este blogue pretende ser sobretudo um fórum de discussão, o que acham os nossos leitores deste apelo à compra Made in Portugal? Será (in)suficiente para relançar a nossa economia? Num mundo industrial altamente globalizado ainda faz sentido estes apelos patrióticos? Poderemos fazer escolhas ambientalmente correctas somente com Produtos e Marcas nacionais?Digam de vossa justiça.